A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou que James Franco e Anne Hathaway vão apresentar os Óscares 2011. A Academia tem vindo a tentar alcançar uma maior audiência e a verdade é que estas têm subido mas não tanto como a Academia desejava, assim sendo, talvez esta dupla jovem e carismática consiga motivar mais pessoas a assistirem a esta cerimónia que será realizada em Los Angeles a 27 de Fevereiro de 2011.
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou que James Franco e Anne Hathaway vão apresentar os Óscares 2011. A Academia tem vindo a tentar alcançar uma maior audiência e a verdade é que estas têm subido mas não tanto como a Academia desejava, assim sendo, talvez esta dupla jovem e carismática consiga motivar mais pessoas a assistirem a esta cerimónia que será realizada em Los Angeles a 27 de Fevereiro de 2011.
Tom Hanks vai entrar em “Sleeping Dogs”. A notícia foi tornada oficial pelo estúdio responsável por esta obra que será realizada por Kathryn Bigelow e que irá mostrar a lavagem de dinheiro e as actividades criminosas que se passam na tripla fronteira do Brasil com o Paraguai e a Argentina. Mark Wahlberg, Sean Penn, Javier Bardem, Denzel Washington, Will Smith e Christian Bale também estão cotados para protagonizar esta produção que começará a ser rodada em 2011.
A Walt Disney suspendeu “High School Musical 4”. A quarta entrega da famosa saga musical não vai ser protagonizado por nenhum actor ou actriz que entrou nos filmes anteriores nem vai ser realizada por Kenny Ortega, assim sendo, compreende-se que muitos dos fãs de “High School Musical” não ficaram muito empolgados com esta nova entrega que a Walt Disney pretendia exibir exclusivamente no Disney Channel em 2011. A Walt Disney ainda não confirmou se esta suspensão é meramente temporária ou se é definitiva. 

A Walt Disney Pictures quer levar “Toy Story 3” ao Óscar de Melhor Filme. O estúdio começou recentemente a sua campanha publicitária para colocar “Toy Story 3” entre os dez nomeados a esta estatueta. A Walt Disney divulgou dois posters que ilustram claramente que o estúdio quer mais do que o Óscar de Melhor Filme de Animação.
Dan Aykroyd confirmou ao Rádio WGN que Anna Faris e Eliza Dushku estão em negociações para entrar para o elenco de “Ghostbusters 3”. Harold Ramis, Dan Aykroyd e Ivan Reitman estão confirmados no elenco e vão voltar a interpretar os seus respectivos papéis, no entanto, Sigourney Weaver e Bill Murray ainda não confirmaram as suas participações. O filme será realizado por Harold Ramis e a sua estreia deverá acontecer no Natal de 2012.
Realizado por Tom Hooper
Com Colin Firth, Geoffrey Rush, Helena Bonham Carter
Género – Drama
Estreia Mundial – 24 de Novembro de 2010
Sinopse – O filme narra os primeiros anos do conturbado reinado do Rei Jorge VI (Colin Firth) que subiu ao trono após o seu irmão mais velho, Eduardo VIII (Guy Pearce), ter abdicado. Jorge VI teve de enfrentar o seu problema de gaguez que só foi ultrapassado com a ajuda de Lionel Logue (Geoffrey Rush), um terapeuta da fala.
Realizado por Anton CorbijnCom George Clooney, Violante Placido, Thekla Reuten, Paolo Bonacelli, Johan Leysen
O cineasta Anton Corbijn é mundialmente conhecido por ter realizado vários vídeos musicais de vários artistas conceituados como os U2 ou Depeche Mode mas foi com “Control” (2007), uma excelente cinebiografia do mítico Ian Curtis dos Joy Division, que este novato realizador conseguiu surpreender a crítica especializada e o público internacional. O seu novo trabalho, “The American”, é um thriller razoável que tentou aproveitar o sucesso de obras como “The Bourne Identity (2002)”, “The Bourne Supremacy (2004)” ou “The Bourne Ultimatum (2006) para cativar o espectador mas a verdade é que este filme se assume como um thriller relativamente mais fraco e enfadonho que esses grandes sucessos cinematográficos. A sua história é baseada no livro “A Very Private Gentleman” de Martin Booth e acompanha os dramas e as dúvidas de Jack (George Clooney), um exímio assassino por encomenda com um histórico verdadeiramente exemplar que se refugia na vila italiana Castel del Monte após ter sido alvo de uma emboscada que custou a vida à sua namorada, Ingrid (Irina Björklund). Este acontecimento leva-o a ponderar o seu futuro e a abandonar esta sua perigosa profissão mas, antes de o fazer, é obrigado a completar uma última missão que consiste na criação de uma nova arma para uma mulher misteriosa chamada Mathilde (Thekla Reuten), uma missão aparentemente fácil que o leva a compreender que o seu vínculo ao mundo do crime é vitalício e que só a sua morte o poderá quebrar. Durante a sua breve estadia em Castel del Monte, Jack acaba por se relacionar com o Padre Benedetto (Paolo Bonacelli) e com Clara (Violante Placido), uma belíssima prostituta a quem se liga emocionalmente e romanticamente e que acaba por lhe mostrar que há coisas mais importantes na vida do que o trabalho e o dinheiro.

