Realizado por Jason Friedberg e Aaron Seltzer
Com Matt Lanter, Chris Riggi, Jenn Proske, Diedrich Bader

O universo vampírico da “Twilight Saga” é o principal alvo de “Vampires Suck”, uma paródia que à semelhança de “Meet the Spartans” (2008) ou de “Scary Movie” (2000) não é nada divertida, muito pelo contrário, estamos perante uma obra que nos oferece um entretimento vazio e imaturo que consiste essencialmente em momentos humorísticos muito fracos e previsíveis. A sua história é ambientada em Spock, uma pequena cidade norte-americana que ganhou uma nova habitante, Becca Crane (Jenn Proske), uma bela adolescente que durante uma aula de biologia apaixona-se por Edward Sullen (Matt Lanter), um ofuscante vampiro que vê em Becca a sua alma gémea, no entanto, este seu romance não será pacifico e irá sofrer vários acidentes de percurso.


Os enredos de “Twilight” (2008) e de “New Moon” (2009) estão na base de “Vampires Suck”, um filme que para além de gozar com esta saga vampírica também ataca inúmeras celebridades (Jonas Brothers, Lady Gaga, The Black Eyed Peas, Chris Brown, George Clooney ou Tiger Woods) e outros filmes/séries televisivas (Jersey Shore, Gossip Girl, Keeping Up With the Kardashians ou Alice In Wonderland). Os criadores deste filme, Jason Friedberg e Aaron Seltzer, também são os principais responsáveis pelos recentes e igualmente ridículos “Date Movie” (2006), “Epic Movie” (2007), “Disaster Movie” (2008) e “Meet The Spartans (2008), quatro paródias que à semelhança de “Vampires Suck” também aproveitaram os clichés e os defeitos de um filme popular para criar vários momentos cómicos que também englobam várias referencias a outros filmes/séries e celebridades. O humor de “Vampires Suck” é superficial e extremamente infantil e só deverá conseguir entreter os espectadores que apreciem paródias tão levianas e sofríveis como esta. O seu elenco também é muito fraco e nenhum dos seus elementos acrescenta nada de positivo ao filme. Em suma, “Vampires Suck” é um verdadeiro festival de mediocridade cinematográfica que não nos consegue oferecer um entretenimento de qualidade mas também é verdade que não se poderia esperar muito mais de um filme que foi criado por Jason Friedberg e Aaron Seltzer.

Classificação – 0 Estrelas Em 5
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Parece haver outro tema emergente nas apostas de investimento da indústria cinematográfica: a readaptação negra de contos de fadas célebres. Muito devido à recente versão de "Alice no País das Maravilhas" de Tim Burton (apesar de quem ter começado a tendência ter sido Terry Gilliam e o seu "Irmãos Grimm") e no seguimento do sucesso de bilheteira em que consistiu, outros se revelam em lista de espera. Depois da notícia de Maleficient (a rainha má da Bela Adormecida) estar prestes a ter o seu próprio filme e Hansel e Gretel se tornarem, num futuro próximo, caçadores de bruxas, é a vez de Branca de Neve. Inicialmente apontado como produção espanhola, surgem agora rumores de três projectos em marcha: realização de Jean-Pierre Jeunet numa produção que estaria a cargo de Brett Ratner com o título provisório de "Brothers Grimm: Snow White", alegadamente uma versão adulta e moderna a ser protagonizada por Natalie Portman; Francis Lawrence numa produção Disney intitulada "Snow and the Seven"; e o desconhecido Rupert Sanders a dirigir para a Universal Pictures uma versão centrada no caçador incumbido pela madrasta de matar Branca de Neve e lhe levar o coração. O título seria "Snow White and the Huntsman" e veríamos Branca de Neve a ser treinada pelo caçador a defender-se e a lutar.
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Realizado por Pedro Ramos
Sinopse - Uma curta que ilustra a paixão que os proprietários do Subaru Impreza sentem por este carro.

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O actor Tony Curtis faleceu esta manhã, aos oitenta e cinco anos, vítima de ataque cardíaco. Bernard Schwartz mais conhecido por Tony Curtis nasceu em 1929 em Nova Iorque e estreou-se no cinema em 1949 com “Criss Cross”. “Some Like It Hot” (1959) e “The Defiant Ones” (1958), este último valeu-lhe uma nomeação ao Óscar de Melhor Actor, são alguns dos seus trabalhos mais conhecidos. “Sweet Smell of Success” (1957), “The Boston Strangler” (1968), The Outsider (1961) e “Spartacus" (1960) também são alguns dos cerca de cem filmes em que Tony Curtis participou como actor. A morte do actor foi comunicada pela sua filha, Jamie Lee Curtis, que também é uma das actrizes mais conhecidas de Hollywood.
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Realizado por D. J. Caruso
Com Alex Pettyfer, Teresa Palmer, Kevin Durand
Género - Fantástico
Estreia - 18 de Fevereiro de 2011
Sinopse - Nove crianças dotadas e os seus guardiães são os únicos sobreviventes de uma guerra sangrenta no seu planeta natal, Lorien, e instalaram-se na Terra sob a protecção de um encantamento que obriga aos seus inimigos de os matarem por ordem numérica. Três deles morrem; o Número Quatro é o próximo. Escondido numa pequena cidade, o rapaz tenta fugir ao seu destino.
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Jared Harris será o Professor Moriarty em “Sherlock Holmes 2”. O actor será o icónico rival de Sherlock Holmes que será interpretado por Robert Downey Jr. Jude Law, Stephen Fry e Noomi Rapace também integram o elenco desta obra que será realizada por Guy Ritchie e que deverá chegar aos cinemas em 2011.
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Comer Orar Amar (Eat Pray Love)
Realizado por Ryan Murphy
Com Julia Roberts, Javier Bardem, Billy Crudup, Viola Davis
Género – Drama
Duração – 135 Min.
País de Origem – EUA
Sinopse – Liz Gilbert é uma mulher moderna que, após o divórcio, decide fazer uma viagem pelo Mundo, de modo a se redescobrir a si própria. Ela irá viver o simples prazer de comer em Itália, sentir o poder de rezar na Índia e, inesperadamente, descobrir o amor em Bali.

