1 de Agosto de 2010

Novo Trabalho De Rachel Weisz

Rachel Weisz deverá protagonizar “The Deep Blue Sea”, um drama baseado na homónima produção teatral da autoria de Terence Rattigan. A sua história irá acompanhar uma mulher que abandona o seu marido, um homem carinhoso e respeitável, por um piloto alcoólico. O seu relacionamento é fisicamente intenso, no entanto, à medida que o tempo avança vai perdendo o seu ardor inicial, levando eventualmente a mulher ao desespero e ao desgaste emocional. A realização de “The Deep Blue Sea” ficará por conta de Terence Davies.

31 de Julho de 2010

Crítica - The A-Team (2010)

Realizado por Joe Carnahan
Com Liam Neeson, Quinton 'Rampage' Jackson, Bradley Cooper, Sharlto Copley

Os audazes e mundialmente conhecidos soldados da fortuna, John "Hannibal" Smith, Templeton “Faceman” Peck, Bosco "BA" Barracus e H.M. Murdock, estão de volta ao activo com “The A-Team”, uma razoável versão cinematográfica da homónima série televisiva que entusiasmou milhões de pessoas em todo o mundo durante os anos oitenta. A sua história é muito fiel às bases da série, assim sendo, é nos inicialmente mostrado como é que John Smith (Liam Neeson) se reuniu com Templeton Peck (Bradley Cooper), Bosco Barracus (Quinton Jackson) e H.M. Murdock (Sharlto Copley) e como é que estes se tornaram em verdadeiros mercenários. À semelhança da série também o filme desenvolve uma única missão destes soldados, missão essa que eventualmente lhes causa vários problemas com criminosos internacionais e com os serviços secretos norte-americanos, no entanto, com o recurso a muita violência e a muita adrenalina, estes mercenários vão acabar por conseguir ultrapassar todas as adversidades que lhes são colocadas.


A série televisiva foi um verdadeiro sucesso comercial mas nunca convenceu verdadeiramente a crítica norte-americana com as suas mini-histórias medíocres e mirabolantes, no entanto, as inúmeras aventuras da A-Team nunca foram o seu maior interesse, este estatuto sempre pertenceu à excelente dinâmica entre os vários soldados da fortuna e à excelente construção narrativa dos mesmos. O filme também é muito semelhante à serie neste aspecto, ou seja, a sua narrativa é sofrível e confusa e as suas sequências de acção/aventura são visualmente cativantes mas extremamente irrealistas, no entanto, a construção das personagens principais e a fantástica dinâmica que é estabelecida entre eles é muito boa e está muito fiel à versão televisiva, assim sendo, somos brindados com as emblemáticas interacções/picardias entre os intervenientes principais e com as suas icónicas características individuais mas também com as míticas “catch phrases” de B.A. O humor também está presente em “The A-Team” através das várias estiradas cómicas de B.A ou de Murdock, os dois intervenientes mais instáveis e mais divertidos da série e do filme.


A realização de Joe Carnahan é comercial e leviana, no entanto, “The A-Team” nunca foi uma série muito séria ou realista, assim sendo, o seu trabalho está harmonizado com as características superficiais deste produto. O filme é então dominado por várias sequências exacerbadas mas visualmente atractivas onde somos confrontados com muitas explosões e muita violência física e bélica, no entanto, este exagero não é estranho à série televisiva que também era muito rica em cenas tão inacreditáveis e tão violentas como às desta obra. O elenco é, muito provavelmente, o seu melhor elemento. Liam Neeson, Sharlto Copley e Bradley Cooper estão muito bem como Hannibal, Peck e Murdock mas Quinton Jackson não está tão bem como Bosco Barracus, no entanto, era muito difícil substituir o carismático Mr.T. Jessica Biel é um simples acessório feminino num elenco claramente dominado por homens muito mais talentoso que esta fraca actriz. O filme de “The A-Team” é tão competente como a série, no entanto, tal como esta, não deixa de ser um produto medíocre e comercial, assim sendo, só os admiradores da versão original e de filmes de acção/aventura é que deverão ficar completamente satisfeitos com esta produção.

Classificação – 3 Estrelas Em 5

Lee Daniels Irá Realizar The Butler

O cineasta Lee Daniels será o realizador de “The Butler”, um filme dramático/biográfico que se irá centrar nas memórias de Eugene Allen, um ex-mordomo da Casa Branca onde trabalhou durante trinta e quatro anos e onde serviu oito presidentes. Denzel Washington deverá assumir o papel principal, no entanto, esta informação ainda não foi oficialmente confirmada. As filmagens de “The Butler” deverão começar no Inverno de 2010

Catfish - Trailer

Realizado por Henry Joost
Com Nev Schulman, Ariel Schulman, Henry Joost
Género - Thriller
Sinopse - Nev, um rapaz de Nova York conhece uma rapariga atravéz do Facebook e acaba por se apaixonar por ela. Eles acabam por ter um relacionamento à distância e decidem se encontrar alguns meses depois.