A introdução de “The American” é fantástica porque nos apresenta uma excelente sequência onde Jack se assume como um assassino extremamente frio e calculista que não hesita em matar a sua namorada, no entanto, esta sua fria e calculista caracterização é meramente temporária porque a partir deste momento, “The American” tenta nos mostrar que Jack é um humano relativamente normal que também tem um lado sensível e romântico, lado esse que nos é mostrado através de vários momentos onde Jack revela os seus verdadeiros sentimentos ao Padre Benedetto e a Clara, no entanto, esses momentos pecam pela sua excessiva vertente melodramática e acabam por transformar um thriller que até poderia ser interessante num autêntico drama com algumas sequências de acção e violência que acabam por não ser suficientes para satisfazer as necessidades de um espectador que esperava ver uma obra semelhante a “The Bourne Ultimatum” (2006) ou a “The Good Shepherd” (2005). ”The American” só tem portanto algumas cenas dignas de um thriller, cenas essas que são protagonizadas por Jack, Mathilde ou Pavel (Johan Leysen) e que apenas estão inseridas na sua introdução e conclusão, assim sendo, todo o seu desenvolvimento é composto por cenas onde Jack se descobre a si próprio e onde se dá a conhecer ao seu novo melhor amigo (Padre Benedetto) e ao seu interesse romântico (Clara). A sua conclusão é extremamente previsível e a sua última cena é verdadeiramente ridícula, chegando mesmo a ser o momento mais risível deste filme.

Após “Control (2007), Anton Corbijn tinha que confirmar as altas expectativas que Hollywood criou em seu redor e apesar de “The American” não ser um mau filme não deixou de ficar aquém das expectativas criadas. O seu trabalho técnico até é satisfatório mas este cineasta poderia ter controlado melhor a sua história e editado muito melhor algumas das suas sequencias que por vezes roçam o aborrecimento. O trabalho de Martin Ruhet (Fotografia) é muito bom e consegue exaltar com muita habilidade as fantásticas paisagens italianas. O seu elenco é liderado por George Clooney, um actor muito experiente que nos oferece com este “The American” uma performance muito obscura mas interessante. Clooney é claramente o melhor elemento do elenco mas Paolo Bonacelli também nos oferece um trabalho muito razoável. As actrizes Violante Placido e Thekla Reuten também nos oferecem uma performance satisfatória. Anton Corbijn tentou criar com “The American” um thriller mais sentimental e mais sério que a esmagadora maioria dos filmes norte-americanos do género mas a verdade é que Corbijn não foi muito bem sucedido nesta sua tentativa. É verdade que “The American” é composto por muitos momentos sérios onde exploramos a mente do protagonista e onde este se abre com outras personagens mas também é verdade que esses momentos sobrepõem-se à essência do thriller, tornando assim este “The American” num filme razoável mas num fraco thriller.
Classificação –3 Estrelas Em 5
O Portal Cinema Precisa de Si. O Portal Cinema Está Nomeado ao Prémio de Melhor Blog Colectivo dos TCN (Take Magazine Campeões Nacionais) Awards Mas Precisa do Seu Voto Para Conquistar Esta Vitória. Modo de Voto – Vá até ao CinemaNotebook (http://cinemanotebook.blogspot.com/) e Procure na Barra Lateral do Blog a Secção de Voto de Blogger Colectivo - Vote No Portal Cinema - Só Demora 30 Segundos - O Seu Voto Importa. Obrigado, As votações Estão Quase a Encerrar.
Leslie Nielsen, o famoso actor de comédias a satirizar outros filmes ou géneros cinematográficas, morreu este Domingo aos 84 anos de idade devido a complicações de uma pneumonia. Os seus filmes mais conhecidos incluem a trilogia "Aonde Pára a Polícia" ("The Naked Gun"), "Aeroplano!", "Espia Como Puderes" ("Spy Hard"), "Missão Quase Impossível" ("Wrongfully Accused"), entre muitos outros. Aqui fica um apanhado dos melhores momentos deste actor que fez rir milhões.
A China vai ter o seu próprio “Avatar”. Jon Jiang, um dos maiores empresários do ramo imobiliário asiático, vai produzir “Empires of the Deep”, uma super-produção em três dimensões que vai ter um orçamento de aproximadamente cento e trinta milhões de dólares. O filme será ambientado no fundo do mar e será protagonizada por sereias (Ver Imagem). “Empires of the Deep” será realizado por Michael French e os seus elementos tridimensionais serão criados por Anthony Arendt que trabalhou em “Avatar”. O filme ainda não tem a sua estreia marcada mas a suas filmagens já começaram.
A Weinstein Company divulgou mais uma imagem oficial de “My Week With Marilyn”, uma espécie de cinebiografia Marilyn Monroe (Michelle Williams) que se irá centrar no período em que a actriz viveu em Inglaterra enquanto gravava “The Prince and the Showgirl” ao lado de Laurence Olivier (Kenneth Branagh). Judi Dench, Julia Ormond, Dougray Scott, Zoe Wanamaker, Emma Watson, Toby Jones, Philip Jackson, Geraldine Somerville, Derek Jacobi, Simon Russell Beale e Dominic Cooper também integram o elenco desta produção que será realizada por Simon Curtis.
Ian McKellen está oficialmente confirmado em “The Hobbit”. O actor vai então voltar a interpretar Gandalf – The Grey nesta prequela de “Lord Of The Rings” que será realizada por Peter Jackson e que também será protagonizada por Martin Freeman, Richard Armitage, James Nesbitt, Mark Hadlow, Aidan Turner, Rob Kazinsky, Graham McTavish, Stephen Hunter, John Callen, Peter Hambleton e Adam Brown. “The Hobbit” tem a sua estreia marcada para Dezembro de 2012.
