02/12/09

Crítica – Miracle At St. Anna (2008)


De Spike Lee
Com Laz Alonso, Michael Ealy, Valentina Cervi

Este “Miracle at St. Anna” é um filme de afirmação de convicções mais do que uma narração de uma história. A película inicia com um aparentemente inexplicável assassínio numa estação dos correios no Harlen cometido por um dos funcionários contra um cliente que quis comprar um selo. O culpado do crime remete-se ao silêncio, apensar da pesadíssima pena a que está sujeito, mas as investigações em sua casa levam à descoberta de um busto de uma Primavera em mármore que pertencera à Santa Trinitá, parte de uma ponte destruída durante a Segunda Grande Guerra na Toscania. A notícia saiu em todos os jornais e, quando um comerciante de arte americano em Roma tenta ler o Herald Tribune, a sua namorada assedia-o sem lhe deixar margem de manobra e o jornal cai na esplanada mesmo por debaixo da janela do casal. Somos então transportados para o seio da guerra travada pela unidade 92 da Divisão de Infantaria, toda ela constituída por negros, os Buffalo Soldiers, na Toscânia, Itália, em 1944, durante o domínio nazi. A partir daqui a ênfase é colocada no esforço destes homens que lutam, numa posição de subalternidade dentro do seu próprio exercito, em nome de um país que não reconhece os seus direitos, mas pelo qual, ainda assim, combatem com coragem, bravura e uma desenvoltura ímpares.


Esta história demora 2h46m a ser contada, à maneira das velhas longas metragens evocadas logo no início por um filme de John Wayne , mas em cada momento, alguns deles prescindíveis aos olhos de muitos, em cada momento dizia há qualquer aspecto desta complexa situação a ser analisado. Para além do enaltecimento do desempenho dos negros na Guerra, dentro da linha de defesa dos direitos dos negros sempre apadrinhada por Spike Lee, encontramos também uma reprodução muito interessante da complexidade de interesses que se jogavam na época. Na Itália fascista lutavam o exército nazi, dentro do qual existiam muitos homens diferentes, inclusivamente homens com valores semelhantes aos nossos, lutava a guerrilha de resistência italiana, onde existiam muitos homens, inclusive homens sem valores, e lutavam ainda os aliados através do exército americano. Em cada localidade a vida dos pacatos provincianos italianos era um caos onde todas as forças e emoções se jogavam, onde as pessoas dentro de uma mesma família se digladiavam em guerras surdas procurando uma sobrevivência digna no meio de tanto caos moral. E Sant’Anna, no adro da igreja, o exército nazi, em busca do chefe da guerrilha italiana, dizimou a população de uma vila inteira apesar dos vãos esforços do padre local para os salvar. Fugiu apenas um menino de oito anos, com ajuda de um soldado nazi, Angelo (num desempenho impressionante de Matteo Sciabordi). Mais tarde, um dos soldados negros norte-americanos, Train (Omar Benson Miller), que avançou para a linha do inimigo encontra e adopta este menino que, juntamente com a cabeça da Primavera em mármore que traz consigo, reforça a sua fé e crença na protecção divina.


A par com a reflexões sobre o comportamento humano em situações limite é o misticismo o elemento mais interessante da obra. A Fé no sobrenatural, num poder divino que altera a racionalidade humana, supera as fronteiras da vida e da morte, do visível e do invisível e conduz o homem crente no caminho do Bem, não é um tema vulgar no cinema norte-americano contemporâneo. O final deste filme recordou-me dois finais de um cinema muito pouco comercial e muito pouco hollywoodesco, o final de “Breaking the Waves” de Lars von Trier e o de “Der Himmel über Berlin” de Wim Wenders, que é afinal a crença profundamente humana da sua pequenez perante os desígnios racionalmente inexplicáveis do destino. Spike Lee pode até ter aborrecido muitos dos espectadores pela longa duração da obra mas a riqueza da análise e a profundidade das sugestões de reflexão lançadas fazem com que esse tempo tivesse valido a pena. O filme é uma adaptação do livro de James McBride, autor também do guião desta obra.


