Stephenie Meyer irá lançar um livro que acompanhará uma história paralela à de “The Twilight Saga - Eclipse” e que será inteiramente dedicada a Bree Tanner, uma personagem secundária que nos é apresentada em “Eclipse”. O livro contará a história de uma vampira que foi recentemente convertida, Bree Tanner, e também irá aprofundar a vertente mais sombria e mais obscura do universo vampírico. Na adaptação cinematográfica de “Eclipse”, Bree Tanner será interpretada por Jodelle Ferland. ”The Short Second Life of Bree Tanner: An Eclipse Novella “ chegará às livrarias dos Estados Unidos da América a 5 de Junho de 2010.
Stephenie Meyer irá lançar um livro que acompanhará uma história paralela à de “The Twilight Saga - Eclipse” e que será inteiramente dedicada a Bree Tanner, uma personagem secundária que nos é apresentada em “Eclipse”. O livro contará a história de uma vampira que foi recentemente convertida, Bree Tanner, e também irá aprofundar a vertente mais sombria e mais obscura do universo vampírico. Na adaptação cinematográfica de “Eclipse”, Bree Tanner será interpretada por Jodelle Ferland. ”The Short Second Life of Bree Tanner: An Eclipse Novella “ chegará às livrarias dos Estados Unidos da América a 5 de Junho de 2010.
A Pixar e a Walt Disney Pictures têm estado a preparar cuidadosamente o lançamento internacional de “Toy Story 3” e nesta sua enorme campanha publicitária decidiram incluir alguns elementos promocionais que sem desvendarem muito conseguem ser muito divertidos. Os estúdios divulgaram recentemente três pequenos vídeos que utilizam a sátira e a comédia para promover a terceira entrega de uma das mais famosas animações da sétima arte.
Um Cidadão Exemplar (Law Abiding Citizen)Realizado por F. Gary Gray
Com Jamie Foxx, Gerard Butler, Colm Meaney, Bruce McGill
Género – Acção
Duração – 108 Min.
País de Origem – EUA
Sinopse – Durante um assalto, Clyde Shelton (Gerard Butler) assiste, impotente, ao assassínio brutal da mulher e da única filha. Os culpados são presos, mas o procurador a quem é entregue o caso, Nick Rice (Jamie Foxx), oferece um acordo para que um deles cumpra apenas uma pena leve em troca do seu testemunho contra o seu cúmplice. Dez anos depois, o assassino, já em liberdade, é encontrado morto e Shelton confessa a autoria do crime. Preso, lança o aviso a Rice: ou este consegue corrigir a falha do sistema judicial de há dez anos ou todos os envolvidos no caso acabarão por pagar.
The Crazies - Desconfia dos Teus Vizinhos (The Crazies)Realizado por Breck Eisner
Com Timothy Olyphant, Radha Mitchell, Joe Anderson
Género – Terror
Duração – 101 Min.
País de Origem – EUA
Sinopse – Numa pequena cidade do interior dos EUA, algo de aterrador está a acontecer aos seus habitantes: estão a transformar-se em violentos psicopatas. Antes que toda a população seja infectada pela demência, um conjunto de pessoas une-se e começa a investigar, descobrindo que a causa está num vírus que contaminou o abastecimento da água. Agora, numa corrida contra o tempo, eles terão de descobrir a cura ao mesmo tempo que se esforçam por permanecer vivos.
Um Lugar para Viver (Away We Go)Realizado por Sam Mendes
Com John Krasinski, Maya Rudolph, Carmen Ejogo, Jeff Daniels
Género – Comédia Dramática
Duração – 98 Min.
País de Origem – EUA
Sinopse – Verona (Maya Rudolph) e Burt (John Krasinski) são namorados, têm 33 anos e fazem uma aterradora descoberta: vão ter um filho. Quando percebem que os pais dele vão deixar o país um mês antes do nascimento do bebé tomam consciência que já nada os prende ao lugar onde vivem. Decidem então fazer uma longa viagem pelos EUA e Canadá em busca de um lugar para viver e de um modelo familiar que os inspire no seu novo papel de pais. Pelo caminho vão reencontrar velhos amigos, alguns com famílias mais excêntricas, outros mais conservadores, mas todos com as suas próprias contrariedades e alegrias. No final ambos vão compreender que o lugar a que chamarão lar é, de todos, o detalhe menos importante.
Morte no Deserto (Dolan's Cadillac)Realizado por Jeff Beesley
Com Christian Slater, Emmanuelle Vaugier, Wes Bentley
Género – Acção
Duração – 89 Min.
País de Origem – EUA
Sinopse – Depois de ter testemunhado uma execução no meio do deserto do Nevada, em Las Vegas, Elizabeth (Emmanuelle Vaugier) é marcada para morrer. O objectivo é eliminá-la antes que possa depor contra o mafioso Jimmy Dolan (Christian Slater), líder de um grupo organizado de tráfico de mulheres. Quando, apesar da protecção do FBI, Elizabeth é encontrada morta, o seu marido Robinson (Wes Bentley), com a vida devastada, toma a vingança como a sua única razão de viver. Após compreender que as vias legais nada podem contra o poder de Dolan, Robinson passa meses a estudar todos os movimentos do gang até conseguir infiltrar-se, transformando-se, a pouco e pouco, em alguém que ele nunca julgaria possível: um carrasco frio e calculista que levará o seu plano até às últimas consequências.
RuínasRealizado por Manuel Mozos
Género – Documentário
Duração – 60 Min.