Realizado por Richard Levine
Com Liev Schreibber, Helen Hunt, Carla Gugino, Eddie Izzard
Género - Comédia Dramática
Estreia - 14 de Janeiro de 2011
Sinopse - Ned (Liev Schreiber) está à beira de uma crise de meia-idade. O seu trabalho como argumentista de televisão é pouco satisfatório, os seus filhos estão emocionalmente instáveis e a sua mulher Jeannie (Helen Hunt) acaba de trazer o seu doente a amargurado pai (Brian Dennehy) a viver com eles. O seu periclitante casamento, em acréscimo de tensão, sofre ainda nova provação: os avanços da sensual colega de trabalho de Ned (Carla Gugino). "Every Day" trata da batalha diária de uma família para lidar consigo própria e com os obstáculos inevitáveis da vida: envelhecimento e morte, compromisso e liberdade, amor e aceitação.

Realizado por Tony Scott
Com Denzel Washington, Chris Pine, Rosario Dawson, Kevin Dunn
Com Denzel Washington, Chris Pine, Rosario Dawson, Kevin Dunn
Aquando da sua estreia nos Estados Unidos da América, “Unstoppable” foi imediatamente catalogado como sendo o “Speed” do século XXI. Como seria de esperar, Tony Scott não perdeu tempo a desmistificar esta ideia, argumentando que a sua mais recente obra não obedecia aos mesmos pressupostos do bem-sucedido filme de Jan de Bont. E neste aspecto, tendo a concordar com o realizador inglês de 66 anos de idade. “Speed” abordava mais o tema do terrorismo e tinha como grande vilão um homem com insaciável sede de vingança. De certa forma, “Speed” estava mais de acordo com os princípios de um intenso filme policial, enquanto este “Unstoppable” se insere melhor na categoria de filme-tragédia. Aqui, o grande vilão da história é nada mais, nada menos do que o próprio comboio descontrolado – uma autêntica besta de múltiplas toneladas de peso – e o enfoque heróico da trama não vai para um corajoso agente da polícia, mas sim para dois indivíduos “normais” que, perante uma inesperada adversidade, despertam o que de melhor têm dentro deles e se tornam verdadeiros heróis nacionais. Para além disto, “Unstoppable” é inspirado em factos verídicos, um pequeno factor que sempre estimula um maior envolvimento emocional por parte do público (especialmente o público norte-americano, que vivenciou este inquietante episódio como mais ninguém no mundo inteiro).

A narrativa dá-nos a conhecer duas personagens que, por pertencerem à classe operária da sociedade (ao povo, simplesmente falando), estabelecem uma ligação emocional muito mais poderosa com o espectador comum, criando aqui uma daquelas epopeias populares que ficam na memória de todos e com as quais a audiência facilmente se identifica. Frank Barnes (Denzel Washington) e Will Colson (Chris Pine) são dois trabalhadores de uma empresa ferroviária do Estado da Pensilvânia que, num dia como tantos outros, se vêem confrontados com uma irregularidade possivelmente trágica: um vigoroso comboio que transporta substâncias tóxicas e explosivas escapa ao controlo do seu maquinista e dirige-se a toda a velocidade para a populosa cidade de Stanton, sem travões e com a promessa de ceifar milhares de vidas inocentes. Colocados no caminho do descontrolado comboio, tanto Frank como Will depressa se apercebem de que jamais poderão ficar de braços cruzados e deixar que o monstro mecânico esmague todos os familiares e amigos que aprenderam a amar; até porque a empresa ferroviária responsável pelo comboio não consegue lidar com a situação da melhor maneira, dando mais atenção aos dólares e à imagem social do que à vida de todos os inocentes. Mas o problema é que, oriundos de escalões etários diferentes e em plena crise socioeconómica, Frank e Will não se entendem às mil maravilhas. E se quiserem travar o imparável comboio, ambos terão de deixar as desavenças para trás das costas e trabalhar como a equipa mais oleada e corajosa de todos os tempos.
O cinema de Tony Scott (irmão do consideravelmente mais famoso e aclamado Ridley Scott) é, talvez, um daqueles que mais se enquadra no típico paradigma do cinema “hollywoodesco”. E isto tem as suas virtudes e defeitos. Por um lado, trata-se de um cinema que pretende, acima de tudo, entreter e fazer o espectador passar por duas horas de frenética acção sem limites. Trata-se de um cinema (por vezes) de qualidade artística questionável, mas que, apesar disso, consegue ser extremamente eficaz e competente. Trata-se de um cinema de heróis e de vilões; de orçamentos elevados e de grandes emoções; de estruturas narrativas lineares e pouco arrojadas; enfim, um cinema de e para grandes massas. Este tipo de cinema tem os seus méritos e, precisamente pelo facto de apostar numa fórmula de sucesso mais que testada e comprovada, consegue mesmo arrastar multidões e despertar insanas paixões. Até aqui tudo bem. O problema é que, por outro lado, se trata também de um cinema terrivelmente previsível, muitas vezes imaturo e que cai constantemente numa torrente de clichés perfeitamente evitáveis. E “Unstoppable” é o espelho perfeito da esquizofrenia cinematográfica que se encontra presente neste tipo de cinema made in Hollywood.