Classificação - 5 Estrelas Em 5

Escrito por Ana Campos

Critica - Twilight: New Moon

“Lua Nova” - uma lua no início, um lobo, um vampiro, zero autenticidade.

Realização de Chris Weitz
Música de Alexandre Desplat
Cinematografia de Javier Aguirresarobe
Com Kristen Stewart (Bella Swan), Robert Pattinson (Edward Cullen), Taylor Lautner (Jacob Black), Ashley Greene (Alice Cullen)

“Lua Nova” é um daqueles filmes estranhos. Trata-se de um exercício de mau gosto puro, que roça a mais previsível sensaboria, pela forma como estupidifica ao retratar estereotipadamente os elementos literários que são ao fim e ao cabo os vampiros e lobisomens. É certo que tudo isto não deveria ser novidade, considerando todo o ruído que tem sido gerado em torno da saga Twilight, mas, ainda assim, o produto final acaba por resultar muito menos que o primeiro filme, podendo ser resumido num simples constatar que as personagens terminam da mesma forma que começaram – num misto de vazio psicológico, envolto em toques de total enfado ao estarem juntas. Infelizmente, New Moon é, uma vez mais, a resposta de Hollywood ao seu ambiente contemporâneo. Uma sociedade cada vez mais sequiosa de entretenimento, de rápido consumo e de fuga ao real.

Ao longo de duas penosas horas de filme, assistimos a um percurso que já havia sido iniciado por Twilight. Mascarada de um romance em tudo improvável, a narrativa caminha por entre dicotomias, corporizadas nas personagens de Edward Cullen e Jacob e pelo fascínio e atracção que ambos exercem sobre Bella. De um lado, temos a civilização, o requinte simbolizado pelo vampirismo dos Cullen e o seu europeísmo quase esquemático. Do outro, temos Jacob e as suas raízes marcadamente nativo-americanas, a selvajaria rebelde que marca a figura do lobisomem. Exercendo o seu fascínio sobre a personagem feminina, essa dicotomia simbólica, acaba por dar destaque ao materialismo e plasticidade óbvios de toda a película. Partindo de uma dicotomia clássica na literatura, a narrativa acaba por cair no erro da generalização, levando a que o próprio realizador, Chris Weitz (A Bússula Dourada, About a Boy), não se comprometa na realização, sem a atenção ao detalhe que o filme mereceria. Roçando aqui e ali questões importantes – como a religião e o conceito de alma e salvação espiritual, desejo sexual a par da sua repressão, oposição civilização/selvajaria –, New Moon afirma-se enquanto enlatado sem fundamentação.Aparentemente, é um filme sobre o medo. Medo de perder os que amamos, medo do envelhecimento, medo de viver, medo de sentir dor, medo da solidão... no entanto, fica a sensação de que o próprio filme tem medo de se afirmar claramente enquanto produto menos convencional. Ficam as expectativas goradas do cinéfilo que esperaria encontrar algo diferente.