País de Origem – Portugal
Sinopse – O novo documentário de Manuel Mozos retrata os lugares esquecidos e abandonados pelo tempo. Numa viagem pelo Portugal profundo, ele vai filmando as ruínas que trazem as memórias das coisas vividas e das histórias contadas. Estes são lugares desprezados, obsoletos e vazios mas que fazem parte da narrativa de um país e do imaginário colectivo de um povo.
A péssima situação financeira da MGM poderá atrasar o lançamento comercial da prequela de “Lord of the Ring”, The Hobbit”. O estúdio é responsável por esta produção e ainda não calendarizou o inicio das suas gravações porque simplesmente não tem verbas suficientes para pagar os custos de produção, assim sendo, até qualquer informação em contrário, as gravações de “The Hobbit” não estão agendas e a produção ainda está no papel. Guillermo Del Toro continua a trabalhar oficiosamente no projecto com o intuito de evitar um atraso ainda maior na data de lançamento da primeira entrega que ainda se encontra agendada para o próximo ano. “The Hobbit” será baseado no homónimo produto literário do escritor britânico J.R.R. Tolkien e relatará as primeiras aventuras de Bilbo Baggins, uma das primeiras pessoas a entrar em contacto com o anel maligno. Os dois filmes que irão compor este projecto deverão ser lançados em três dimensões.
Com Tom Cruise, Cameron Diaz, Peter Sarsgaard
Género – Comédia
Estreia Mundial (EUA) – 24 de Junho de 2010
Sinopse – Um agente secreto infiltrado inicia uma relação amorosa com uma mulher que tem graves problemas com homens.
Keira Knightley queira ser Eliza Doolittle em “My Fair Lady” mas perdeu esse importante papel para uma das suas maiores rivais britânicas, Carey Mulligan, A actriz de “An Education” aproveitou o seu ímpeto mediático para deslumbrar e convencer os principais responsáveis pela readaptação cinematográfica da famosa peça de teatro ao grande ecrã. Keira Knightley ficou desolada com esta inesperada derrota porque segundo algumas fontes próximas à actriz, Keira Knightley adorou a primeira adaptação cinematográfica da célebre produção teatral e até teve algumas lições de canto com o intuito de melhorar a sua capacidade vocal, no entanto, esse esforço e essa motivação não foram recompensadas com a entrega do papel que tanto desejava. “My Fair Lady” será realizado por John Madden e será uma espécie de remake da homónima produção cinematográfica de 1964 da autoria de George Cukor. O filme deverá estrear no Reino Unido em 2012. 
Realizado por John Lee Hancock
Com Sandra Bullock, Tim McGraw, Quinton Aaron
A crítica especializada não se rendeu a “The Blind Side” mas a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas não hesitou em incluir esta mediana produção na selecta contenda ao Óscar de Melhor Filme, uma decisão que causou alguma surpresa mas que é facilmente explicada pelo enorme sucesso comercial que este produto dramático obteve junto do público americano que se rendeu à sua comovente história verídica, assim sendo, podemos “agradecer” essa surpreendente inclusão ao parecer popular, no entanto, “The Blind Side” não é um péssima produção, muito pelo contrário, tem algumas qualidades, como por exemplo, algumas performances de qualidade de alguns profissionais que compõem o seu elenco e uma história relativamente interessante que apenas não é mais aceitável porque nos apresenta uma vertente emocional demasiado excessiva e artificial. Michael Oher (Quinton Aaron), um adolescente traumatizado e abandonado à sua sorte, tem três capacidades que o tornam muito especial: uma resiliência incrível, uma aptidão inata para o desporto e um instinto de protecção particularmente apurado. Leigh Anne Tuohy (Sandra Bullock) é uma mulher da classe alta, decidida e autoritária, mas cujo enorme coração tem sempre espaço para mais um. A força do acaso junta-os e, o que poderia ser unicamente um gesto de generosidade, torna-se no grande momento de viragem nas suas vidas.

O argumento de “The Blind Side” é baseado em "The Blind Side: Evolution of a Game", um produto literário da autoria de Michael Lewis sobre a história verídica de Michael Oher, um exímio jogador de futebol americano que acabou por se tornar numa estrela nacional através da sua extraordinária perseverança e da preciosa e altruísta assistência de uma simpática mulher que acreditou no seu talento. A narrativa agradou aos americanos porque demonstra a importância e a influência que os maiores valores cristãos têm na existência do individuo e da família americana e também porque exemplifica na perfeição a concretização do sonho americano, ou seja, demonstra como uma pessoa consegue ascender na sociedade através das suas qualidade individuais e dos seus valores. A presença do futebol americano também deve ter influenciado as mentalidades americanas porque este é o seu desporto favorito e é aquele que mais oportunidades profissionais consegue oferecer aos elementos mais desfavorecidos da sociedade. “The Blind Side” é tido como uma produção motivadora porque nos apresenta uma história de sucesso que deve ser considerada um exemplo de como a ascensão social é possível através de uma profissão legítima e de uma atitude equilibrada. A relação de amizade e de respeito que se vai estabelecendo entre o protagonista e a sua família de acolhimento é extremamente positiva e serve como um excelente exemplo de como os opostos sociais podem estabelecer poderosas ligações sentimentais. A própria atitude da família de acolhimento é de louvar porque todos os seus elementos acolheram, sem grandes problemas, um desconhecido no seu agregado familiar porque simplesmente acreditavam nas suas capacidades, um interessante contraste com o comportamento da família biológica do interveniente principal que sempre o menosprezou e que nunca acreditou nas suas capacidades ou se preocupou com os seus sonhos, muito pelo contrário. A personagem de Sandra Bullock, Leigh Anne Tuohy, não é a principal personagem da história mas é certamente uma das mais relevantes e interessantes da história porque representa uma típica cristã republicana que nos apresenta uma mentalidade que não faz justiça aos estereótipos culturais da sua classe social. O grande defeito desta narrativa é a sua obsessão por momentos melodramáticos que são maioritariamente exagerados e ineficazes, assim sendo, são escassas as sequências dramáticas que são verdadeiramente interessantes e cativantes porque a esmagadora maioria assenta numa construção demasiado artificial e previsível que não acrescenta absolutamente nada a esta história verídica que não precisava destes exageros. A conclusão da história apresenta ao espectador o característico e gratificante final feliz que nos deixa satisfeitos após tantos infrutuosos acontecimentos.