Ninguém pode afirmar que a mais recente obra de Tony Scott peca por falta de adrenalina e por deixar o espectador adormecer à sombra de uma narrativa que se arrasta sem ritmo e sem despertar as emoções mais básicas do ser humano. Aliás, essa é a característica principal dos filmes deste realizador. “Unstoppable” possui todos os condimentos necessários para a criação de uma obra que explode com todos os box-office mundiais. Acção a rodos é coisa que não falta, personagens estereotipadas estão presentes em todos os frames da película e o espectador depressa se vê a puxar pelo sucesso do duo de carismáticos protagonistas. Denzel Washington e Chris Pine (o Capitão Kirk do último “Star Trek”, em clara ascensão de promissora carreira), sobretudo eles, mantêm a atenção do espectador até ao fim com interpretações fortes e seguras. E para além de tudo isto, a película é também pautada por um senso de humor que não deixa ninguém indiferente (atenção à forma como o filme acaba; simplesmente deliciosa). Mas – e este é um grande “mas” – a forma simplória como tudo se desenrola, a incapacidade para se afastar de estereótipos mais que vistos e banalizados, e a escandalosa imaturidade com que se procura um happy-ending demasiado esforçado fazem deste “Unstoppable” uma obra, na melhor das hipóteses, penosamente vulgar.
Mais do que a narrativa que, a meio caminho, já se adivinha como vai terminar, aquilo que mais me afligiu foi a forma exagerada como o filme tenta colar o rótulo de “herói” nos dois protagonistas. Não que estes não o sejam! Mas aqueles planos (sucessivos) com o povinho a bater palmas e a exprimir palavras de incentivo em frente ao televisor são simplesmente intragáveis. O espectador não precisa de muito tempo para perceber que Frank e Will são os heróis improváveis desta história; razão pela qual não havia necessidade absolutamente nenhuma de virem com as cenas da multidão a festejar, a bater palminhas e a sorrir para a câmara.


Em suma, aquilo que se pode dizer de “Unstoppable” é que ele cumpre aquilo a que se propõe. Os aspectos cinematográficos tão característicos do cinema de Tony Scott estão todos presentes e resultam numa obra extremamente eficaz. Temos acção, emoção, heróis e adrenalina sem limites, num filme com algum humanismo e maturidade emocional. Porém, temos também um filme que nunca consegue surpreender e que se contenta descaradamente com a aposta nos lugares-comuns do género. Algo que o torna um filme divertido… mas nada mais que isso.
Classificação – 3 Estrelas Em 5
Ben Hibon poderá realizar "Pan", uma nova adaptação cinematográfica do clássico literário de J.M. Barrie, adaptação essa que não será 100% fiel ao famoso conto. A informação ainda não foi oficialmente confirmado por Hibon mas é muito provável que este cineasta suíço assuma este trabalho. A rodagem de “Pan” deverá começar no Outono de 2011.
Gilles Lellouche vai integrar o elenco de “Sherlock Holmes 2”. O actor francês deverá interpretar um papel secundário e só deverá participar em algumas cenas que estão a ser gravadas em Paris e Estrasburgo (França), cenas essas que não envolvem Robert Downey Jr. (Sherlock Holmes) e Jude Law (Dr. Watson). Jared Harris (Professor Moriarty), Noomi Rapace e Stephen Fry também integram o elenco desta obra que tem a sua estreia norte-americana marcada para 16 de Dezembro de 2011.Com José Saramago e Pilar del Río
Entre 2006 e 2009, Miguel Gonçalves Mendes trabalhou incessantemente neste “José e Pilar”, um fantástico documentário sobre José Saramago e Pilar del Río, mais concretamente sobre o seu dia-a-dia normal que em nenhum momento nos é vendido como sendo idílico, muito pelo contrário, é nos apresentado como um quotidiano comum e perfeitamente adequado a um casal que realmente se respeitava e se apoiava mutuamente. “José e Pilar” é um trabalho documental extremamente realista e exaustivo mas não evasivo sobre Saramago e Pilar del Río, um trabalho que ora nos mostra a serenidade do comum dia-a-dia do casal em Lanzarote (Ilhas Canárias – Epanha) como acompanha as suas caóticas estadias nas mais variadas metrópoles mundiais, estadias essas que são provocadas pelos vários compromissos publicitários e comerciais de José Saramago, um homem octogenário que ainda mostrava muita vontade de viver e de escrever mas que em vários momentos também mostrava uma notória debilidade física que o levava a classificar esta etapa da sua vida como o seu momento “mais próximo da porta de saída”. O documentário está cheio de momentos absolutamente fantásticos que nos mostram a verdadeira essência dos seus dois intervenientes e do seu relacionamento que outrora foi amplamente criticado pela imprensa nacional, momentos tão verdadeiros e tão comuns como aqueles onde o casal conversa sobre as mais variadas trivialidades ou onde o escritor se diverte com o Jogo do Solitário no seu computador num raro momento de verdadeiro relaxamento. Os diálogos entre os dois intervenientes também são indicativos do seu amor mútuo mas são as pequenas frases que o escritor profere em alguns momentos desta obra que mais nos tocam e sensibilizam porque muitas delas podem ser facilmente adaptadas ao nosso próprio quotidiano. Em última análise, “ José e Pilar” é um documentário extremamente sensível e comovente que deve ser visionado por qualquer apreciador de um bom documentário ou por qualquer pessoa que queira ver um excelente filme sobre um casal real e verdadeiramente extraordinário. “José e Pilar” também se assume como uma magnífica homenagem a José Saramago, um dos mais amados e talentosos escritores português que faleceu recentemente aos oitenta e quatro anos de idade, sendo que vinte e dois desses anos foram passados ao lado de Pilar del Río, uma mulher que sempre o apoiou e que nunca deixou de o amar.
