Ana Campos – Tetro
“Tetro” foi para mim o grande filme do mês senão do ano. Um filme que nos reconduz a um momento do cinema em que a narrativa é uma aliada da estética, em que se conta bem e com beleza uma história horrível. Coppola conseguiu ao longo dos anos criar inesquecíveis personagens masculinas como o é também o atormentado protagonista desta história, num muito atraente desempenho de Vicent Gallo. Um filme que deverá fazer pensar todos os detractores da importância e vitalidade do cinema norte-americano.

Ana Pires - A Christmas Carol
Um conto intemporal, aqui contado com efeitos visuais estrondosos e através de uma técnica impressionante cada vez mais evoluída muito graças a Robert Zemeckis que tem apostado a fundo nela. Uma boa entrada nos filmes da época natalícia.



Bruno Pereira – Moon
A minha escolha recai sobre o filme "Moon". Com um argumento brilhante e uma excelente representação de Sam Rockwell. Lamentavelmente com tanto espalhafato com o fim do mundo (2012) e vampiros (Lua Nova), este filme acabou por passar ao lado de muita gente.



JT – Tetro
A complexidade subjectiva de “Tetro” é simplesmente fenomenal. Francis Ford Copolla continua cinematograficamente impecável, incutindo qualidade a praticamente todos os elementos do filme. O elenco é composto por profissionais competentes que nos apresentam interessantes interpretações, entre os actores em destaque encontramos Vicent Gallo, um actor polémico que se comportou perante Copolla.

Ricardo Marques - Capitalism: A Love Story
Goste-se ou não do estilo interventivo, e quase panfletário, de Moore, a verdade é que os seus documentários acabam sempre por mostrar faces da sociedade ocidental que muitas das vezes preferimos ignorar. Em Capitalismo – Uma História de Amor, somos uma vez mais expostos ao espelho da nossa sociedade, com mais um retrato a nu dos pilares culturais do ocidente. Rossando muitas vezes o mau gosto, devido à manipulação descarada dos factos, Moore consegue pelo menos trazer ao grande público algumas questões em que pensar.

Rui Madureira - A Christmas Carol
O Natal aproxima-se a passos largos e todos aqueles que queiram relembrar o bom espírito natalício deverão ver este filme. A mais recente obra de Robert Zemeckis afirma-se como um dos mais espectaculares e fascinantes filmes dos últimos anos e um formidável Jim Carrey ajuda a expulsar o negrume do coração de qualquer Ebenezer Scrooge, português ou estrangeiro. Um conto eterno, transposto para o grande ecrã e adaptado às novas tecnologias computorizadas da forma mais bela e comovente possível.
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O DVD de “Michael Jackson's This is It”, um documentário sobre os últimos ensaios musicais do famoso cantor norte-americano que nos deixou em Junho deste ano, será lançado em DVD e em Blu-Ray a 26 de Janeiro de 2010, nos EUA e Canadá. As versões em DVD e Blu-Ray irão apresentar alguns mini-documentários e duas novas versões dos videoclips de “Smooth Criminal” e “Thriller”. O DVD de “Michael Jackson's This is It”, deverá custar aproximadamente, vinte e nove dólares.
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O estúdio responsável pela adaptação cinematográfica do famoso videojogo “Prince of Persia”, tem divulgado algumas imagens promocionais que demonstram as características mais aventureiras desta produção que será protagonizada por Jake Gyllenhaal, Gemma Arterton e Bem Kingsley. O filme irá relatar as aventuras de Dastan (Jake Gyllenhaal), um valente guerreiro que após demonstrar o seu valor em batalha, é adoptado pelo Rei da Pérsia como o seu legítimo herdeiro, para que os seus dois filhos não lutassem entre si pelo trono. Dastan junta-se à Princesa Tamina (Gemma Arterton) para resgatar as Areias do Tempo, um presente dos deuses que controlam o tempo, das mãos do vilão Nizam (Ben Kingsley). “Prince of Persia: The Sands of Time” será dirigido por Mike Newell e deverá estrear nos Estados Unidos Da América a 28 de Maio de 2010.