A direcção simplista de John Lee Hancock não é perfeita mas consegue satisfazer as necessidades desta igualmente simplista narrativa que não precisava de um realizador extremamente complexo e talentoso para ser fielmente adaptada ao grande ecrã. O único defeito de John Lee Hancock foi não ter editado com sapiência e eficácia a vertente dramática da história. A fotografia de Alar Kivilo é competente. O elenco é nitidamente um dos melhores elementos de “The Blind Side”. A vencedora do Óscar e do Globo de Ouro de Melhor Actriz Principal, Sandra Bullock, tem aqui a melhor performance da sua carreira, no entanto, existiam entre as nomeadas a esses importantes galardões, algumas prestações que muito provavelmente mereciam ainda mais essa distinção. Quinton Aaron está excelente como Michael Oher e deixa antever que um magnífico futuro para este jovem actor. A pequena Lily Collins também nos apresenta uma performance enternecedora e bastante interessante.
A organização do Festival de Cannes divulgou o cartaz oficial da sexagésima terceira edição do famoso certame europeu. Juliette Binoche é a estrela deste cartaz que foi montado pela famosa fotógrafa Brigitte Lacombe. O Festival de Cannes irá decorrer de 12 a 23 de Maio em Cannes, França. “Robin Hood” de Ridley Scott irá abrir este certame que será presidido por Tim Burton.
A 20th Century Fox deverá financiar as sequelas de “Independence Day”. Roland Emmerich tem tentado convencer o famoso estúdio a avançar com os projectos mas a escassez de verbas tem impedido o seu avanço oficial, no entanto, as extraordinárias receitas de “Avatar” aumentaram a liquidez da 20th Century Fox que agora deverá investir nestes dois projectos que irão continuar a história de “Independence Day”. A primeira sequela começará a ser gravada no final deste ano e deverá estrear no final do próximo ano em todo o mundo. Roland Emmerich deverá ser o realizador de ambos os projectos cinematográficos e Will Smith também deverá regressar ao seu papel. Segundo Emmerich “Os filmes irão manter a história firmemente ancorada no nosso planeta. Sempre foi uma história sobre uma invasão aliengiena ao nosso planeta e assim a manteremos".
Timur Bekmambetov será o realizador de “The Casebook of Victor Frankenstein”, uma adaptação cinematográfica do homónimo produto literário da autoria de Peter Ackroyd. O argumento desta produção será redigido por David Auburn que deverá manter a estrutura narrativa deste sucesso literário que imagina um contexto temporal em que o poeta inglês Percy Bysshe Shelley e o investigador Victor Frankenstein estudam juntos na Universidade de Oxford. Percy desafia Victor a rever as suas ultrapassadas noções sobre a criação e a razão até ao ponto de o levar a ficar obcecado com a morte e com as experiências de reanimações em cadáveres.
A Legendary Pictures, uma conceituada produtora que foi responsável por inumeros sucessos comerciais, como por exemplo, “300” ou “Superman Returns”, confirmou que se vai juntar à Warner Brothers para desenvolver mais um “Godzilla”. A produtora adquiriu recentemente os direitos de adaptação cinematográfica do famoso monstro à Toho Studios e deverá começar a preparar a sua produção já este ano porque a sua data de estreia mundial já se encontra agendada para o Verão de 2012. Godzilla surgiu em 1954 em “Gojira”, uma produção da autoria de Ishirô Honda. Em 1998, Roland Emmerich e a Sony Pictures lançaram “Godzilla”, uma longa-metragem sobre o monstro que foi um verdadeiro fracasso entre a crítica especializada.
O Portal Cinema tem para oferecer aos seus leitores brasileiros três convites duplos para cada exibição exclusiva da blogosfera e da imprensa de “Quincas Berro D’Agua” que vão acontecer em Rio de Janeiro (06/04), São Paulo (07/04) e Salvador (08/04). “Quincas Berro D’Agua” é baseado em “A Morte e a Morte de Quincas Berro d'Água”, um romance da autoria de Jorge Amado. O ex-funcionário público, Quincas Berro d’Água, é encontrado morto em sua cama. Inconformados com a sua morte, os seus melhores amigos “roubam” o corpo e o levam para uma última noite regada a festa e muita bebida. Em meio a mil confusões, Quincas “vive” a sua segunda e definitiva morte, desta vez como sempre sonhou. Para se habitarem a ganhar um convite duplo só têm de assistir ao trailer oficial do filme e responder à pergunta que se encontra em negrito após este texto. A resposta deve ser enviada para o nosso email (portalcinema@hotmail.com) devidamente acompanhada com o vosso nome completo e a indicação da exibição a que querem comparecer até 31 de Abril de 2010.Rio de Janeiro / 06 de Abril / 21h30
Unibanco Arteplex
Praia de Botafogo, 316, Botafogo
São Paulo / 07 de Abril / 21h30
Unibanco Arteplex Frei Caneca
Rua Frei Caneca, 569, 3º piso, Consolação, SP
Salvador / 08 de Abril / 21h
UCI Orient Iguatemi
Av.Tancredo Neves, 148 Lj.26 QZ.3/4º Pituba, Salvador, BA.