O Último Vampiro (Daybreakers)
Realizado por Michael e Peter Spierig
Com Ethan Hawke, Willem Dafoe, Sam Neill, Claudia Karvan, Michael Dorman
Género – Acção
Duração – 98 Min.
País de Origem – EUA
Sinopse – Um vírus misterioso devastou a Terra e transformou a maioria da população mundial em vampiros. Os humanos são agora uma espécie de segunda classe e em risco de desaparecer. A única esperança dos humanos é Edward Dalton, um cientista vampiro que quer encontrar um substituto do sangue que possa alimentar os vampiros e poupar os poucos humanos que ainda restam.

Na Senda dos Condenados (Fifty Dead Men Walking)
Realizado por Kari Skogland
Com Ben Kingsley, Jim Sturgess, Kevin Zegers
Género – Acção
Duração – 117 Min.
País de Origem – Reino Unido
Sinopse – Martin McGartland (Jim Sturgess) é um jovem irlandês que é recrutado pela polícia britânica para se infiltrar no IRA com o intuito de fornecer informações sobre as actividades desta organização terrorista. McGartland é descoberto e torturado mas acaba por conseguir escapar ao seu martírio.

Tamara Drewe
Realizado por Stephen Frears
Com Gemma Arterton, Roger Allam, Bill Camp, Dominic Cooper
Género – Comédia
Duração – 111 Min.
País de Origem – Reino Unido
Sinopse – Tamara Drewe é uma mulher sensual que, quando regressa à sua terra natal, na zona rural, vive um turbilhão de emoções.

Ponha Aqui o Seu Dentinho (Vampires Suck)
Realizado por Jason Friedberg e Aaron Seltzer
Com Matt Lanter, Chris Riggi
Género – Comédia
Duração – 90 Min.
País de Origem – EUA
Sinopse – Uma paródia a “Twilight” que é protagonizada por Becca Crane (Jenn Proske), uma rapariga solitária que se apaixona por um vampiro sensual, Edward Sullen (Matt Lanter), no entanto, esta sua relação vai ter vários altos e baixos.


Hachicko - Amigo para Sempre! (Hachicko: A Dog's Tale)
Realizado por Lasse Hallström
Com Richard Gere, Joan Allen, Cary-Hiroyuki Tagawa
Género – Drama
Duração – 93 Min.
País de Origem – EUA
Sinopse – A história de Hachicko, um cão que se mostrou sempre fiel ao seu companheiro humano, Parker Wilson (Richard Gere), e que devido a esta sua inabalável fidelidade se tornou numa lenda.

Embargo
Realizado por António Ferreira
Com Filipe Costa, Cláudia Carvalho, José Raposo, Pedro Diogo
Género – Drama
Duração – 83 Min.
País de Origem – Portugal
Sinopse – Nuno é um homem que trabalha numa roulotte de bifanas, mas que inventou uma máquina que promete revolucionar a indústria do calçado - um digitalizador de pés. No meio de um embargo petrolífero e deparando-se com uma estranha dificuldade, Nuno tenta obstinadamente vender a máquina, obcecado por um sucesso que o fará descurar algumas das coisas essenciais da sua vida. Quando Nuno fica estranhamente enclausurado no seu próprio carro e perde uma oportunidade única de finalmente produzir o seu invento, vê subitamente a sua vida embargada

La Pivellina
Realizado por Tizza Covi, Rainer Frimmel
Com Tairo Caroli, Asia Crippa, Patrizia Gerardi
Género – Drama
Duração – 100 Min.
País de Origem – Itália
Sinopse – história de Asia, uma menina de dois anos abandonada pela mãe que é acolhida por um casal que trabalha no circo. Patty e Walter vivem num parque de rulotes nos arredores de Roma, onde um grupo de pessoas à margem da sociedade sobrevive ao Inverno com dificuldade.

Sininho Salva as Fadas (Tinker Bell and the Great Fairy Rescue)
Realizado por Bradley Raymond
Com Mae Whitman, Michael Sheen, Kristin Chenoweth
Género – Animação
Duração – 73 Min.
País de Origem – EUA
Sinopse – Antes de conhecer Peter Pan, Sininho teve um encontro muito especial com uma menina chamada Lizzie e entre elas nasceu uma amizade tão profunda que iria mudar, para sempre, as suas existências.
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Realizado por Greg Strause
Com Eric Balfour, Donald Faison, Scottie Thompson
Género – Ficção Científica
Estreia Mundial – 12 de Novembro de 2010
Sinopse – Uma luz brilhante incide sobre Los Angeles e os seus cidadãos rapidamente se apercebem que os alienígenas chegaram à Terra e que as suas intenções não são as mais pacíficas.