A versão contemporânea de “The Wolfman”, um remake cinematográfico da famosa produção original da década de quarenta, também tem recebido nos últimos tempos, alguns elementos promocionais oficiais que alimentaram ainda mais, o interesse do público por esta obra que será protagonizada por Benicio Del Toro, Anthony Hopkins, Emily Blunt e Hugo Weaving. O remake dirigido por Joe Johnston, irá nos contar a história de Lawrence Talbot (Benicio Del Toro), um nobre inglês que regressa à mansão da sua família após o misterioso desaparecimento do seu irmão, um regresso assombrado pelas memórias da sua trágica infância. A procura pelo seu irmão desaparecido é extremamente acidentada, sendo pautada por várias descobertas macabras que eventualmente levam à descoberta de uma antiga maldição que transforma as suas vítimas em Lobisomens, criaturas temíveis que apenas aparecem nas noites de Lua Cheia. “The Wolfman” deverá estrear nos Estados Unidos da América a 10 de Fevereiro de 2010.

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Os Óscares e os Razzies são dois prémios cinematográficos que distinguem respectivamente o melhor e o pior da sétima arte internacional. “Óscar & Razzie” é um espaço semanal que aproveita as características especiais desses prémios para enaltecer ou criticar os melhores e piores acontecimentos cinematográficos da semana.

Óscar – Shrek Forever After

A campanha de divulgação de “Shrek Forever After”, a quarta entrega da famosa saga de animação da DreamWorks, começou oficialmente esta semana com a exibição da primeira imagem oficial do filme. O elenco principal das três produções anteriores irá regressar nesta nova aventura que aparentemente irá abordar algumas temáticas mais adultas, como por exemplo, a crise de identidade. O confronto comercial e qualitativo entre “Toy Story 3” e “Shrek Forever After” será verdadeiramente interessante, até porque ambos os filmes terão uma estreia norte-americana extremamente próxima. O trailer oficial de “Shrek Forever After” será exibido imediatamente antes de “Avatar”, devendo o filme estrear a 21 de Maio de 2010.

Razzie – O Sucesso Comercial de New Moon

As baixas expectativas qualitativas em relação a “New Moon” foram amplamente confirmadas, infelizmente esse pequeno pormenor não demoveu milhões de pessoas de assistirem à sequela de “Twilight”. A grande popularidade desta história vampírica, levou milhões de pessoas aos cinemas norte-americanos, um elevado movimento populacional que facilmente transformou esta produção numa das estreias mais rentáveis de todos os tempos naquele país, sendo apenas superada por “The Dark Knight” e “Spider-Man 3”. A estreia internacional também acompanhou a tendência norte-americana porque foram registados inúmeros recordes de assistência em vários países europeus e sul-americanos.

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A 61ª Edição dos Germany`s Bamby Awards foi agraciada com a presença de grandes figuras do espectáculo, nomeadamente Kate Winslet e Christoph Waltz que conquistaram respectivamente, os prémios de Melhor Actriz Internacional (The Reader) e de Melhor Actor Internacional (Inglorious Bastards). A colombiana Shakira também marcou presença nesta cerimónia e também foi considerada a Melhor Cantora Pop Internacional pelos jurados dos prémios. Os Bambi Awards equivalem aos Globos de Ouro, porque homenageiam todos os anos os melhores trabalhos nas áreas do cinema, da televisão, da música, da moda e do desporto.
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Realizado por Michael Moore