Na verdade, toda a saga parece caminhar para o vazio. A tensão que deveria advir do contacto de um humano com dois mundos tão diferentes quanto os de Jacob e Edward resume-se a uma segura interpretação por parte de Stewart que, infelizmente, acaba por se ver diluída em toda a borracha que envolve a construção da acção. A narrativa arrasta-se, sem que veja destacar um resquício sequer de verdadeiro sentimento ou emoção. O drama subjacente a um conjunto de sentimentos reprimidos e envoltos no profundo desespero que Bella sente, não encontra correspondência visual na película que, pretensiosamente, procura antes uma colagem a Romeu e Julieta através de sucessivas referências. O que vai ficando é um confrangedor sentimento de lamento constante por parte das personagens centrais, uma atormentadora sensação de déjà vu sempre que se reúnem. A história traz-nos ao mesmo ponto em que estávamos com o primeiro filme, com Bella a morar em casa do pai divorciado que se limita a estar presente e a encaixar no cenário com uma ou outra saída de maior humor. Por outro lado, as questões serão as mesmas que em Twilight: Bella e a sua vontade em transformar-se em vampiro, Edward e o seu desejo reprimido, Jacob e o mistério em torno da sua origem. Há desenvolvimentos nesta sequela, mas, ainda assim, não passam de simples episódios numa saga que parece estar, cinematograficamente, centrada no estereótipo e na aposta sucessiva em enlatados de Shakespeare e outras tradições literárias. Mesmo os grandes argumentos da figura literária do “vampiro”são aqui descurados. A sensualidade e o desejo sexual surgem aqui de forma quase caricatural, não tendo de todo correspondência na tensão que deveria marcar a trama. No geral, fica a reacção conseguida apenas pela simples apresentação do corpo deste Jacob renovado, sem que seja consubstanciado o jogo da sedução que seria espectável. O que vamos recebendo, será sobretudo um conjunto de personagens feitas de cartão, sem intensidade dramática, sem fôlego, que se parecem ver condenadas a não evoluir psicologicamente, apesar do aparente desenvolvimento físico. Edward vê-se reduzido a um boneco que vai aparecendo e desaparecendo por entre suspiros e uma atracção sem credibilidade pela personagem feminina. Jacob, por sua vez, ao ver o seu destino consubstanciado, acaba por evoluir na narrativa, mas não sobrevive sob o ponto de vista da composição de Taylor Lautner, sem força dramática para afastar a personagem do estereótipo “schwarzenegger”.

Ainda assim, “Lua Nova” sobrevive, beneficiando do factor Hollywood e da máquina de marketing que vai aguentando a indústria. As receitas de bilheteira nos EUA superaram as de The Dark Knight, com um total de cerca de 72 milhões de dólares no primeiro dia de exibição, contra os 62 milhões do primeiro. No fim, fica registado o belíssimo texto de Melissa Rosenberg (argumento) e Stephenie Meyer (romance), repleto de bons momentos de humor.

Classificação - 1 Estrela Em 5

Estreias da Semana - 3 de Dezembro

Actividade Paranormal (Paranormal Activity)
Realizado por Oren Peli
Com Katie Featherston, Micah Sloat
Género – Terror
Duração – 86 Min.
País de Origem – EUA
Sinopse – Um filme cuja acção acontece totalmente na casa do realizador Oren Peli, com dois actores (Micah Sloat e Katie Featherston) a interpretarem um jovem casal que, depois de mudar para uma nova casa, decide perceber se os estranhos eventos que se sucedem se deverão a causas sobrenaturais. Ela, que acredita no sobrenatural, diz que sim, ele, céptico, resolve instalar uma câmara de vigilância para provar que nada disso é possível.

Terapia para Casais (Couples Retreat)
Realizado por Peter Billingsley
Com Vince Vaughn, Jason Bateman, Faizon Love
Género – Comédia Romântica
Duração – 113 Min.
País de Origem – EUA
Sinopse – Quatro casais vão de férias para uma estância paradisíaca, numa ilha tropical. Um deles está em crise e esta viagem representa uma oportunidade de fazer terapia conjunta antes de se decidir, ou não, pela separação. Os restantes estão ali apenas pelo sol, pela praia e pelas magníficas e relaxantes paisagens. O problema é que, afinal, a terapia é obrigatória para todos. Agora, cada um deles terá de analisar a fundo a sua própria vida e a sua relação, mesmo que isso acarrete algumas surpresas pouco agradáveis.

Planeta 51 (Planet 51)
Realizado por Jorge Blanco, Javier Abad
Com Dwayne Johnson, Jessica Biel, Gary Oldman
Género – Animação
Duração – 91 Min.
País de Origem – Espanha
Sinopse – Esta é a história de Chuck Baker (voz de Dwayne Johnson, The Rock), um astronauta que, numa viagem de reconhecimento, acaba por ser forçado a uma aterragem de emergência no Planeta 51, dando de caras com um mundo igual ao seu, na Terra. Eufórico, não perde tempo a cravar a bandeira dos EUA. Até que percebe que afinal o lugar é habitado! E quando os pacíficos habitantes do planeta dão de caras com aquele estranho ser, o caos instala-se. É que, tal como os terráqueos, também eles têm pavor de serem invadidos por criaturas alienígenas. Alguns imprevistos depois, Chuck faz amizade com Lem, um adolescente com todas as características e complicações dos terrestres da sua idade, que concorda em ajudá-lo a regressar à nave-mãe. Mas, para isso, eles têm de conseguir escapar ao Exército do Planeta 51, liderado pelo general Grawl, cuja prioridade máxima é capturar o astronauta para investigação e testes.