Classificação – 4,5 Estrelas em 5

Realizado por Angel Garcia
Com Camilla Belle, Alexa Vega, April Bowlby
Género – Comédia Romântica
Estreia Mundial – 2011
Sinopse – Nora (Camilla Belle) e Maria (Alexa Veja) são duas irmãs mimadas. Elas vivem com o seu pai numa luxuosa mansão em Beverly Hills. Maria tornou-se tão popular que se recusa a admitir que é descendente de mexicanos. Quando o seu pai morre de repente, a vida luxuosa das duas é invertida. Elas descobrem que foram deixadas sem nenhum dinheiro e são forçadas a irem viver com a sua tia distante, Aurélia (Adriana Barraza). Ainda aterrorizadas por deixarem o seu mundo de privilégios, Nora e Maria tem que se adaptar gradualmente ao seu novo estilo de vida.
O realizador de “The Twilight Saga: Breaking Dawn - Part 1”, Bill Condon, publicou no seu Twitter a primeira imagem oficial desta nova entrega cinematográfica de “Twilight”. A imagem faz uma óbvia referência à Lua-de-Mel de Bella e Edward, um dos momentos mais eróticos desta obra. “The Twilight Saga: Breaking Dawn - Part 1” tem a sua estreia marcada para 18 de Novembro de 2011. “The Twilight Saga: Breaking Dawn - Part 2” vai estrear em 16 de Novembro de 2012.
RTP1
“Slumdog Millionaire” (2008) – Domingo – 23:00
“Sacrifices of the Heart” (2007) – Domingo – 01:15
SIC
“Deja Vu" (2006) – Sábado – 17:45
“Dude, Where's My Car?” (2000) – Sábado – 01:15
“Surviving Christmas” (2004) – Domingo – 14:15
“The Chronicles of Narnia: The Lion, The Witch And The Wardrobe” (2005) – Domingo – 16:30
“Hollywood Homicide” (2003) – Domingo – 00:30
TVI
“Beyond Borders” (2003) – Sábado – 17:30
"Semi-Pro" (2008) – Sábado – 01:45
D.J. Caruso abandonou “Y: The Last Man”, uma adaptação cinematográfica da homónima Graphic Novel da autoria de Brian K. Vaughan. O cineasta tinha sido contratado pela New Line e pela Warner Bros. para comandar esta obra mas acabou por se incompatibilizar com as intenções destes dois estúdios que aparentemente só querem oferecer a “Y: The Last Man” um único filme, uma intenção que não agradou a Caruso que acredita que esta Graphic Novel merece ser transformada numa trilogia. A Warner Bros. deverá contratar Louis Leterrier para substituir D.J. Caruso, no entanto, ainda nada foi oficialmente confirmado. “Y: The Last Man” vai acompanhar a história de Yorick, o único homem que sobreviveu a uma súbita epidemia mundial que matou todos os seres com o cromossoma Y,
Realizado por Derek Cianfrance
Com Michelle Williams, Mike Vogel, Ryan Gosling, John Doman
Género - Drama
Estreia Mundial - 2010
Sinopse - Cindy e Dean (Michelle Williams e Ryan Gosling) são um casal que está a viver uma verdadeira crise matrimonial e à medida que o seu relacionamento se deteriora, eles relembram os vários momentos felizes que passaram juntos.
Com Michelle Williams, Mike Vogel, Ryan Gosling, John Doman
Género - Drama
Estreia Mundial - 2010
Sinopse - Cindy e Dean (Michelle Williams e Ryan Gosling) são um casal que está a viver uma verdadeira crise matrimonial e à medida que o seu relacionamento se deteriora, eles relembram os vários momentos felizes que passaram juntos.
O filme “Mistérios de Lisboa” de Raúl Ruiz está nomeado ao Prémio Francês de Cinema Louis Delluc. “Mistérios de Lisboa” vai competir com “Carlos” de Olivier Assayas, “Des Hommes et des Dieux” de Xavier Beauvois, “The Ghost Writer” de Roman Polanski, “Tournée” de Mathieu Amalric, “White Material” de Claire Denis, “Des Filles en Noir” de Jean-Paul Civeyrac e “La Princesse de Monpensier” de Bertrand Tavernier. O Prémio Louis Delluc é atribuído desde 1937 por várias personalidades ligadas à sétima arte francesa. O vencedor deste prémio será revelado a 17 de Dezembro.
Mickey Rourke deverá protagonizar “The Ice Man: Confessions of a Mafia Contract Killer”, uma adaptação cinematográfica do homónimo trabalho literário de Philip Carlo que é baseado em factos reais e que acompanha a história de “The Ice Man” Kuklinski, um assassino profissional que durante quarenta anos viveu uma estranha vida dupla nos subúrbios de Nova Jersey. Este espaço pretende evocar filmes fundamentais de um passado mais ou menos recente cuja importância lhes garante um lugar de honra na História do Cinema.
Realizado por Nagisa Oshima
Com David Bowie, Ryuichi Sakamoto, Tom Conti, Takeshi Kitano
Basta o nome de Oshima para despertar no público uma imensa curiosidade. Merry Christmas Mr. Lawrence é uma obra-prima na construção de tipos humanos. Num campo de concentração japonês, em 1942, os aliados rendidos são dominados pelos japoneses que os desprezam pela sua falta de honra. Entre os prisioneiros sobressai a figura do Major Jack “Strafer” Celliers (David Bowie), um oficial que, procurando redimir-se por uma culpa pessoal da sua juventude, arrisca tudo para ajudar os amigos. Elucidativa é a imagem do inicial suposto fuzilamento em que a personagem é filmada qual um Cristo na cruz. Mas não é só Bowie que brilha, John Lawrence (Tom Conti) é das figuras mais humanas da obra. Ele compreende a cultura japonesa, fala japonês e tenta por isso servir de intermediário entre os dois exércitos explicando aos restantes soldados as motivações estranhas dos japoneses. Este comportamento fá-lo parecer um cobarde, um traidor e um fraco aos olhos dos dois exércitos, mas não podemos deixar de concordar que ainda que pouco heróico ele é das mais plausíveis figuras recriadas. Do lado japonês as personagens são ainda mais enigmáticas, o Capitão Yonoi (Ryuichi Sakamoto) é um exemplo de como as crenças culturais moldam um carácter, legitimam as atitudes e nos levam, enquanto espectadores, a não encontrar personagens negativas entre as figuras principais. Todos eles são homens, todos tentam dar o seu melhor enquanto soldados e todos, cada um ao seu modo e dentro do seu sistema de valores, age em prol do Bem.