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Realizado por Oliver Stone
Com Michael Douglas, Shia LaBeouf, Carey Mulligan, Frank Langella, Josh Brolin

O lado mais sombrio de Wall Street volta a ser abordado em “Wall Street – Money Never Sleeps”, uma sequela do aclamado “Wall Street” (1987), um filme que nos apresentou o icónico Gordon Gekko, um dos correctores/ stock traders mais astutos e vilanescos da Bolsa de Nova Iorque que no final de “Wall Street” foi condenado por fraude e extorsão mas que após quase oito anos de prisão é finalmente posto em liberdade. Gekko é um homem transformado que abandonou a sua ideologia (Greed Is Good) e que agora tenta reparar a frágil relação que tem com a filha, Winnie (Carey Mulligan), no entanto, esta não está muito interessada em se aproximar novamente do homem que destruiu o seu lar até porque tenta reconstruir a sua vida com o seu noivo, Jake Moore (Shia LaBeouf), um jovem brilhante e ambicioso que trabalhava para a Keller Zabel Investments (KZI), uma empresa altamente rentável que era liderada por Louis Zabel (Frank Langella), um magnata financeiro que subitamente se viu forçado a vender a rentável KZI a Bretton James (Josh Brolin), um impiedoso homem de negócios que pressionou Louis a vender a sua empresa por um valor insignificante. Jake ficou profundamente abalado com a polémica venda da KZI e decide procurar Gekko com quem acorda uma troca de favores, assim sendo, Jake promete ajudar Gekko a lidar com Winnie se ele também o ajudar a desmascarar o calculista Bretton James que arruinou o seu mentor, Louis Zabel.


A história de “Wall Street” (1987) mostrou ao mundo como é que a Bolsa de Valores de Nova Iorque funcionava e também profetizou que as atitudes irresponsáveis dos stocks traders norte-americanos iriam causar vários problemas no futuro. Oliver Stone não se enganou e em 2006 os Estados Unidos foram confrontados com a Crise do Subprime, uma crise financeira que foi desencadeada pelos inúmeros problemas financeiros das instituições de crédito norte-americanas. A Crise do Subprime contagiou Wall Street que sofreu bastante com as sucessivas falências bancárias e com a instabilidade do mercado, uma inconstância que acabou por provocar a Crise Financeira de 2008/2009 que alguns analistas consideram que foi tão nefasta como a Crise Financeira de 1929 (Grande Depressão). É neste contexto de crise que somos novamente apresentados a Gordon Gekko, uma personagem que é baseada nos stocks traders que criaram esta enorme confusão. Os guionistas de “Wall Street – Money Never Sleeps”, Allan Loeb e Oliver Stone, utilizaram as histórias individuais de Gordon Gekko, Bretton James, Louis Zabel, Jake Moore e Bud Fox para fazer uma crítica geral e extremamente acutilante ao actual funcionamento da Bolsa de Valores de Nova Iorque e aos seus inúmeros empregados mas também à situação actual do Mercado Financeiro Internacional que continua fortemente necessitado de regulamentos mais rigorosos e às atitudes irracionais da comunicação social que confere diariamente um mediatismo e um alarmismo exacerbado a todas as histórias ligadas ao mercado financeiro, um alarmismo que só serve para aumentar a especulação financeira que por sua vez é aproveitada por indivíduos sem escrúpulos para destabilizar e manipular livremente o mercado financeiro.


O Gordon Gekko de “Wall Street – Money Never Sleeps” é uma sombra do Gordon Gekko de “ Wall Street”, este ultimo era um homem arrogante e sem escrúpulos que utilizava diariamente o seu vasto conhecimento do mercado para enriquecer facilmente sem se preocupar com as consequências dos seus actos, uma atitude que o levou a adoptar uma filosofia de vida que assentava num simples principio – “Greed Is Good” ou “A Ganância é Boa”. O Gordon Gekko de “Wall Street – Money Never Sleeps” é um homem fisicamente e mentalmente desgastado pelo tempo que passou atrás das grades, um tempo que serviu para reabilitar a sua forma de pensar (?) e que até o levou a escrever um livro, “Greed Is Good?”, onde questiona abertamente a sua antiga filosofia de vida. Gekko também perdeu a sua imensa fortuna e a maioria da sua família que actualmente está reduzida à sua filha, Winnie, porque o seu filho morreu vítima de uma overdose e a sua esposa não aguentou a humilhação pública e acabou por o abandonar, no entanto, apesar de todas estas perdas e mudanças, ele continua a demonstrar alguns traços da sua “antiga” personalidade porque continua arrogante e manipulativo, duas características que lhe vão ser muito úteis ao longo desta história e que nos mostram que Gekko nunca poderá ser considerado um herói mas sim um vilão com algumas atitudes heróicas mas calculadas, uma ideia que é reforçada pela forma como Gekko consegue recuperar o seu antigo estatuto. O vilão desta história, Bretton James, é claramente uma versão mais evoluída e maléfica de Gordon Gekko porque este manipulava o mercado e os indivíduos que nele se encontravam mas tinha sempre o cuidado de não correr certos riscos e de respeitar certos limites que Bretton ultrapassa sem se preocupar com as suas consequências nacionais e globais. Oliver Stone e Allan Loeb utilizam Bretton James para nos demonstrar como é que um indivíduo sem escrúpulos pode utilizar as inúmeras falhas do mercado para o manipular através de boatos e rumores que, à medida que vão sendo difundidos e credibilizados pela imprensa e até mesmo por outros stock traders, vão tornando o mercado cada vez mais instável e extremamente permeável a ataques meticulosos e é assim que em “Wall Street – Money Never Sleeps” vemos como é que Bretton James utilizou a especulação financeira (completamente irracional) para levar a rentável KZI à falência e o seu CEO, Louis Zabel, ao suicídio, um caso fictício mas que é baseado em casos reais e muito recentes. Jake Moore é o stock trader mais inocente de Wall Street, este jovem ambicioso e inteligente está apaixonado pelo seu emprego e vê em Louis Zabel um exemplo a seguir, no entanto, tudo isto muda quando a KZI é comprada por Bretton James e o seu mentor se suicida, dois trágicos acontecimentos que o deixam desiludido com Wall Street e que o aproximam de Gekko que o vai ajudar a obter vingança pela morte de Zabel porque apesar de Jake ser inteligente não possui a experiencia empresarial/financeira que Gekko foi acumulando ao longo dos anos. Gekko aproveita a relação de Jake com a sua filha, Winnie, para se aproximar desta, no entanto, uma das maiores falhas do enredo de “Wall Street – Money Never Sleeps” é precisamente esta relação de Jake com Winnie porque acaba por ter um papel demasiado central no desenvolvimento desta obra e também porque a sua construção não é muito criativa.