A Nova Vida do Senhor O'Horten (O' Horten)
Realizado por Bent Hamer
Com Baard Owe, Espen Skjønberg, Ghita Nørby
Género – Drama
Duração – 90 Min.
País de Origem – Noruega
Sinopse – Aos 67 anos, Odd Horten (Baard Owe), um taciturno e conformado maquinista, acaba de atingir o ponto por que todos os trabalhadores anseiam: a reforma. Mas, se até aqui a monotonia foi o mote da sua já longa carreira, o seu último dia de trabalho reserva-lhe uma série de imprevistos: é confundido com um pederasta, preso pelas autoridades como terrorista, adopta um amigo de quatro patas e encontra várias personagens loucas que o fazem desejar ardentemente pelo final da jornada. Mas estará ele preparado para preencher todas as horas do seu dia sem o trabalho a absorvê-lo? Após 40 anos de serviço dedicado, chegou o momento de realizar todos os desejos protelados e recomeçar a viver.

Coco Chanel & Igor Stravinsky
Realizado por Jan Kounen
Com Mads Mikkelsen, Anna Mouglalis, Anatole Taubman
Género – Drama
Duração – 120 Min.
País de Origem – França
Sinopse – A história da relação entre Coco Chanel (Anne Mouglalis), mestre da alta-costura que fundou um dos maiores impérios do luxo mundial, e o compositor Igor Stravinsky (Mads Mikkelsen) pouco após a Revolução Russa. Em 1920, Chanel encontra-se numa fase de luto pela morte do seu companheiro Boy Capel, após o trágico acidente que lhe roubou a vida. É nesta altura que a estilista conhece Stravinsky, exilado da nova União Soviética e recém-chegado a Paris. Oferece então a sua casa de campo para abrigar o músico, a sua mulher tuberculosa e os seus quatro filhos. Deste convite, nasce uma relação muito próxima entre os dois.

Uma Aventura na Casa Assombrada
Realizado por Carlos Coelho da Silva
Com Mariana Martinho, Margarida Martinho, Francisco Areosa, César Brito
Género – Aventura
Duração – 80 Min.
País de Origem – Portugal
Sinopse – As aventuras de Chico (Francisco Areosa), João (César Brito), Pedro (Luís Lopes) e as gémeas Luísa e Teresa (Margarida e Mariana Martinho) em busca do "Espírito do Mundo", um diamante Azteca roubado há vários séculos. Durante um fim-de-semana de aventura na Serra de Sintra, os cinco amigos travam conhecimento com Filipa (Sara Salgado) que os convida para a sua casa de família. Aí, terão de enfrentar, com toda a coragem e inteligência, índios pouco amistosos, fantasmas, um assassino alemão e vários poderes mágicos.

01/12/09

Iron Man 2 - Poster

O estúdio cinematográfico responsável por “Iron Man 2”, Paramount Pictures, divulgou recentemente o primeiro poster oficial desta super produção interpretada pelo famoso super-herói metálico da Marvel. A imagem promocional em questão é encabeçada por Iron Man e War Machine, os dois super-heróis que protagonizarão esta história e que serão respectivamente interpretados por Robert Downey Jr. e Don Cheadle. Os super-heróis metálicos terão que recorrer à sua astúcia para derrotar Whiplash e BlackWidow, os dois perigosos super-vilões de “Iron Man 2” que serão respectivamente interpretados por Mickey Rourke e Scarlett Johansson. A sequela de “Iron Man” foi realizada por Jon Favreau e deverá estrear nos cinemas norte-americanos a 7 de Maio de 2010.