As maiores potências económicas da actualidade foram inegavelmente afectadas pelas devastadoras consequências financeiras do enorme colapso da economia internacional, no entanto, essas grandes potências económicas foram indirectamente responsáveis pelo agravamento e pelo desenvolvimento deste colapso que foi provocado por inúmeros responsáveis de inúmeras classes e nacionalidades. As consequências sociológicas e psicológicas que esta crise económico-financeira provou nos norte-americanos, um dos povos mais afectados pelo colapso, são agora abordadas por Michael Moore em “Capitalism: A Love Story”, um documentário extremamente acutilante que infelizmente, sobrepõem o sensacionalismo à imparcialidade.
A ausência de “Capitalism: A Love Story” da famosa lista dos pré-nomeados ao Óscar de Melhor Documentário não é uma coincidência, todos sabemos que todos os anos, os membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, escolhem os documentários que melhor exprimem o verdadeiro espírito informativo deste género, é verdade que num passado recente, Michael Moore arrecadou duas nomeações para este prémio, uma das quais resultou numa vitória, no entanto, esses dois documentários, "Bowling for Columbine" (2002) e "Sicko" (2007), obedeceram aos critérios de selecção da Academia porque, apesar das suas polémicas características, conseguiriam informar o espectador sobre questões extremamente pertinentes, algo que “Capitalism: A Love Story” não consegue fazer. À semelhança de "Fahrenheit 9/11" (2004), “Capitalism: A Love Story” é um hino à polémica e à destabilização, características que obtêm receitas nas bilheteiras e atenção na imprensa mas que não resolvem nenhuma questão. As informações contidas neste documentário são extremamente sensacionalistas e em nenhum momento contribuem para uma explicitação concreta desta grave crise internacional, no entanto, à luz da subjectividade narrativa deste documentário, cada espectador é livre de concordar ou discordar com as informações apresentadas, consoante a sua opinião pessoal. A análise efectuada por Michael Moore é, na minha opinião, bastante deficitária porque se restringe ao culpado mais conhecido do colapso financeiro, ou seja, as grandes corporações norte-americanas, esquecendo por exemplo, a esmagadora percentagem da população norte-americana que desde a última grande crise económica (1929), tem vivido acima das suas possibilidades, desejando tudo aquilo que materialmente não pode adquirir numa tentativa fútil de prosseguir o sonho americano. As grandes corporações norte-americanas são culpadas mas não são as únicas responsáveis pelo actual estado da economia, no entanto, ao visionarmos este documentários ficamos com essa sensação que simplesmente não corresponde à verdade, assim sendo, é impossível obtermos um documentário verdadeiramente informativo quando não são explorados outros culpados, outras justificações ou outras versões menos populistas e mais académicas.
O desenvolvimento do documentário é composto por algumas exposições críticas dos fundamentos históricos e actualistas do capitalismo, exposições que infelizmente pecam pela falta de objectividade e imparcialidade. A história romântica prevista no título desta produção é exteriorizada numa análise da relação dos norte-americanos com o capitalismo, uma relação duradoura que remonta ao inicio do século passado e que tem conhecido alguns altos e baixos ao longo dos tempos, atravessando actualmente uma fase claramente negativa. Os exemplos fornecidos pelo cineasta para justificar o desgaste do modelo económico são extremamente tendenciosos, sendo amplamente incorrectos em alguns casos, uma situação que exemplifica novamente a falta de neutralidade deste cineasta que utiliza o seu sentido crítico para manipular a realidade. Ao longo das explicitações das consequências da falência capitalista na economia nacional e internacional, Michael Moore comete o grave erro de vitimizar as classes sociais mais baixas e vilanizar as classes sociais mais altas, uma atitude populista que poderá incorrer numa injustiça social porque nem todos os pobres são inocentes e nem todos os ricos são culpados, uma atitude que também poderá descambar para uma construção comunista, amplamente criticada pelos norte-americanos. As opiniões de Michael Moore são traduzidas em críticas destrutivas, quando neste caso, era altamente aconselhável uma abordagem baseada em críticas construtivas que apresentassem soluções que os norte-americanos pudessem reivindicar publicamente, como conseguiu fazer em “Sicko” ou em “Bowling for Columbine”, “Capitalism: A Love Story” é portanto uma expressão activista substancialmente vazia e polémica.
O colapso financeiro não representa o colapso do capitalismo, uma ideia que infelizmente não é vincada por Michael Moore que apela ingenuamente à extinção de um modelo que actualmente se encontra em processo de remodelação, uma reestruturação que deverá evitar crises desta magnitude no futuro. O sensacionalismo de “Capitalism: A Love Story” era dispensável, os norte-americanos precisavam de um documentário mais abrangente e mais fiável que lhes fornecesse uma explicação concreta dos acontecimentos que levaram ao colapso e não um verdadeiro desfile de polémicas inconfirmáveis que aumentam a destabilização e a desconfiança dos consumidores numa época de recuperarão do espírito competitivo. Os espectadores nacionais não encontrarão grandes elementos de interesse neste documentário que é claramente direccionado à população economicamente frustrada dos Estados Unidos da América.