O filme concorreu a Cannes em 1983 e, embora não tenha ganho, é considerado por muitos um filme de culto. O argumento foi escrito a partir das obras de Laurens van der Post sobre a sua experiência enquanto prisioneiro de guerra. Imortal é também a banda sonora do filme composta pelo próprio Sakamoto, cujo tema “Forbidden Colours” correu mundo. Para além do choque de culturas, da profundidade dos caracteres, o filme aborda questões tabu fundamentais como a das relações homossexuais entre simples soldados de ambos os exércitos, ou a pura amizade que a partilha de tão duras condições acaba por criar entre todos os homens ali presentes. Há imagens inesquecíveis no filme, cuja fotografia é de Toichiro Narushima, como a do castigo final de Celliers, ou a da refeição de flores. Sem dúvida que Merry Christmas Mr Lawrence é um filme que marcou uma geração e uma originalíssima visão da Segunda Grande Guerra.

Realizado por Jaume Collet-Serra
Com Liam Neeson, Diane Kruger, January Jones, Aidan Quinn
Género – Thriller
Data de Estreia (EUA) – 7 de Janeiro de 2011
Sinopse: Liam Neeson interpreta Martin Harris, um médico que acorda de um coma após um acidente de carro em Berlim, apenas para descobrir que a sua esposa (January Jones) parece já não o reconhecer e que um outro homem (Aidan Quinn) usurpou a sua identidade.
Ewan McGregor vai substituir em Johnny Depp em “The Man Who Killed Don Quixote” de Terry Gilliam. O filme vai acompanhar a história de um publicitário (Ewan McGregor) dos tempos actuais que volta atrás no tempo e transforma-se no parceiro de Don Quixote (Robert Duvall), com quem acaba por viver grandes aventuras.
Jeremy Renner vai mesmo substituir Tom Cruise em “Mission: Impossible”. Renner confirmou recentemente que a sua personagem vai substituir o icónico Ethan Hunt (Tom Cruise) nas próximas entregas desta saga, assim sendo, este “Mission: Impossible - Ghost Protocol” ou “Mission: Impossible 4” vai marcar a despedida oficial de Tom Cruise e da sua personagem desta saga. “Mission: Impossible - Ghost Protocol” vai ser realizado por Brad Bird e tem a sua estreia marcada para 16 de Dezembro de 2011.
Tim Burton não vai realizar “Alice In Wonderland 2”. O Presidente da Walt Disney Pictures, Rich Ross, confirmou que o famoso estúdio pretende produzir um “Alice In Wonderland 2”, no entanto, Tim Burton confirmou recentemente que não está disponível para realizar essa sequela porque considera que o seu “Alice In Wonderland” é um filme único que não deve ter uma sequela ou uma prequela. A desistência de Tim Burton não deverá demover a Walt Disney de fazer um “Alice In Wonderland 2” até porque a sua primeira entrega foi um sucesso comercial. 
A Warner Bros. divulgou as duas primeiras imagens oficiais de “Final Destination 5”. O filme será realizado por Steve Quale e será protagonizado por Nicholas D'Agosto, Ellen Wroe, Meghan Ory, Miles Fisher, Emma Bell e Arlen Escarpeta. ““Final Destination 5” vai estrear no Estados Unidos da América a 19 de Agosto de 2011 e deverá ser lançado em 3D.
A sequela de “White Chicks” (2004) foi oficialmente cancelada pela Sony Pictures. O estúdio chegou à conclusão que um “White Chicks 2” não fazia qualquer sentido a nível financeiro e comercial, uma decisão que certamente não agradou a Shawn Wayans e Marlon Wayans, os dois actores/produtores que pretendiam lançar a comédia no Verão
Michael J. Bassett vai realizar “Saint Mary's”, um filme de terror que vai acompanhar a história de vários adolescentes que tentam sobreviver às ilusões criadas por um espírito maligno que se encontra preso a um manicómio abandonado. O argumento desta obra será escrito por Matthew Kingshott e a sua rodagem deverá começar assim que Michael J. Bassett termine “Silent Hill 2”.Para comemorar o seu 50º filme de animação "Tangled", a estrear a 16 de Dezembro nos cinemas portugueses, eis um apanhado dos 50 filmes do mítico estúdio cinematográfico que fez e continua a fazer sonhar miúdos e graúdos, em jeito de banda de apresentação da subversiva história de Rapunzel (Trailer do Filme - AQUI).
O Americano (The American)Realizado por Anton Corbijn
Com George Clooney, Paolo Bonacelli e Violante Placido Rowan Joffe e Martin Booth
Género - Thriller
Duração – 120 Min.
País de Origem - EUA
Sinopse – Jack (George Clooney) é um assassino profissional com um histórico impecável que não consegue terminar com sucesso o seu último trabalho, assim sendo, decide se retirar mas antes de o fazer aceita um último serviço, no entanto, esta sua ultima aventura reserva algumas surpresas a este assassino.