Óscar - Homenagem a Dennis Hopper As instáveis audiências e os elevados custos de produção obrigaram a Fox a cancelar “24”, uma série que durante as suas primeiras temporadas conseguiu obter alguns resultados de interesse mediático mas que durante estas últimas temporadas tem se afundado nas preferências dos americanos, no entanto, ainda existem planos para adaptar a série ao cinema, um projecto que irá conferir um verdadeiro final à história de Jack Bauer & Companhia.
A comédia “The Other Guys” de Adam McKay ganhou um cartaz animado que nos apresenta as principais personagens da história que são interpretadas por Will Ferrell e Mark Wahlberg. Em “The Other Guys” acompanhamos as extrovertidas aventuras de dois detectives secundários que subitamente são confrontados com uma missão de grande responsabilidade, no entanto, é evidente que não estão preparados para a concretizarem com sucesso. “The Other Guys” estreia nos Estados Unidos da América em Agosto em 2010.
A 20th Century Fox divulgou recentemente que converterá “The Chronicles of Narnia: The Voyage of the Dawn Treader” e “Gulliver's Travels” à tecnologia tridimensional. “The Chronicles of Narnia: The Voyage of the Dawn Treader” deverá estrear a 10 de Dezembro de 2010 nos Estados Unidos da América e irá acompanhar as aventuras dos irmãos Lucy (Georgie Henley) e Edmundo Pevensie (Skandar Keynes) e do seu primo Eustáquio (Will Poulter) que são subitamente engolidos por uma pintura e que vão parar ao mundo fantástico que tão bem conhecem, onde terão de descobrir o que aconteceu aos sete fidalgos que foram enviados pelo tio do Príncipe Caspian (Ben Barnes) ao Oceano Oriental. “Gulliver's Travels” será protagonizado por Jack Black e irá estrear a 22 de Dezembro de 2010 nos cinemas americanos.
Louis Leterrier deverá ser o realizador de “Y: The Last Man”, uma adaptação cinematográfica da homonima banda desenhada da autoria de Brian K. Vaughan. “Y: The Last Man” será produzido por David Goyer mas ainda não tem uma data oficial para começar a ser gravado. A história da banda desenhada acompanha as aventuras dos únicos homens que sobreviveram a uma súbita, espontânea e simultânea extinção de todos os seres do planeta com o Cromossoma Y.
Com America Ferrera, Gerard Butler, Jay Baruchel
As fantásticas produções de animação da Pixar/Disney são sempre louvadas e classificadas como as melhores e as mais completas do mercado animado mas ocasionalmente a DreamWorks Animation consegue desenvolver algumas animações que lhes conseguem fazer concorrência, como por exemplo, “Kung-Fu Panda”, “Shrek” e “How To Train Your Dragon”, uma extraordinária longa-metragem que nos oferece todos os elementos que devem integrar uma animação de qualidade, ou seja, uma narrativa completa e cativante que consiga agradar facilmente a todos os espectadores de todas as faixas etárias e uma sofisticada direcção que seja capaz de nos apresentar um visual atraente e criativo. O protagonista de “How To Train Your Dragon” é Hiccup (Jay Baruchel), um pequeno viking muito pouco convencional que habita na Ilha de Berk. A sua força intelectual ultrapassa em muito as suas capacidades físicas e, por isso, é o motivo de chacota de toda a sua tribo. O facto de ser filho do chefe cria uma pressão ainda maior sobre si e sobre o seu pai que não encontra nele a audácia necessária para ser um verdadeiro caçador de dragões e, menos ainda, um futuro líder. Quando Hiccup é incluído no Treino de Dragão com outros jovens vikings, percebe que essa é a oportunidade para provar que tem tudo para ser um combatente, no entanto, tudo isso muda quando conhece um dragão ferido, Toothless, de quem se torna amigo, e tudo o que acreditava e desejava parece perder todo o sentido. Agora o seu principal objectivo é demonstrar a cada um dos membros da sua tribo que nem todos os dragões são criaturas mortíferas e malévolas.
A história de “How to Train Your Dragon” é inspirada no homónimo produto literário de Cressida Cowell mas essa inspiração é bastante livre porque não existem grandes semelhanças entre o trabalho literário e o cinematográfico, no entanto, quem fica a ganhar é claramente este último porque a história do livro não é tão cativante e envolvente como a que foi desenvolvida pelos guionistas desta produção. O argumento de “How to Train Your Dragon” não é muito diferente do de outros trabalhos do género mas consegue nos apresentar alguns elementos narrativos de interesse que conseguem fornecer alguma imprevisibilidade à história que também é mais dramática que as da esmagadora maioria das animações que não são desenvolvidas pela Pixar/Disney. O enfoque temático e sentimental da história é a amizade que se forma entre o simpático protagonista e um afável dragão, uma demonstração fantasiosa de como uma relação de amizade não se tem de restringir aos humanos, assim sendo, esta temática é utilizada como uma espécie de comparação entre as relações de amizade que são formadas durante a produção entre os humanos e os dragões e as relações de amizade que se formam no quotidiano entre os animais domésticos e os seus proprietários. A narrativa também desenvolve e transmite de uma forma mais delicada outras mensagens importantes que só deverão ser compreendidas pelos espectadores mais velhos, como por exemplo, esta necessidade/obrigação intrínseca que temos de respeitar e de compreender as criaturas com quem compartilhamos os ecossistemas. O humor também está presente em “How to Train Your Dragon” através de pequenas estocadas cómicas que conseguem arrebatar algumas gargalhadas devido à sua objectividade e simplicidade. A vertente romântica está restringida a uma simples mas especial relação de amizade entre o protagonista e a rapariga mais popular da sua aldeia por quem tem uma atracção, no entanto, essa relação nunca ultrapassa a barreira da inocência e apenas existe porque introduz um pouco de romance a esta história que é dominada pela amizade. Os estereótipos históricos e culturais estão presentes na construção das personagens humanas e animalescas, no entanto, essa estereotipização não é negativa ou prejudicial porque auxilia os espectadores mais novos a compreenderem a história porque afinal de contas são os espectadores mais novos que são o público-alvo desta produção, assim sendo, essa construção não é muito complexa, muito pelo contrario, todas as personagens tem as suas prioridades e as suas personalidades bem explicitadas e o seu desenvolvimento não acarreta nenhuma surpresa. Os diálogos explicam muito bem todas as situações fundamentais e contextualizam constantemente os sentimentos das personagens, no entanto, estas constatações podem ser cansativas para um espectador adulto mas são necessárias para um espectador mais jovem ou mais desatento.