Box Office Norte-Americano - 27/11 a 30/11


A segunda entrega cinematográfica de “Twilight” continua imparável na liderança das bilheteiras norte-americanas. “The Twilight Saga: New Moon” arrecadou este fim-de-semana, cerca de quarenta e três milhões de dólares, um valor que lhe permitiu atingir uma receita global de duzentos e trinta milhões de dólares. A vice-liderança das bilheteiras também permanece na posse do drama protagonizado por Sandra Bullock, “The Blind Side”, que esta semana obteve uma receita de aproximadamente quarenta milhões de dólares. O apocalíptico “2012” encerra o pódio, tendo conseguido arrecadar dezoito milhões de dólares durante este ultimo fim-de-semana.
A nova comédia de Robin Williams e John Travolta, “Old Dogs”, entrou directamente para a quarta posição desta classificação comercial graças a uma receita de aproximadamente dezassete milhões de dólares. As animações, “A Christmas Carol” e “Planet 51”, continuam a obter resultados comerciais positivos, “The Fantastic Mr.Fox” também se conseguiu manter entre os dez filmes mais vistos neste importante mercado cinematográfico.

1º - The Twilight Saga: New Moon
2º - The Blind Side
3º - 2012
4º - Old Dogs
5º - A Christmas Carol
6º - Ninja Assassin
7º - Planet 51
8º - Precious
9º - The Fantastic Mr.Fox
10º - The Men Who Stare at Goats

Estreias do Mês - Dezembro

3 de Dezembro

  • Nova Vida do Senhor O' Horten (O' Horten)
  • Actividade Paranormal (Paranormal Activity)
  • Terapia Para Casais (Couples Retreat)
  • Uma Aventura na Casa Assombrada
  • Coco Chanel & Igor Stravinsky
  • Planeta 51 (Planet 51)

10 de Dezembro

  • Artur e a Vingança de Maltazard (Arthur and the Revenge of Maltazard)
  • Bem-Vindo à Zombieland ( Zombieland)
  • Uns Belos Rapazes (Les Beaux Gosses)
  • O Padrasto (The Stepfather)
  • The Cove
  • Ágora

17 de Dezembro

  • Alma Perdida (Cold Souls)
  • Jogo (Gamer)
  • John Rabe
  • Avatar

24 de Dezembro

  • Alvim e os Esquilos 2 (Alvin and the Chipmunks: The Squeakquel)
  • Deixa Chover (Parlez-Moi De La Pluie)
  • The Private Lives of Pippa Lee
  • Sherlock Holmes

31 de Dezembro

  • 2 Armas De Gravata (Old Dogs)
  • Um Profeta (Un Prophète)
  • The Answer Man

Crazy Heart - Trailer

Realizado por Scott Cooper
Com Jeff Bridges, Robert Duvall, Colin Farrell, Maggie Gyllenhaal,
Género – Drama
Estreia Mundial – 16 de Dezembro de 2009
Sinopse – Bad Blake (Jeff Bridges), um famoso cantor de música country, caiu em desgraça após alguns anos de profundos excessos alcoólicos, uma situação que eventualmente conduziu a uma profunda depressão, no entanto, recebe uma nova oportunidade para recuperar o brilho do passado quando conhece uma jovem repórter que descobre o homem por trás do músico.

30/11/09

Filme do Mês - Novembro

Ana Campos – Tetro
“Tetro” foi para mim o grande filme do mês senão do ano. Um filme que nos reconduz a um momento do cinema em que a narrativa é uma aliada da estética, em que se conta bem e com beleza uma história horrível. Coppola conseguiu ao longo dos anos criar inesquecíveis personagens masculinas como o é também o atormentado protagonista desta história, num muito atraente desempenho de Vicent Gallo. Um filme que deverá fazer pensar todos os detractores da importância e vitalidade do cinema norte-americano.