O enredo de “Wall Street – Money Never Sleeps” é rico em momentos dramáticos, no entanto, existem alguns que são verdadeiramente importantes para a história como aqueles que nos mostram o lado mais sentimental e emocional de Gekko, um lado que só vem à superfície quando este se encontra com a sua filha. A vertente dramática também é dominada pelo suicídio de Louis Zabel, um dinossauro do mercado financeiro que não resistiu à humilhação de perder a sua empresa e que acabou por optar pelo único caminho que lhe restava. O seu suicídio é o verdadeiro catalisador do elemento narrativo mais interessante deste filme, ou seja, o confronto entre Bretton James e Jake Moore que é apoiado por Gekko, um confronto que nos mostra a verdadeira essência de Wall Street. À semelhança de “Wall Street”, “Wall Street – Money Never Sleeps”, tem uma conclusão idealista e moralmente satisfatória relativamente ao vilão da história porque Bretton acaba por ser responsabilizado pelas suas atitudes. Jake e Winnie têm um final feliz mas é Gekko que acaba por ser a maior surpresa do final de “Wall Street – Money Never Sleeps” porque este, através de uma manobra moralmente duvidosa e criminosa mas inegavelmente astuta, consegue recuperar a glória perdida em “Wall Street” e até consegue ganhar uma nova “Cath Phrase” – “What, Can’t You Believe in a Comeback?”.


O trabalho do seu realizador, Oliver Stone, é muito bom. O cineasta voltou a ser extremamente controverso com as suas críticas à sociedade norte-americana e ao Governo Americano que (ainda) não conseguiu resolver definitivamente os vários problemas que afectam a estabilidade financeira dos Estados Unidos da América, críticas essas que não são nada subtis, muito pelo contrário, são muito directas e só uma pessoa muito distraída ou pouco informada não as conseguirá compreender. O trabalho técnico deste cineasta também é satisfatório e está muito próximo daquele que nos foi apresentado por este mesmo cineasta em “Wall Street”(1987), no entanto, está longe da complexidade técnica que Stone evidenciou nos seus trabalhos anteriores. A fotografia de “Wall Street – Money Never Sleeps” é assinada por Rodrigo Prieto que através de vários cenários nos mostra um interessante contraste entre os elitistas escritórios dos stocks traders e a simplicidade dos locais onde as fortunas são feitas. O elenco desta obra é, no mínimo, luxuoso e tem em Michael Douglas o seu expoente máximo porque este veterano actor voltou a nos deslumbrar com a sua interpretação de Gordon Gekko. A performance de Michael Douglas é carismática e muito confiante, um trabalho que credibiliza a sua personagem que continua extremamente imprevisível, uma característica que também lhe é incutida pela experiência deste talentoso actor. Josh Brolin também está muito bem como Bretton James, um vilão arrogante e narcisista que Brolin interpreta sem dificuldades. A performance de Shia LaBeouf é a mais fraca dos três actores principais mas é compreensível que assim seja porque Michael Douglas e Josh Brolin são mais experientes e estão claramente noutro nível. Carey Mulligan interpreta com muita qualidade a personagem feminina mais importante deste filme, no entanto, este seu estatuto é enganador porque Winnie só se torna verdadeiramente relevante em alguns momentos da história. O cameo de Charlie Sheen como Bud Fox serve para oferecer uma conclusão à sua personagem e para mostrar ao espectador que a louvável atitude que tomou em “Wall Street” não o impediu de seguir as pisadas do seu mestre. Frank Langella também tem uma performance muito satisfatória. “Wall Street – Money Never Sleeps” é um bom filme mas não tão bom como “Wall Street”. É verdade que Oliver Stone continua controverso e que Gordon Gekko continua a ser o Rei de Wall Street mas também é verdade que se esperava um filme mais acutilante e menos melodramático.

Classificação – 3,5 Estrelas Em 5
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Johnny Depp deverá protagonizar “The Lone Ranger”, uma adaptação cinematográfica da homónima série televisiva dos anos quarenta que deverá ser realizada por Gore Verbinski. Johnny Depp deverá interpretar Tonto, um índio que é o eterno companheiro do cowboy que dá nome ao filme.
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Josh Holloway vai entrar em “Mission Impossible IV”. O actor irá interpretar um agente secreto que vai trabalhar com Ethan Hunt (Tom Cruise) na sua nova missão. Jeremy Renner, Paula Patton, Michael Nyqvist, Vladimir Mashkov, Ving Rhames e Simon Pegg também integram o elenco desta sequela que deverá chegar aos cinemas norte-americanos a 16 de Dezembro de 2011.
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O candidato de Portugal ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro é “Morrer Como um Homem” de João Pedro Rodrigues. A história deste drama acompanha o dia-a-dia de Tonia, um travesti veterano que vê as suas convicções pessoais serem questionadas num relacionamento amoroso. “Morrer Como um Homem” foi considerado o Melhor Filme do Festival Internacional de Cinema Independente de Buenos Aires (Argentina) e do Festival Gay e Lésbico Mezipatra (República Checa). “Des Hommes et des Dieux” de Xavier Beauvois (França), “Lula, o Filho do Brasil” de Fábio Barreto (Brasil), “Biutiful” de Alejandro González Iñárritu (México) e “Incendies” de Denis Villeneuve (Canadá) serão alguns dos adversários de "Morrer Como um Homem” por uma das cinco nomeações ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro.
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Realizado por Ethan Coen e Joel Coen
Com Matt Damon, Josh Brolin, Jeff Bridges
Género - Drama/Western
Estreia - 25 de Dezembro de 2010
Sinopse - Depois do homicídio do seu pai pelo mercenário Tom Chaney, Mattie Ross parte na tentativa de capturar o assassino. Para a auxiliar nesta missão, contrata um rude polícia chamado Reuben "Rooster" Cogburn, alcóolico, e com um comportamento questionável. Contra a vontade deste, a rapariga acompanha-o na busca através da América profunda. O duo também é acompanhado por LaBoeuf, um xerife que procura Chaney por outros motivos. O trio improvável irá encontrar perigos e surpresas no caminho e a sua coragem e determinação vão ser testadas.