Classificação – 2 Estrelas Em 5
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O sucessor musical de “Chicago”, um fenómeno cinematográfico que arrecadou inúmeras consagrações internacionais no inicio desta década, chegará às nossas salas de cinema a 14 de Janeiro de 2010. “Nine” é uma adaptação cinematográfica do homónimo musical norte-americano que nos apresenta uma extrovertida história que é protagonizada por Guido Contini, um cineasta que procura encontrar o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, com um sem fim de relações amorosas, profissionais e familiares pelo meio. O elenco desta produção é composto por grandes nomes internacionais como Daniel Day-Lewis, Marion Cotillard, Penélope Cruz, Kate Hudson, Fergie, Nicole Kidman, Sophia Loren e Judi Dench. A realização deste projecto musical ficou a cargo de Rob Marshal. “Nine”, apontado como um dos grandes favoritos aos principais prémios cinematográficos do próximo ano, estreará a 18 de Dezembro de 2009 nos EUA.
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Realizado por Chris Weitz
Com Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Michael Sheen

Aproximadamente um ano após a estreia de “Twilight”, a épica e romanesca saga vampírica de Stephenie Meyer continua a sua adaptação ao cinema com o seu segundo capítulo: “The Twilight Saga: New Moon”. Chris Weitz, realizador de filmes como o simpático “About a Boy” e o menos bem sucedido “The Golden Compass”, substitui Catherine Hardwicke no comando da realização e consegue imprimir à saga uma maior dose de adrenalina e profundidade dramática. “The Twilight Saga: New Moon” é um filme mais completo e em última análise, mais cativante que o seu predecessor. Porém e como mais adiante veremos, não está imune a algumas falhas que prejudicam o seu equilíbrio e qualidade cinematográfica.
Depois de no primeiro filme, Bella Swan (Stewart) ter conquistado o coração do misterioso vampiro Edward Cullen (Pattinson), e depois de ambos terem sobrevivido ao ataque inesperado de um grupo de vampiros liderados por Angela (Christian Serratos), o casal altamente improvável encontra-se no auge da sua relação. A humana Bella já não consegue imaginar a sua vida sem Edward e o vampiro morre de amores pela jovem rapariga. Ainda assim, neste filme o casal descobre que nem tudo são rosas no seu romântico relacionamento. Bella começa a recear a impiedosa passagem do tempo, sofrendo com o facto de a relação entre ambos ter um prazo de validade implícito: ela é mortal e ele não. Edward, por sua vez, não aceita transformar Bella num vampiro pois receia amaldiçoar para sempre a alma da pobre rapariga e tudo deseja menos transformá-la num monstro sugador de sangue. No pesaroso dia de aniversário de Bella, um incidente ocorre na casa dos Cullen. Um incidente que vai abrir os olhos de Edward para a total impossibilidade do relacionamento entre ambos. Um incidente que levará o vampiro a abandonar Bella, num último gesto de amor em benefício da jovem.


Não aceitando de forma alguma a separação forçada do seu grande amor, Bella sofre angustiantemente durante vários meses até encontrar algum consolo nos braços de Jacob Black (Lautner), o seu melhor amigo de infância. Jacob não esconde os seus sentimentos para com Bella e tenta fazê-la esquecer o maldito vampiro. Porém, num dia como tantos outros, Jacob começa a sentir uma curiosa febre por todo o corpo e é também obrigado a afastar-se da rapariga. Assim começa uma fatal cadeia de acontecimentos que levará Bella a escolher entre lobisomem ou vampiro. Pois Bella, Edward e Jacob formam um trio impossível de coexistir, quanto mais não seja pelo ódio de raça que separa os dois rapazes.
“The Twilight Saga: New Moon” é um filme que pertence por inteiro a Kristen Stewart e à sua Bella Swan. A quase totalidade do filme é preenchida por uma incansável viagem aos sentimentos obscuros de Bella, uma pobre rapariga que de tanto amar, só deseja morrer. Essa grande viagem psicológica, confusa mas aliciante, acaba por ser a grande virtude do filme. Depois do romance adolescente e cor-de-rosa do primeiro filme, aqui tudo é mais obscuro, complicado e simplesmente realista. Foi essencialmente neste ponto que os produtores do filme trabalharam, na tentativa de tornar a história mais adulta e assim cativar um maior número de espectadores. De certa forma, percebe-se isto pelo aprofundar das emoções envolvidas e pelo paralelismo traçado com o eterno “Romeu e Julieta”. Contudo, para um público mais exigente, este amor entre humana e vampiro continuará a não significar mais que uma paixoneta adolescente. Percebe-se também que a obra literária de Stephenie Meyer apresenta longos intervalos de tempo onde a individualidade de cada personagem se descobre e desenvolve. Infelizmente o filme falha nesse aspecto, porque não quer perder demasiado tempo naquilo que o poderia tornar mais aliciante. Por vezes, tudo acontece de forma demasiado rápida e previsível, o que prejudica o realismo da película e a credibilidade das personagens.