Remake De Total Recall

Len Wiseman deverá realizar o remake de “Total Recall” (1990), um filme que foi realizado por Paul Verhoeven e protagonizado por Arnold Schwarzenegger e Sharon Stone. Kurt Wimmer será o responsável pelo argumento deste filme que deverá ser razoavelmente fiel à versão original. A nova versão de “Total Recall” ainda não tem a sua estreia marcada.

Sasha Grey Volta Aos Trabalhos Mais Sérios

Sasha Grey está em alta em Hollywood. A actriz pornográfica que protagonizou “The Girlfriend Experience” (2009) de Steven Soderbergh irá entrar em “I Melt With You”, um drama independente que será realizado por Mark Pellington e protagonizado por Zander Eckhouse, Abhi Sinha, Arielle Kebbel, Thomas Jane, Rob Lowe e Jeremy Piven. A história do filme irá acompanhar três amigos (Thomas Jane, Rob Lowe e Jeremy Piven) que durante um encontro universitário chegam à conclusão que as suas vidas se tornaram monótonas e enfadonhas. “I Melt With You” deverá chegar aos cinemas em 2011. Sasha Grey também irá entrar na série televisiva “Entourage”.

Resultado da Sondagem - Os Eventos Cinematográficos em Portugal Estão Bem Distribuídos?


A sondagem efectuada pelo Portal Cinema vem confirmar que os eventos cinematográficos mais importantes e mais relevantes são realizados no Litoral de Portugal. A nossa sondagem também nos permite concluir que os habitantes de Lisboa e do Porto são claramente favorecidos em relação aos habitantes do Interior ou das Regiões Autónomas e até mesmo dos restantes distritos do Litoral. À luz destes resultados só podemos concluir que a distribuição destes eventos está excessivamente centralizada nos dois maiores centros urbanos do nosso país.

30 de Julho de 2010

Espaço Memória - Belissima (1951)

Este espaço pretende evocar filmes fundamentais de um passado mais ou menos recente cuja importância lhes garante um lugar de honra na História do Cinema.

Bellissima (1951)
Realizado por Luchino Visconti
Com Anna Magnani, Walter Chiari, Tina Apicella, Gastone Renzelli

Este filme consegue juntar, num só, o meu realizador preferido, a minha actriz favorita e um argumento que me é excepcionalmente caro. Bellissima fica na História atrás de obras como Il Gatopardo ou Rocco e i il suoi fratelli mas não deixa de ser uma obra fascinante. Este encanto do filme deve-se, sem sombra de dúvida, à fortíssima interpretação de Magnani, num papel de uma mãe que sonha a todo o custo fazer a sua pequena filha, Maria (Tina Apicella), singrar no mundo do cinema. Não se trata do american dream mas é, indubitavelmente, o Cinencittà sogno, numa Roma do pós-guerra onde o cinema é ainda uma máquina de ilusões. Os filmes deslumbram, não só enquanto Maddalena e Spartacu Cecconi assistem ao cinema ao ar livre visível do seu quintal, e Maddalena se encanta com a existência de outros mundo para além do seu, mas também quando um realizador faz castings para encontrar uma menina para um filme e todas as mães imaginam ter em casa uma futura estrela.

Magnani é o ponto mais forte da obra, como já disse, com a sua beleza difícil, temperamento explosivo, coração na boca e atitude terra-a-terra domada, no entanto, pelas quatro estaladas habituais que o marido lhe dá para a acalmar. Que maior realismo podíamos esperar de uma actriz? Esta personagem, aparentemente transparente, acaba por se revelar muito complexa, pois ela, em nome de uma ilusão, de um amor infinito à filha, não se coíbe de explorar o seu trabalho, mentir ao marido, gastar mais do que tem, permitir aproximações adúlteras a Alberto Annovazzi (Walter Chiari), em troca de um suborno que facilite a selecção da pequena Maria. É ingénua, voluntariosa, apaixonada e muito sonhadora a ponto de só com o choque que apanha na sala de visionamento do casting da filha perceber como a estava a maltratar e cair, então, num desespero sem fim tão tolo como a ilusão inicial.
Esta denúncia do mundo intrincado do cinema onde sexo pode comprar arte, onde o trabalho infantil tem toques de glamour, onde a realidade pode ser completamente destruída pelo sonho é uma auto-reflexão muito interessante, uma análise do cinema sobre si mesmo e aquilo que envolve, digna de nota e ainda muito actual. Este filme nunca recebeu até hoje o reconhecimento de que merecia, tendo apenas sido galardoado com uma distinção do Sindicato dos Jornalistas italiano para a interpretação de Anna Magnani, no entanto considero-o uma das mais simples mas mais incisivas obras do profícuo realizado italiano.