Machete (Machete)Realizado por Ethan Maniquis e Robert Rodriguez
Com Danny Trejo, Robert De Niro, Jessica Alba, Steven Seagal, Michelle Rodriguez
Género – Acção
Duração – 105 Min.
País de Origem – EUA
Sinopse – Machete (Danny Trejo), um antigo agente federal mexicano, é abandonado por Torrez (Steven Seagal), um grande criminoso mexicano, uma situação que o obriga a vaguear pelas ruas sem dinheiro e sem reputação, no entanto, a sua situação melhora quando é contratado por Benz (Jeff Fahey), um homem extremamente perigoso que o manda assassinar um senador corrupto.
Imparável (Unstoppable)Realizado por Tony Scott
Com Denzel Washington, Chris Pine e Rosario Dawson
Género – Acção/ Aventura
Duração – 97 Min.
País de Origem - EUA
Sinopse – Frank (Denzel Washington), um engenheiro ferroviário, e Will (Chris Pine), um maquinista recém-contratado, são os únicos homens que podem impedir que uma locomotiva desgovernada saia dos trilhos e cause um derramamento tóxico capaz de dizimar uma cidade de cem mil habitantes.
O Concerto (Le Concert)Realizado por Radu Mihaileanu
Com Aleksey Guskov, Mélanie Laurent e Dmitri Nazarov
Género - Drama
Duração – 119 Min.
País de Origem – França
Sinopse – Andrei Filipov (Aleksey Guskov) era o celebre maestro da icónica Orquestra de Bolshoï, no entanto, ele acabou por ser afastado desse cargo por razões políticas, sendo agora o empregado de limpeza de um teatro russo. Filipov volta subitamente ao activo trina anos depois quando uma confusão administrativa leva-o a ele e à sua antiga orquestra até ao Teatro de Châtelet em França
O Mundo é Grande e a Salvação Espreita ao Virar da Esquina (Svetat e Golyam i Spasenie Debne Otvsyakade)Realizado por Stephan Komandarev
Com Miki Manojlovic, Carlo Ljubek e Hristo Mutafchiev
Género – Drama
Duração – 105 Min.
País de Origem – Bulgária
Sinopse - Sashko perde os seus pais e a sua memória durante um acidente de viação. O seu avô organiza uma grande viagem de bicicleta com o intuito de tentar reavivar as memórias do seu neto.
22 Balas (L'Immortel)Realizado por Richard Berry
Com Jean Reno, Gabriella Wright e Marina Foïs
Género – Thriller
Duração – 115 Min.
País de Origem – França
Sinopse – Charly Mattei era um notório criminoso que subitamente se retirou dessa vida para se dedicar inteiramente à família, no entanto, numa manhã de inverno ele é alvejado vinte e duas vezes mas ele sobrevive miraculosamente para desespero de Tony Zacchia, o único homem que se atreveria a tentar matá-lo.
Mark Wahlberg será Nathan Drake na adaptação cinematográfica de “Uncharted: Drake’s Fortune”, um famoso videojogo que acompanha a história de Nathan Drake, um explorador que tenta encontrar o tesouro perdido de El Dorado. Robert De Niro e Joe Pesci estão cotados para integrarem o elenco desta produção mas a sua participação ainda não foi oficialmente confirmada. O filme será realizado por David O. Russell e a sua rodagem deverá começar em 2011. 
Realizado por Gonzalo Lopez-Gallego
Género – Ficção Científica
Estreia Mundial – 2011
Sinopse – A missão lunar Apollo 18 foi oficialmente cancelada na década de setenta pela NASA mas, oficiosamente, ela acabou por se realizar através de uma colaboração entre os Estados Unidos da América e a União Soviética. A missão envolveu um plano secreto para recuperar uma nave espacial e vários corpos alienígenas.
Gore Verbinski vai realizar a adaptação cinematográfica de “The Lone Ranger”, uma famosa série de televisão que foi exibida na década de cinquenta nos Estados Unidos da América e que acompanhava as aventuras de um homem mascarado que lutava contra o crime no faroeste. O filme será produzido por Jerry Bruckheimer e deverá ser protagonizado por Johnny Depp que deverá interpretar Tonto. O filme será distribuído pela Walt Disney Pictures mas ainda não tem a sua estreia marcada.
Realizado por Lisa CholodenkoCom Annette Bening, Julianne Moore, Mark Ruffalo, Mia Wasikowska, Josh Hutcherson
À semelhança dos soberbos “Little Miss Sunshine” (2007) e “American Beauty” (1999), “The Kids Are All Right” é um filme extremamente actual e realista que nos oferece uma visão muito interessante e visivelmente natural sobre a família moderna e os vários valores sociais e culturais que normalmente pautam o seu quotidiano. “The Kids Are All Right” foi um dos maiores sucessos do Festival de Sundance de 2010 e tem recebido vários louvores por parte da crítica internacional que o considera um dos maiores candidatos ao Óscar de Melhor Filme, um estatuto claramente merecido até porque esta obra independente é indiscutivelmente um dos melhores filmes do ano. A sua incrível história é protagonizada por Nic (Annette Bening) e Jules (Julianne Moore), um casal homossexual que recorreu à inseminação artificial para poder ter uma família completa. Os seus filhos, Joni (Mia Wasikowska) e Laser (Josh Hutcherson), têm uma excelente relação com elas mas chegam à conclusão que está na altura de conhecerem Paul (Mark Ruffalo), um homem boémio e descontraído que, tecnicamente e cientificamente, é o seu pai biológico. Joni e Laser entram em contacto com Paul e este rapidamente se mostra interessado em participar activamente nas suas vidas e em conhecer as suas mães, algo que acaba por acontecer durante um encontro familiar onde Paul utiliza o seu enorme carisma para cativar Jules, no entanto, ele não consegue convencer Nic, uma verdadeira “mulher de família” que se sente intimidada por Paul e que está absolutamente convicta que ele é uma má influência para os seus filhos e para a sua mulher, convicção essa que se revela acertada, no entanto, ela acaba por descobrir que ele só se limitou a exteriorizar os vários problemas que estavam escondidos/submersos no seio da sua família aparentemente ideal.