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Guillermo del Toro e a Dreaworks Animation estão a preparar “Trolhunters”, uma obra de animação computorizada que será realizada e guionizada por Guillermo del Toro. A história do filme será baseada num livro infantil que ainda está a ser escrito pelo próprio cineasta, assim sendo, ainda muito pouco se sabe sobre o seu conteúdo mas tudo indica que irá envolver várias criaturas míticas como Trolls e Duendes. “Trolhunters” será lançado em 3D mas só deverá chegar aos cinemas em 2013 ou 2014.
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Realizado por Eric Brevig
Com Dan Aykroyd, Justin Timberlake, Tom Cavanagh
Género - Animação
Sinopse - O Parque Nacional de Jellystone está a perder visitantes, por isso o ambicioso Mayor Brown decide fechá-lo e vender a propriedade. Isso significa que muitas famílias deixarão de poder apreciar a beleza da natureza e, ainda pior, os ursos Yogi e Boo Boo serão despejados da única casa que alguma vez conheceram. Assim, Yogi e Boo Boo juntam forças com o seu velho inimigo, o Ranger Smith, para tentarem evitar o encerramento do parque.

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Patrick Alessandrin abandonou “Kane & Lynch”. O realizador substituiu Simon Crane que também abandonou o projecto mas à semelhança deste também acabou por se demitir deixado assim a versão cinematográfica de “Kane & Lynch” sem realizador. A Nu Image e a Millennium Films decidiram adiar as filmagens desta produção para 2011 porque está difícil encontrar um realizador de qualidade que queira realizar esta obra que será protagonizada por Bruce Willis e Jamie Foxx. O filme será fiel ao videojogo e irá acompanhar a história de um mercenário, Adam "Kane" Marcus (Bruce Willis), e de um psicopata, James Lynch (Jamie Foxx), que unem forças para recuperar um microchip roubado.
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Realizado por Tom Six
Género - Terror
Estreia Mundial - Abril de 2011
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Stephen Fry vai entrar em “Sherlock Holmes 2”. O actor foi contratado pela Warner Bros. para interpretar Mycroft, o irmão mais velho e mais esperto do famoso detective britânico que voltará a ser interpretado por Robert Downey Jr. As filmagens de “Sherlock Holmes 2” deverão começar ainda este ano em Londres.
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George A. Romero, convidado de honra do MOTELx 2010 já está em Portugal. O realizador de culto irá apresentar o seu mais recente trabalho "Survival of the Dead" (2009), ainda inédito no nosso país, numa sessão única na quinta-feira, 30 de Setembro, às 21h45. No último dia do festival (3 de Outubro) às 16h30 na Sala 1, há uma imperdível sessão de perguntas e respostas, em inglês, com George A. Romero, a lenda viva do cinema de terror contemporâneo. Este evento é de entrada livre. No final de tarde de Sábado (2 de Outubro) o convidado especial Neil Marshall ("Centurion", 2010) e os realizadores Gerard Johnson ("Tony", 2009), Christopher Smith ("Triangle", 2009) e Johannes Roberts ("F", 2010) protagonizam num painel de discussão dedicado ao cinema de terror britânico, que conta ainda com a participação especial de Alan Jones, autor, crítico, especialista em cinema de terror e membro do júri do Prémio MOTELx 2010.
Novidades absolutas nesta 4ª Edição do MOTELx são as “Curtas ao Almoço”, sessões especiais às 13h15, com a duração aproximada de 45 minutos, na quarta 29, quinta 30 e sexta-feira 1. O bilhete desta sessão tem o preço único de 1,5€ e dá direito a desconto de 30% de desconto no almoço no Café Cinema São Jorge. No segundo dia do festival, quinta-feira, 30 de Setembro, o final de tarde é dedicado ao terror virtual, com a apresentação do projecto liZboa, desenvolvido pela vectrLab, um videojogo do tipo first-person shooter de survival horror cuja acção irá decorrer na cidade de Lisboa, em ambientes e locais emblemáticos da cidade. Nesse mesmo dia há a Noite Jogos de Terror, um evento interactivo que permite a qualquer pessoa interagir com o mundo do terror, através de jogos de personagem (RPG), tabuleiro ou de batalhas de miniaturas onde o jogador poderá estar em qualquer um dos lados da barricada.Os bilhetes para as sessões do MOTELx 2010 já estão à venda no Cinema São Jorge, na TicketLine e nos locais associados. Mais informações em http://www.motelx.org/.
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Steve Carell vai protagonizar “Burt Wonderstone”, uma comédia que irá contar a história de uma mágico (Steve Carrel) que tenta voltar a se apaixonar pela sua arte depois de ter morto acidentalmente um dos seus colegas durante uma performance em Las Vegas. “Burt Wonderstone” ainda não tem um realizador definido.
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O produtor executivo da versão cinematográfica de “Shadow of the Colossus”, Kevin Ping Chang, deu uma entrevista ao PlayTillDoomsday onde falou sobre os vários desafios desta adaptação cinematográfica do homónimo videojogo. Chang referiu que "Além da qualidade cinematográfica das batalhas entre Wander e os 16 colossi, temos que traduzir a história para um argumento, algo que as pessoas queiram assistir durante duas horas. Sem detalhar demais, isso está sendo um grande desafio. Não quero dizer que o jogo é meio abstracto, mas cada jogador tem a sua própria interpretação do que está a acontecer. Às vezes tenho que me distanciar das minhas próprias experiências como jogador porque elas podem não ser adaptáveis ao cinema sob um ponto de vista narrativo. Definir a história é o maior desafio mas estamos num ponto com o qual estamos bastante satisfeitos". A Columbia Pictures é o estúdio responsável por este filme que ainda não tem um realizador ou um elenco definido.
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Chloe Moretz vai protagonizar a adaptação cinematográfica de “Emily the Strange”, uma conhecida banda desenhada da Dark Horse. A Universal Pictures é o estúdio responsável por este projecto e já confirmou oficialmente esta notícia, no entanto, ainda não revelou mais detalhes sobre este filme que ainda não tem a sua estreia mundial marcada.
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Realizado por Agnieszka Wojtowicz-Vosloo
Com Christina Ricci, Liam Neeson, Justin Long