Ana Pires - A Christmas Carol
Um conto intemporal, aqui contado com efeitos visuais estrondosos e através de uma técnica impressionante cada vez mais evoluída muito graças a Robert Zemeckis que tem apostado a fundo nela. Uma boa entrada nos filmes da época natalícia.



Bruno Pereira – Moon
A minha escolha recai sobre o filme "Moon". Com um argumento brilhante e uma excelente representação de Sam Rockwell. Lamentavelmente com tanto espalhafato com o fim do mundo (2012) e vampiros (Lua Nova), este filme acabou por passar ao lado de muita gente.



JT – Tetro
A complexidade subjectiva de “Tetro” é simplesmente fenomenal. Francis Ford Copolla continua cinematograficamente impecável, incutindo qualidade a praticamente todos os elementos do filme. O elenco é composto por profissionais competentes que nos apresentam interessantes interpretações, entre os actores em destaque encontramos Vicent Gallo, um actor polémico que se comportou perante Copolla.

Ricardo Marques - Capitalism: A Love Story
Goste-se ou não do estilo interventivo, e quase panfletário, de Moore, a verdade é que os seus documentários acabam sempre por mostrar faces da sociedade ocidental que muitas das vezes preferimos ignorar. Em Capitalismo – Uma História de Amor, somos uma vez mais expostos ao espelho da nossa sociedade, com mais um retrato a nu dos pilares culturais do ocidente. Rossando muitas vezes o mau gosto, devido à manipulação descarada dos factos, Moore consegue pelo menos trazer ao grande público algumas questões em que pensar.

Rui Madureira - A Christmas Carol
O Natal aproxima-se a passos largos e todos aqueles que queiram relembrar o bom espírito natalício deverão ver este filme. A mais recente obra de Robert Zemeckis afirma-se como um dos mais espectaculares e fascinantes filmes dos últimos anos e um formidável Jim Carrey ajuda a expulsar o negrume do coração de qualquer Ebenezer Scrooge, português ou estrangeiro. Um conto eterno, transposto para o grande ecrã e adaptado às novas tecnologias computorizadas da forma mais bela e comovente possível.

Michael Jackson's This is It - Lançamento Do DVD

O DVD de “Michael Jackson's This is It”, um documentário sobre os últimos ensaios musicais do famoso cantor norte-americano que nos deixou em Junho deste ano, será lançado em DVD e em Blu-Ray a 26 de Janeiro de 2010, nos EUA e Canadá. As versões em DVD e Blu-Ray irão apresentar alguns mini-documentários e duas novas versões dos videoclips de “Smooth Criminal” e “Thriller”. O DVD de “Michael Jackson's This is It”, deverá custar aproximadamente, vinte e nove dólares.

Programação Cinematográfica Semanal - 30/11 a 06/12

Para ter uma semana recheada do melhor cinema, o Portal Cinema recomenda as seguintes propostas cinematográficas que passam esta semana na televisão portuguesa.

RTP 1
The Wedding Date (2005) – 01/12/2009 – 00:20
Lost City Raiders (2008) – 02/12/2009 – 00:30
Full Metal Jacket (1987) – 04/12/2009 – 01:00
The Stoty Of Us (1999) – 06/12/2009 – 00:00

RTP 2
Home (2009) – 05/12/2009 – 19:30
Body Heat (1981) – 05/12/2009 – 22:30
The Postman Always Rings Twice (1946) – 05/12/2009 – 00:30


TVI
The Horse Whisperer (1998) – 30/11/2009 – 00:30
Nick of Time (1995) – 01/12/2009 – 00:30
The Insider (1999) – 02/12/2009 – 00:30

Hollywood
Lara Croft: Tomb Raider (2001) – 30/11/2009 – 21:30
Fearless (1993) – 01/12/2009 – 21:30
The Matrix Revolutions (2003) – 02/12/2009 – 21:30
Wyatt Earp (1994) – 03/12/2009 – 21:30
Mother (1996) – 04/12/2009 – 21:30
Death on the Nile (1978) – 05/12/2009 – 16:45
Heist (2001) – 06/12/2009 – 22:00