Os melhores elementos de “How to Train Your Dragon” estão presentes nas suas vertentes técnicas e visuais. A direcção de Dean DeBlois e Chris Sanders é absolutamente impecável e consegue rivalizar facilmente com os trabalhos criativos de Pete Docter em “Up” ou de Andrew Stanton em “Wall-E”. Os cenários são ricos em pormenores e são compostos por um magnífico conjunto de cores que conseguem exteriorizar os sentimentos das personagens. A tecnologia tridimensional rentabiliza esses cenários porque os consegue tornar mais credíveis e mais expressivos mas é nas fantásticas sequências de batalha que essa tecnologia é realmente preponderante porque transforma as explosões e os combates entre dragões e humanos num verdadeiro espectáculo de animação que surpreenderá qualquer espectador. As sequências mais pacíficas também beneficiam da maravilha tecnológica que é a tridimensionalidade, assim sendo, os voos dos dragões são mais emocionantes e oferecem ao público uma imensidão de sensações que vão desde a adrenalina à surpresa e à satisfação. A construção gráfica das personagens também é maravilhosa. O design gráfico dos dragões é especialmente interessante porque essas criaturas mitológicas estão carregadas de originalidade e de um carisma muito particular porque todas essas criaturas são diferentes umas das outras, uma situação que reforça a sua individualidade e que as torna mais atraente para um público mais jovem. A única falha técnica de “How To Train Your Dragon” é a escassez de sonoridades de qualidade, assim sendo, ao contrário de “Up” ou de “Shrek”, esta produção não nos apresenta nenhuma sonoridade memorável. O elenco vocal desta produção é competente mas passa um bocado despercebido porque é ofuscado pelos magníficos efeitos visuais da produção, ainda assim, Gerard Butler consegue obter algum destaque graças ao seu característico sotaque que reforça as características nórdicas da sua personagem.

Após um desastroso “Monsters Vs Aliens” a DreamWorks Animation volta a se afirmar como a maior concorrente comercial e qualitativa da Pixar/Disney que nos últimos tempos tem dominado este mercado. “How To Train Your Dragon” deverá conseguir facilmente uma nomeação ao Óscar de Melhor Filme de Animação e as novas apostas da Pixar/Disney, “Tangled” e “Toy Story 3”, deverão ser as únicas animações que conseguirão rivalizar com a sua qualidade.
O realizador de “Paranormal Activity 2” foi finalmente escolhido. Tod "Kip" Williams foi escolhido para realizar a sequela de um dos grandes sucessos da ultima temporada cinematográfica, no entanto, esta sua tarefa não será nada fácil porque o cineasta só terá cinco meses para o gravar e para o editar a tempo da sua estreia mundial que acontece a 22 de Outubro de 2010, um prazo que não pode ser alterado porque a estreia mundial de “Saw VII 3D” também está prevista para essa data.
Realizado por Kirk JonesCom Robert De Niro, Drew Barrymore, Kate Beckinsale
A adaptação americana de ”Stanno Tutti Bene” (1990) de Giuseppe Tornatore é uma agradável surpresa porque os seus responsáveis conseguiram adaptar o espírito familiar da produção original aos valores e às ideologias culturais que governam a família americana. “Everybody’s Fine” é portanto uma simpática comédia dramática sobre a importância da família e sobre os laços inquebráveis que unem os seus elementos, laços esses que ultrapassam qualquer negligência sentimental ou qualquer barreira comunicativa. Frank Goode (Robert De Niro) é um viúvo que trabalhou todas as horas que pôde para sustentar a família e ajudar os seus elementos a atingir os seus objectivos pessoais. Ao chegar aos sessenta anos e à respectiva reforma, ele chega à conclusão de que a sua vida passou por ele e que perdeu o crescimento dos seus filhos, no entanto, espera alterar essa situação através de uma enorme reunião familiar que contará com a participação dos seus quatro filhos: Rosie (Drew Barrymore), Amy (Kate Beckinsale), Robert (Sam Rockwell) e David. O seu entusiasmo em relação à reunião familiar é rapidamente destruído quando os seus filhos a desmarcam subitamente mas ele não se rende e decide embarcar numa viagem transcontinental e completamente improvisada com o intuito de visitar individualmente os seus filhos mas à medida que vai chegando aos seus múltiplos destinos, ele depressa se apercebe que a sua falecida mulher não lhe contou todo os progressos e todas as novidades sobre a vida dos seus filhos, assim sendo, descobre que todas as suas expectativas em relação aos seus filhos não se concretizaram e que, afinal, as suas vidas são tudo menos perfeitas.