Mais um filme que chega às salas de cinema portuguesas com um ano de atraso. E curiosamente, depois do surpreendente “Drag Me To Hell”, mais um filme que aborda uma temática sobrenatural, classificando-se dentro do género do Thriller/Terror. Aliás, as últimas semanas têm sido marcadas pela estreia desenfreada de inúmeros filmes deste género cinematográfico, o que nos deixa com a sensação de que as distribuidoras portuguesas elegeram o mês de Setembro para “despachar” dos seus poeirentos arquivos tudo aquilo que pudesse estar relacionado com o campo do Fantástico.
Se assim foi, para esta semana decidiram reservar-nos um filme que, como tantos outros antes de si, aborda aquilo que o ser humano mais receia: a morte; ou melhor, o que está para além dela. De facto, este é o maior mistério da existência humana. Haverá mesmo uma vida após a morte? E se sim, de que forma se desenrola essa mística viagem para o reino do Além? Pelas mãos de inúmeros artistas e ao longo de muitos séculos, as mais diversas formas de arte debruçaram-se sobre este tema, presenteando-nos com as suas particulares crenças e interpretações. E em pleno século XXI, mais propriamente no ano de 2009, Agnieszka Wojtowicz-Vosloo decidiu também partilhar connosco a sua visão muito própria do pós-vida.


“After.Life” dá-nos a conhecer Anna Taylor (Ricci), uma jovem professora primária absolutamente desencantada com o rumo que a sua vida tomou. Irreversivelmente ferida pelo seu próprio historial de vida, Anna desenvolve uma personalidade fria e rígida, perfeitamente incapaz de expressar grandes emoções devido ao eterno receio de vir a sofrer um qualquer desgosto. Como seria de esperar, tal personalidade acaba por prejudicar a saúde do relacionamento com o seu namorado Paul Coleman (Long). E é após uma acesa discussão com Paul, que uma chorosa Anna se mete no carro e, ao conduzir de regresso a casa, acaba por colidir com um pesado camião de mercadorias. Várias horas mais tarde, confusa e desnorteada, Anna acorda no interior de uma morgue, deitada sobre uma gélida cama de mármore e sem conseguir mexer um único músculo. E como se isto não bastasse para alarmá-la sobremaneira… ela dá de caras com um homem chamado Eliot Deacon (Neeson), que lhe garante que ela morreu e lhe diz que está na altura de preparar o seu funeral. E perante tão macabra situação, sentindo o seu coração palpitar e os seus pulmões absorverem ar, Anna conclui que está perante um insano psicopata e tenta por todos os meios escapar a tão trágico destino. Mas será que é Eliot quem sofre de perturbações mentais, ou estará a defunta alma de Anna em simples estado de negação? Essa é a grande questão…
O principal objectivo deste “After.Life” passa sempre por deixar o espectador em constante estado de dúvida. Mesmo quando a narrativa se desenrola num determinado sentido, a cena seguinte apresenta-nos algo de novo e volta a enterrar-nos no campo da incerteza. Tão depressa temos a certeza de que Eliot Deacon é um vilão sem escrúpulos, como poucos minutos mais tarde já começamos a acreditar que talvez ele não passe de uma vítima incompreendida. Este é um daqueles filmes que está sujeito a inúmeras interpretações. Garantidamente, cada espectador sairá da sala de cinema com as suas próprias interpretações e conclusões. Até porque o filme termina de forma deveras misteriosa, nunca nos facultando uma resposta clara e concreta quanto àquilo que acabámos de visionar. “After.Life” não é como um policial que termina com a apreensão do criminoso e com o espectador a compreender tudo o que se passou. Muito pelo contrário, esta trata-se de uma obra que pretende fomentar uma certa polémica e discussão entre a audiência.


Ora, muitas das vezes, tal pretensão revela-se positiva e satisfatória. Quanto mais não seja pelo facto de a narrativa se afastar daquilo que todos já estão à espera, trazendo assim algo de fresco para o espectador se deliciar. Porém, tal abordagem pode igualmente desabrochar como um pau de dois bicos. Principalmente se o argumento for mal trabalhado e deixar algumas arestas por limar. O que, infelizmente, é o que acontece em “After.Life”. Não que o seu argumento (também escrito por Wojtowicz-Vosloo) seja fraco ou fastidioso. Simplesmente, na sua ambição de deixar os miolos do espectador a andar à roda, acaba por se tornar algo confuso (sobretudo na recta final), caindo num certo irrealismo que nos faz duvidar da autenticidade das personagens.
E no que às personagens diz respeito, a de Liam Neeson vale o filme por completo. Christina Ricci e Justin Long cumprem com as exigências do seu trabalho de forma extremamente competente, mas é, sem dúvida, Liam Neeson quem absorve todas as luzes da ribalta. Na fria e arrepiante personagem de Eliot Deacon, concentra-se toda a mensagem que a película pretende transmitir. Sem qualquer tipo de constrangimento, a realizadora de origem polaca serve-se de Deacon para criticar uma sociedade que, por muito que tenha, nunca parece saciar-se e é absolutamente incapaz de dar o devido valor à vida. E é nestes dois pontos que se encontram as virtudes desta obra; na excelente interpretação de Neeson e na mensagem que a sua personagem nos tenta transmitir (ainda que de forma cruel e pouco convencional).
Em suma, “After.Life” afirma-se como um filme interessante e de agradável visionamento. Mas ainda assim, é garantido que depressa será relegado para o mais que provável esquecimento. A confusa e enjoada personagem de Christina Ricci não consegue convencer-nos totalmente da credibilidade das suas acções e, apesar de relativamente original, a narrativa acaba por se perder num obscuro túnel de pontas soltas e acontecimentos pouco convincentes. O que faz com que a película desagúe numa mediania que nem nos aquece, nem nos arrefece.