O Festival de Sundance é mundialmente conhecido por nos apresentar os melhores filmes norte-americanos de cariz independente, filmes esses que muitas das vezes chegam aos Óscares e aos Globos de Ouro. “The Kids Are All Right” foi um dos maiores sucessos do Festival de Sundance de 2010, tendo conseguido surpreender a crítica especializada com a sua fantástica história e com o seu sublime elenco, dois elementos de enorme valor que quase lhe valeram o Grande Prémio do Júri que acabou por ser entregue a “Winter's Bone” de Debra Granik. Em resumo, “The Kids Are All Right” pode ser facilmente descrito como uma excelente comédia dramática sobre a vida familiar de uma família moderna e comum, uma família que tanto pode ser constituída por um casal heterossexual como por um casal homossexual ou até mesmo por uma única figura parental. O seu enredo explora com muita naturalidade e uma evidente nitidez vários temas que são comuns à esmagadora maioria das famílias ocidentais, temas que não são caracterizados pela sua simplicidade ou objectividade mas que Lisa Cholodenko introduziu com muita criatividade e harmoniosidade nesta belíssima narrativa sobre a vida familiar e os vários relacionamentos que se inserem nesse contexto, relacionamentos esses que são protagonizados por cinco personagens que são alvo de uma construção muito detalhada e realista. Jules e Nic são um casal homossexual que é muito mais feliz e está muito mais consolidado que a maioria dos casais heterossexuais, no entanto, esta sua felicidade é uma mera ilusão porque o seu relacionamento não é assim tão forte ou estável, muito pelo contrário, este está visivelmente ferido pela rotina e por vários conflitos matrimoniais que nunca foram devidamente sanados, um facto que é comprovado pela crescente insatisfação de um dos membros do casal que não hesita em iniciar um tórrido caso extraconjugal com um elemento (Paul) estranho à sua sólida relação e que entra subitamente na sua vida através dos seus filhos, um caso que eventualmente é revelado e que obriga este casal a enfrentar as consequências de uma infidelidade matrimonial e a dúvida sobre se o seu relacionamento é suficientemente forte para ultrapassar esta crise, uma dúvida que nunca é expressamente esclarecida pela narrativa mas à qual nós podemos tacitamente responder através da sua conclusão. Joni e Laser são dois adolescentes perfeitamente normais e com os típicos problemas inerente à sua idade que nunca tiveram nenhum trauma ou complexo por serem filhos de um casal homossexual, no entanto, Joni revela alguma curiosidade para conhecer o homem que tecnicamente é o seu pai, uma curiosidade que alastra à sua irmã que está prestes a abandonar a casa das suas mães para ir para a universidade. A sua curiosidade leva-os até Paul, um homem boémio que inicialmente se relaciona muito bem com a sua nova família mas que acaba por abalar a sua harmonia. A história de “The Kids Are All Right” aborda portanto os problemas inerentes a três triângulos de relacionamentos: um amoroso entre Paul-Nic-Jules e dois familiares entre Mães-Joni-Laser e Paul-Joni-Laser, este último analisa e evidencia as várias problemáticas familiares relacionadas com a inseminação artificial enquanto que os outros dois são utilizados para explorar as vários consequências que os problemas matrimoniais e a instabilidade da adolescência têm na vida de uma família normal e moderna. Os sublimes diálogos entre as várias personagens são muito naturais e são pautados por vários momentos humorísticos que aliviam a tensão e o dramatismo desta obra, uma vertente cómica que não é exagerada e que beneficia claramente o espectador e a própria história.

A cineasta Lisa Cholodenko é uma lésbica assumida e também recorreu à inseminação artificial para engravidar, assim sendo, ela tem um forte conhecimento de causa que certamente aplicou a esta sua fantástica produção que é bastante realista e credível. O seu trabalho técnico é bastante seguro e a forma como transmite o fantástico ao argumento ao público também é sublime. O elenco de “The Kids Are All Right” é claramente um dos seus melhore elementos. Julianne Moore e Annette Bening estão fantásticas como Jules e Nic, ambas demonstram um enorme carisma que acaba por resulta numa forte química romântica que credibiliza a sua relação e o próprio filme. Mark Ruffalo também está muito bem como Paul, um self-made man que se vê envolvido num quadro familiar que o amadurece mas que também o leva a cair em tentações. Os dois adolescentes, Josh Hutcherson e Mia Wasikowska, são convincentes mas nenhum brilha tanto como os três actores mais maduros e experientes. O elenco secundário também é competente. “The Kids Are All Right” é uma fantástica produção independente que tem todas as possibilidades de ser nomeada ao Óscar de Melhor Filme. Lisa Cholodenko conseguiu criar um maravilhoso retrato sobre a família moderna, um retrato que é brilhantemente interpretado por um elenco de luxo e que se destaca claramente dos restantes retratos familiares de Hollywood.
Classificação - 4,5 Estrelas Em 5