A temática da história é a família mas o seu grande enfoque é a fantástica jornada que o protagonista faz para conseguir emendar as suas negligências parentais e para tentar conseguir reacender a sua ligação familiar com os seus filhos que se têm distanciado ao longo dos anos, assim sendo, estamos perante uma espécie de produção de estrada familiar que nos entretém e que nos satisfaz. As peripécias do protagonista são simples mas divertidas e conseguem fornecer à narrativa inúmeros elementos humorísticos de qualidade, no entanto, são as sequências familiares e dramáticas que nos chamam à atenção porque nos apresentam muitas mensagens importantes sobre a correcção do passado e a projecção do futuro. A família italiana da história original foi substituída por uma família americana que é igualmente composta por elementos familiares que nos oferecem uma interessante variedade de problemáticas que foram adaptadas à realidade americana, assim sendo, somos confrontados com personagens que batalham contra a dependência de estupefacientes ou que enfrentam problemas relativos ao seu matrimónio ou à sua sexualidade. A construção das personagens e dos seus respectivos diálogos é bastante inocente e simplista, assim sendo, estamos perante uma produção que poderá ser facilmente e devidamente apreciada por qualquer espectador. A conclusão é precedida de uma imprevisível tragédia familiar que destroça o debilitado protagonista, no entanto, essa inesperada fatalidade consegue aproximar a sua família que durante a época natalícia se volta a reunir num descontraído e espontâneo momento familiar que finaliza da melhor maneira esta produção.

A direcção de Kirk Jones é bastante semelhante à de Giuseppe Tornatore na produção italiana da década de noventa, ou seja, é bastante competente e apelativa. À semelhança do que acontece com a narrativa, não existem grandes construções complexas ou intricadas, assim sendo, estamos perante um trabalho directivo e criativos que é simples mas eficaz. Robert De Niro está fantástico, este experiente profissional oferece ao espectador uma excelente performance que nos convence e emociona. O elenco secundário é composto por actores extremamente competentes e experientes que também nos oferecem performances individuais de qualidade, como por exemplo, Kate Beckinsale e Drew Barrymore.

Não existe uma grande diferença qualitativa entre “Everybody’s Fine” e ”Stanno Tutti Bene”, ou seja, são duas comédia dramática que são competentes e interessantes e que certamente agradarão aos espectadores que apreciem produtos que estejam ligados a este género cinematográfico, no entanto, “Everybody’s Fine” é ligeiramente superior ao seu homologo italiano porque nos apresenta uma excelente performance do seu principal intreveniente, Robert DeNiro.
Classificação – 3,5 Estrelas Em 5
Realizado por Jon Turteltaub
Com Nicolas Cage, Alfred Molina, Monica Bellucci, Toby Kebbell, Jay Baruchel
Género - Fantástico/Aventura
Estreia nos EUA - Julho de 2010
Sinopse - É uma adaptação livre da história de "Fantasia" e tem como cenário a Manhattan contemporânea. Balthazar Blake (Nicolas Cage) é um feiticeiro que recruta e treina um jovem pupilo (Jay Baruchel) para combater as Forças das Trevas. Terão de enfrentar o célebre ilusionista Drake Stone (Toby Kebbell), que se junta a um feiticeiro negro chamado Horvath (Alfred Molina) para adquirir poderes verdadeiros.
Jennifer Garner e Jessica Biel serão Laverne e Shirley na adaptação da famosa série televisiva ao grande ecrã. “Laverne & Shirley” era uma série da ABC que esteve em exibição entre 1976 e 1983 e que aompanhava as aventuras sociais de duas amigas que dividiam um apartamento e que trabalhavam numa fábrica de cerveja. O filme será uma versão atualizada da história. Jamie Foxx é um dos guionistas desta produção que ainda não tem data de estreia definida.
O cineasta Wolfgang Petersen concedeu recentemente uma entrevista à MTV onde falou sobre o seu próximo trabalho cinematográfico, “Paprika”, uma adaptação cinematográfica do homónimo anime japonês da autoria de Satoshi Kon. O cineasta afirmou que “O projecto já conta com um argumento provisório da autoria de um talentoso jovem que nos acabou de entregar uma adaptação muito específica e detalhada com a qual estamos a trabalhar. Se esse argumento for aprovado, ele vai escrever o argumento final, no entanto, esse processo será muito rápido porque o argumento provisório já está muito detalhado. Estou muito animado com esta situação, eu diria até que o projecto é uma prioridade de desenvolvimento". Sobre o produto original, Wolfgang Petersen afirmou que "Achei o anime absolutamente fantástico e acho que será um filme muitísimo interessante. O filme irá se enquadrar um pouco na linha tecnológica e ideológica de Matrix, no entanto, seremos um pouco mais ambiciosos e o vamos torna-lo mais acessível para uma plateia mais ampla.”. A história de “Paprika” é ambientada num futuro próximo, onde cientistas visionários criaram uma máquina capaz de controlar os sonhos. O aparelho é roubado e eventualmente cai nas perigosas mãos de terroristas de sonhos, uma situação que catalisa uma procura mundial pelos criminosos, onde o que está em risco é a própria realidade. “Paprika” ainda não tem actores ou datas definidas. 