Classificação – 3 Estrelas Em 5
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Raul Ruiz ganhou a Concha de Prata para Melhor Realizador da 58ª Edição do Festival de Cinema de San Sebastián por "Mistérios de Lisboa", um filme que é baseado num romance de Camilo Castelo Branco e produzido por Paulo Branco que acompanha a história de várias personagens de várias classes sociais que habitam na Lisboa dos finais do século XIX. O elenco desta obra que estreia a 21 de Outubro em Portugal conta com um elenco de luxo que é composto por nomes como Maria João Bastos, Adriano Luz, Ricardo Pereira, Melvil Poupaud, São José Correia, Albano Jerónimo, Clotilde Hesme, Carloto Cotta o Afonso Pimentel. A Concha de Ouro para Melhor Filme foi para “Neds” de Peter Mullan (Reino Unido) e o Prémio Especial do Júri foi para “Elisa K” de Judith Collel e Jordi Cadena (Espanha). Nora Navas por “Pa Negre” e Conor McCarron por “Neds” ganharam respectivamente a Concha de Prata para Melhor Actriz e a Concha de Prata para Melhor Actor.
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Os vencedores da 14.ª Edição do Queer Lisboa – Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa foram conhecidos este Sábado. “El Último Verano de la Boyita” de Julia Solomonoff (Argentina), um filme que acompanha a história de amizade entre uma jovem curiosa e um hermafrodita, arrecadou o Prémio de Melhor Filme e “Open” de Jake Yuzna (Estados Unidos da América) recebeu uma Menção Honrosa do júri oficial deste certame que decorreu de 17 a 25 de Setembro em Lisboa.
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Alex Winter confirmou que a terceira entrega de “Bill & Ted” vai mesmo avançar. O actor que interpretou Bill nos dois primeiros filmes confirmou que os argumentistas originais de “Bill & Ted”, Chris Matheson e Ed Solomon, já estão a escrever o argumento de “Bill & Tedd 3” que deverá ser protagonizado por Alex Winter e Keanu Reeves (Ted) que recentemente confirmou à MTV que estava disponível para participar num terceiro filme da saga.
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Realizado por Nanette Burstein
Com Drew Barrymore, Justin Long, Christina Applegate

O Verão de 2009 foi abundante em comédias românticas medíocres mas obras como “500 Days Of Summer” ou “The Proposal” conseguiram salvar a honra deste género cinematográfico que no Verão de 2010 voltou a ser muito mal representado por obras verdadeiramente fracas como “The Back-Up Plan” ou “Killers”. “Going The Distance” não é um filme tão bom como os grandes sucessos românticos de 2009 mas é claramente uma das melhores comédias românticas do Verão de 2010. Erin e Garret (Drew Barrymore e Justin Long) são dois solteiros que se conhecem num bar nova-iorquino e que imediatamente se apaixonam um pelo outro, no entanto, este seu amor é posto à prova quando Erin é obrigada a regressar a São Francisco. O casal pondera terminar a sua relação mas ambos decidem tentar a todo o custo suportar a distância que os separa porque podem ter finalmente encontrado o “verdadeiro amor” mas entre ciúmes e mal entendidos poderá esta história ter um final feliz?


O tema central de “Going The Distance” é obviamente o amor à distância, um tema actual e relativamente interessante que se encaixa muito bem no espírito das comédias românticas norte-americanas. A sua história aborda levemente os vários problemas que normalmente se associam a um relacionamento à distância mas também nos mostra como este pode ser encarado como um excelente teste à relação e ao seu futuro. Erin e Garret têm a certeza que o seu amor é verdadeiro mas quando a distância se intromete entre eles vemos que o seu inabalável romance é enfraquecido pelos inevitáveis ciúmes e pelas incontroláveis saudades que são fragilmente combatidas pelas extensas e ocasionalmente sensuais chamadas telefónicas. A dúvida sobre o futuro do seu relacionamento também está sempre presente na mente de ambos e é constantemente exacerbada pelos nocivos comentários dos seus respectivos amigos e familiares que também oferecem ao filme vários momentos cómicos muito agradáveis, uma vertente humorística que é claramente dominada pelos melhores amigos de Garret, Box (Jason Sudeikis) e Dan (Charlie Day), duas personagens excêntricas e extremamente divertidas. A conclusão de “Going The Distance” acaba por não nos surpreender porque é a mais adequada tendo em conta o que nos é apresentado no seu desenvolvimento, no entanto, um pouco mais de drama não teria ficado mal a este final.


O trabalho de Nanette Burstein em “Going The Distance” é francamente positivo mas não é claramente o melhor da sua carreira até porque esta cineasta esteve nomeada para o Óscar de Melhor Documentário em 1999 por “On the Ropes”. A banda sonora desta obra é muito provavelmente um dos seus melhores elementos porque aposta em sonoridades conhecidas e românticas que exteriorizam a essência da sua temática. O seu elenco tem em Drew Barrymore e Justin Long as suas maiores estrelas. O passado romântico de Barrymore e Long favoreceu claramente as suas performances porque ambos demonstram um enorme à-vontade e uma forte química nos vários momentos românticos da história, uma situação que tornou o romance das suas respectivas personagens muito mais convincente. O elenco secundário é composto por algumas caras conhecidas como Christina Applegate e Jason Sudeikis que também nos convencem com as suas respectivas performances. Em suma, “Going The Distance” é uma comédia romântica moderadamente interessante que não deverá desiludir os espectadores que procurem um filme simples mas divertido.

Classificação – 3 Estrelas Em 5
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A primeira foto oficial de “Scream 4” foi divulgada. A quarta entrega de “Scream” será realizada por Wes Craven e voltará a acompanhar o quotidiano de Sidney Prescott que ainda continua a ser atormentada pelo Ghostface. Neve Campbell, Courtney Cox e David Arquette serão os protagonistas deste filme que deverá chegar às salas norte-americanas a 15 de Abril de 2011.
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Sylvester Stallone está determinado em reunir um elenco de luxo para “The Expendables 2” e aparentemente está interessado em contratar Mr.T, Mike Tyson e Ryan Seacrest, no entanto, ainda nenhum destes três actores/celebridades recebeu um convite oficial. John Travolta e Jean Claude Van Damme foram recentemente convidados por Stallone mas ambos recusaram entrar nesta sequela.
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Guy Pearce, Catalina Sandino Moreno, Seymour Cassel, Cloris Leachman e Virginie Ledoyen vão entrar em “Mis-Fits”, um comédia que será realizada por L.D. Napier e que irá acompanhar a história de um detective que se especializou em procurar parentes mortos dos seus clientes.
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Realizado por Tom Hooper
Com Colin Firth, Geoffrey Rush, Helena Bonham Carter
Género – Drama
Estreia Mundial – 24 de Novembro de 2010
Sinopse – O filme narra os primeiros anos do conturbado reinado do Rei Jorge VI (Colin Firth) que subiu ao trono após o seu irmão mais velho, Eduardo VIII (Guy Pearce), ter abdicado. Jorge VI teve de enfrentar o seu problema de gaguez que só foi ultrapassado com a ajuda de Lionel Logue (Geoffrey Rush), um terapeuta da fala.

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Kate Beckinsale voltará a interpretar Selene em “Underworld 4”. A quarta entrega de “Underworld”, uma saga de vampiros e lobisomens, ainda não tem um realizador definido mas deverá chegar aos cinemas norte-americanos em 2011.
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Tony Scott, Matt Reeves, Jonathan Liebesman, Duncan Jones e Zack Snyder são os favoritos de Christopher Nolan e Emma Thomas para realizarem “Superman 3.0”, no entanto, ainda nenhum contacto concreto foi feito com nenhum destes cineastas. “Superman 3.0” tem que estar finalizado até Dezembro de 2012 porque em 2013 os direitos sobre esta icónica personagem deixam de pertencer à Warner Bros e à Legendary Pictures e passam para a esfera jurídica dos herdeiros de Jerry Siegel.
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Realizado por Vittorio De Sica
Com Lamberto Maggiorani, Enzo Staiola, Lianella Carell, Gino Saltamerenda

Um homem desempregado, em plena Itália do pós-guerra, arranja emprego a colar cartazes de cinema nas paredes, mas para o fazer precisa de uma bicicleta. Como a sua está penhorada, a mulher empenha os lençóis e recupera a bicicleta, no entanto roubam-na e Antonio (Lamberto Maggiorani), acompanhado pelo seu filho Bruno (Enzo Staiola), percorre a cidade em busca da mesma. Nesta demanda assistimos a uma extraordinária construção da relação entre os dois, com aproximações, vergonhas, deslumbramentos e momentos que raiam o trágico quando Antonio é também ele apanhado a roubar em frente ao filho. Esta luta entre a imagem da dignidade que quer transmitir e o desespero de precisar a todo o custo daquele emprego são o cerne da obra e uma imagem crua da realidade de grande parte da população naquele período, por este motivo é considerado a obra-mestra no neo-realismo italiano.


Ladri di Biciclette ainda que assinado por De Sica é produto de um colectivo, por um lado o elenco constituído fundamentalmente por actores não profissionais, depois ainda o argumento de Cesare Zavattini, Oreste Biancoli, Suso d’Amico, do próprio De Sica, de Adolfo Franci, e de Gerardo Guerrieri a partir da obra homónima de Luigi Bartolini. A emoção triste que a fotografia de Carlo Montuori transmite acompanha o desespero das personagens que nos contagia também. O filme foi nomeado para o Óscar de Melhor Argumento, que não recebeu, tendo sido galardoado com o Prémio Honorário de Melhor Filme Estrangeiro de 1949. Para além destes a obra recebeu inúmeras distinções e agradou a um leque vasto do público não necessariamente conotado com os ideais de esquerda.
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O novo trabalho de Clint Eastwood, “Hereafter”, recebeu o seu primeiro cartaz oficial. Matt Damon, Bryce Dallas Howard e Cécile de France são os protagonistas deste filme que se centra em três pessoas que têm três contactos distintos com a morte. “Hereafter” deverá estrear nos Estados Unidos da América a 22 de Outubro deste ano.
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A Summit Entertainment decidiu não utilizar a tecnologia tridimensional em “Twilight: Breaking Dawn – Part 1” e "Twilight: Breaking Dawn – Part 2”, os dois filmes que vão encerrar a versão cinematográfica da conhecida saga vampírica “Twilight”. O primeiro “Breaking Dawn” deverá chegar aos cinemas internacionais em 2011.
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