A programação do IndieLisboa 2010 já está definida. A competição oficial das longas-metragens contará com doze produções. “Guerra Civil” de Pedro Caldas é o único representante português nesta competição que também é composta por “The Roober” de Benjamin Heisenberg, “The Blacks” de Zvonimir Juric e Goran Devic, “Le Jour oú Dieu est Parti en Voyage” de Philippe Van Leeuw, “La Pivellina” de Tizza Covi e Rainer Frimmel, “La Bocca del Lupo” de Pietro Marcello, “Go Get Some Rosemary” de Josh Safdie e Benny Safdie, “C’est Dejà L’été” de Martijin Smits, “Castro” de Alejo Moguillansky,”Au Voleur” de Sarah Leonor” e “11’E10 Kala” de Pelín Esmer. Os grandes destaques cinematográficos não estão inseridos na competição oficial do certame mas sim nas sessões de exibição, assim sendo, passarão pelo IndieLisboa 2010 as antestreias portuguesas de “Bad Lieutenant: Port of Call - New Orleans” de Werner Herzog “My Son My Son What Have We Done?” de Werner Herzog, “The Vengeance” de Johnnie To, “Napoli Napoli Napol” de Abel Ferrara, “Lebanon” de Samuel Maoz, “9” de Shane Acker, “Greenberg” de Noah Baumbach (Sessão de Abertura) e “Mother” de Bang Joo-Ho. O IndieLisboa 2010 também vai contar com uma competição de curtas-metragens e com varias secções de exibições, como por exemplo, IndieJúnior, IndieMusic ou Director’s Cut. A secção Herói Independente irá homenagear Heddy Honigmann, uma das cineastas mais importantes dos documentários contemporâneos e a secção Fórum de Novo Cinema irá homenagear o Festival de Berlim, um dos maiores certames europeus. O IndieLisboa 2010 vai decorrer entre 22 de Abril e 2 de Maio no Cinema São Jorge, Cinema Londres, Cinema City Classic Alvalade e na Culturgest. Serão projectados 274 filmes, um número que inclui 102 longas-metragens e 172 curtas-metragens.
O remake de “Robin Hood” de Ridley Scott irá apadrinhar a Sessão de Abertura da 63ª Edição do Festival de Cannes que irá decorrer entre 12 e 23 de Maio em Cannes, França. A nova entrega cinematográfica sobre a mítica personagem fictícia foi desenvolvida e financiada pela Universal Pictures e é protagonizada por Russell Crowe, Cate Blanchett, Matthew Macfadyen, William Hurt e Vanessa Redgrave. “Robin Hood” não entrará em nenhuma competição oficial mas terá a honra de abrir um dos mais conceituados e importantes certames da sétima arte.
O cartaz final de “Iron Man 2” foi divulgado. ”Iron Man 2” estreia nos Estados Unidos da América a 30 de Abril e será dirigido por Jon Favreau. A história desta produção irá acompanhar as novas aventuras do inventor bilionário Tony Stark (Robert Downey Jr.) que viu a sua heróica identidade ser divulgada na imprensa. Tont Stark sofre inúmeras pressões do governo, da imprensa e do público para compartilhar a sua tecnologia com as forças armadas, no entanto, Tony está relutante em divulgar os segredos que se encontram por detrás do Homem de Ferro porque teme que essas informações caiam em mãos erradas. Tendo Pepper Potts (Gwyneth Paltrow) e James "Rhodey" Rhodes (Don Cheadle) a seu lado, Tony estabelece novas alianças e enfrenta novas e poderosas forças. 

O quarto capítulo de “Shrek”,“Shrek Forever After”, recebeu mais quatro posters oficiais. Os materiais em questão destacam os protagonistas da história: Shrek, Rumplestiltskin, Burro e Fiona. Em “Shrek Forever After”, Shrek é um pai de família domesticado. Ao invés de assustar aldeões como fazia, ele relutantemente dá autógrafos em feiras culturais. O que aconteceu ao seu rugido? Saudoso dos dias em que se sentia um verdadeiro ogre, Shrek assina um pacto com Rumplestiltskin, um duende matreito, e subitamente se vê envolvido numa versão alternativa do reino de Muito Muito Distante onde Shrek nunca existiu e onde os ogres são caçados, entre outras confusões. Mike Mitchell é o realizador desta produção que irá chegar aos cinemas mundiais em 9 de Julho de 2010.

O próximo trabalho de Lars von Trier, “Melancholia”, será uma produção com uma elevada vertente catastrófica e a provar esta afirmação está a sua primeira imagem promocional que a Zentropa, uma produtora dinamarquesa que irá financiar esta produção, divulgou no seu site oficial. A imagem ilustra a sinopse deste trabalho cinematográfico que irá relatar os momentos que antecedem um choque potencialmente catastrófico entre o Planeta Terra e o Planeta Melancholia. Penélope Cruz é apontada como a principal favorita a protagonizar este filme que irá contar com um baixíssimo orçamento de sete milhões de dólares. “Melancholia” deverá estrear em 2011. Realizado por M. Night Shyamalan
Com Noah Ringer, Jackson Rathbone, Nicola Peltz
Género - Fantástico
Estreia Mundial - 2 de Julho de 2010
Sinopse - Quatro nações, Ar, Água, Terra, Fogo, vêem os seus destinos inexoravelmente ligados quando a nação do Fogo declara guerra impiedosa às restantes. Passado um século de destruição sem esperança à vista para a paz, Aang (Noah Ringer) descobre que é o único Avatar com o poder para manipular os quatro elementos. Aang junta-se a Katara (Nicola Peltz), uma manipuladora da água, e ao seu irmão Sokka (Jackson Rathbone) numa tentiva de restaurar o equilíbrio no seu mundo destroçado pela guerra.
O regresso de “Buck Rogers” ao grande ecrã será comandado por Paul W.S. Anderson, um famoso cineasta que conseguiu superar Frank Miller na corrida por este trabalho. A nova entrega cinematográfica das clássicas aventuras de ficção-científica desta celebre personagem que foi desenvolvida por Phyl Nolan e Dick Calkins que o criaram a partir dos pulps de Philip Francis Nowlan do final da década de vinte irá contar com um argumento da autoria de Art Marcum e Matt Holoway. A Paradox será a produtora que irá financiar este projecto.
Realizado por Bruno LourençoCom Tiago Fagulha, Sofia Marques, Rita Martins

Arrisco-me a inscrever esta pequena película no mesmo caminho iniciado por Miguel Gomes com Aquele querido mês de Agosto, um caminho que faz filmes portugueses, sobre a vida portuguesa, herdeiro natural dos tempos áureos do cinema luso.
Classificação - 4 Estrelas Em 5
Realizado por Terry GilliamCom Heath Ledger, Christopher Plummer, Lily Cole, Johnny Depp, Jude Law, Colin Farrell
Por entre (re)adaptações, reboots e remakes, eis que surge da bruma Terry Gilliam no seu nobre corcel, imaginação na ponta da lança, rasgando um pouco o ar estagnado do cinema norte-americano dos últimos tempos, que não tem mostrado um pingo de originalidade ou audácia. Gilliam é um excêntrico e é preciso gostar dele, mas ao menos tem-se mantido fiel a si próprio e presenteia-nos mais uma vez com um, no mínimo, curioso e, no máximo, tresloucado pedaço de sonho tornado realidade como só este mago sabe fazer. Rotulado com o subtítulo "último filme de Heath Ledger" e quase impossível de completar devido à morte prematura do actor, "The Imaginarium of Doctor Parnassus" tinha esse bom trunfo para levar avante a criatividade do cineasta e ideias mais ousadas e arriscadas segundo os padrões dos grandes estúdios cinematográficos. Com este chamariz, foi como largar Terry à solta no seu subconsciente e dizer-lhe que se servisse à vontade das guloseimas.

O Doutor Parnassus (Christopher Plummer) e o seu espectáculo itinerante percorrem as ruas de Londres oferecendo aos espectadores mais do que simples entretenimento: prometem uma viagem aos seus sonhos. Composto por Valentina (Lily Cole), a filha de Parnassus farta da vida de nómada, Anton (Andrew Garfield), o ingénuo rapaz apaixonado desde sempre por Valentina, e o anão Percy (Verne Troyer), a consciência de Parnassus, o espectáculo já conheceu melhores dias, quando as pessoas ainda acreditavam na fantasia. Mas Parnassus esconde um segredo: há mil anos ganhara uma aposta com o Diabo, Mr. Nick (Tom Waits) que lhe valeu a imortalidade. Mas quando conhece o amor da sua vida, troca a imortalidade por juventude e Mr. Nick reclama ainda a vida do seu primogénito quando este atinja os 16 anos. Valentina está à beira dessa data e num acto de desespero Parnassus tenta outra aposta: se conseguir atrair ao seu mundo cinco almas antes de Mr. Nick, não perde Valentina. Ao resgatarem um dia o misterioso Tony (Heath Ledger), pendente de uma ponte como se tivesse sido enforcado, o número depressa ganha nova vida às suas mãos, simultaneamente encantador e manipulador, e o Dr. Parnassus parece ter uma hipótese. Mas Tony tem os seus próprios fantasmas, ao mesmo tempo que cativa a jovem irrequieta.

Na era digital, este filme exibe ainda os cordéis de onde pendem as marionetas e os cenários de cartão. O atrelado dos saltimbancos é feito de panos e roldanas, uma caixa de papelão orgulhosamente despedaçada, porque para caber lá dentro um mundo de fantasia basta a força da imaginação. À semelhança de filmes anteriores de Gilliam como "A Fantástica Aventura do Barão" ou "Time Bandits", o autor de espírito de menino cria um mundo do zero, com as suas leis da física, as suas personagens peculiares, as paisagens oníricas, com uma estética sempre excepcional e muito própria e em forte contraste com a escuridão e sobriedade da realidade. Este "Imaginarium" não foge aos temas recorrentes das obras do realizador: a exploração do subconsciente, o simbolismo de perda da inocência aqui evidente na cedência ao diabo após o marco dos 16 anos, a crítica às futilidades e superficialidades dos tempos modernos e um hino à pureza e ingenuidade da mente livre de preconceitos. No entanto, no que diz respeito à consistência das personagens, o filme sofre um pouco do excesso visual. Descura-se a exploração das motivações destes heróis bizarros e deixa-se apenas que corram livres e dêem azo às suas paixões desmesuradas mas não nos deixando identificar com nenhuma delas. É uma espreitadela ao cérebro de outrem mas sem revelar segredos nem lugares, apenas nos presenteando com um festival de cores e formas. E contudo, não deixa de ser a experiência cinematográfica mais rica e revigorante do cinema fantástico dos últimos tempos. A inesperada necessidade de ter outros actores a interpretar a personagem de Ledger resultou inacreditavelmente bem, com uma coesão quase impossível tendo em conta que não estava previsto. Os três excelentes actores substitutos (Johnny Depp, Colin Ferrell e Jude Law) respeitam a construção de Ledger mas acrescentam o seu carisma e o seu talento e fazem a ponte entre realidade e imaginação.

Quanto a Gilliam, move-se nestas dualidades e portas entre realidades como peixe na água, ou não fosse tudo proveniente da sua psique. As cenas no mundo imaginário são filmadas arrojadamente e como se fossemos verdadeiramente alma sem corpo. Há sempre subjacente uma certa distorção do que vemos, como num estado constante de sonho. "The Imaginarium of Doctor Parnassus" não tem a complexidade e intensidade das obras maiores (na minha opinião) de Gilliam, "O Rei Pescador" e "12 Macacos", nem a corrosiva crítica social de "Brazil", mas enquanto ensaio estético e de originalidade enche muito bem as medidas.