Os efeitos especiais estão a um nível acima da média e devo dizer que é a primeira vez que vejo lobisomens credíveis no grande ecrã. Mas ainda assim, há uma enormíssima falha: Jacob rasga os calções que enverga quando se transforma, mas quando volta ao seu estado normal, ali estão novamente os calções sem um arranhão ou fio solto, misterioso não é? Percebem-se as limitações de um filme dirigido para um público mais jovem e classificado como “PG-13”, uma classificação que equivalente a maiores de doze anos. Por causa disto, percebe-se que seria um aborrecimento ver Jacob sem calções após a transformação. Mas se pretendem simular a realidade, não podem simplesmente ignorar um aspecto destes. “The Twilight Saga: New Moon” apresenta também, na minha opinião, os mesmos pecados do primeiro filme. Ou seja, por vezes a história deixa-se adormecer, acusando alguma falta de dinâmica. E acima de tudo, falta-lhe um clímax mais intenso, marcante e ambicioso. As cenas finais prometem muito, mas acabam por decorrer de forma algo sensaborona.
Apesar de tudo isto, esta obra de Chris Weitz não é um mau filme. A certos espaços consegue ser cativante e inspirador (a cena que encerra o filme é deliciosa) e acima de tudo, estamos perante um bom filme de entretenimento (sobretudo para o público mais jovem). Pena é não ser capaz de quebrar barreiras estereotipadas, ir para além do habitual e morrer numa vulgaridade que muitos acharão inconsequente.

Classificação - 3,5 Estrelas Em 5

Leia a 2ª Crítica - AQUI
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As gravações de “Breaking Dawn” começarão no inicio do próximo ano, segundo avançam algumas publicações norte-americanas. Os excelentes resultados comerciais obtidos por “New Moon”, agradaram à Summit Entertainment que não hesitou em encomendar o grande final cinematográfico desta famosa saga vampírica. A extensão da história de “Breaking Dawn” poderá obrigar à sua divisão em dois filmes, como acontecerá por exemplo, com a última entrega cinematográfica de “Harry Potter”, no entanto, ainda nada foi confirmado sobre esta possibilidade. Os actores principais de “Twilight” e “New Moon” deverão interpretar as suas respectivas personagens em “Breaking Dawn”, uma produção que abordará temáticas mais sérias como a gravidez na adolescência ou as problemáticas do aborto. “Breaking Dawn” deverá estrear no Inverno de 2011.
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O argumento da primeira parte de “The Hobbit” está concluído, segundo avançou recentemente Peter Jackson. O produtor desta prequela do grande sucesso comercial dirigido pelo próprio, "The Lord Of The Rings”, confirmou à imprensa norte-americana que a história desta obra será dividida em duas partes, sendo que o argumento da primeira metade já está terminado e já foi inclusivamente aceite pelo estúdio responsável pela produção do filme. O argumento da segunda parte está bem encaminhado, segundo fontes próximas ao produtor. O realizador deste projecto será Guillermo Del Toro. “The Hobbit – 1ª Parte” deverá estrear no último trimestre de 2011, caso os prazos de gravações se mantenham inalterados.
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Realizado por Michael Hoffman
Com Helen Mirren, Christopher Plummer, Paul Giamatti
Género – Drama
Estreia Mundial – 4 de Dezembro de 2009
Sinopse – A história desta produção dramática, acompanha os últimos momentos do extraordinário e lendário Leo Tolstoy, um famoso escritor russo, mundialmente conhecido pelos seus trabalhos literários de grande qualidade.

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Corrigindo uma notícia lançada no Portal Cinema há algumas semanas atrás, "Paranormal Activity" - a mais recente "bomba" do género fantástico - viu a sua data de estreia adiantada uma semana. Desta forma, o filme-surpresa deste ano estreará já na próxima semana, mais precisamente a 3 de Dezembro. Uma vez mais, as distribuidoras nacionais parecem não saber a quantas andam, modificando as datas de estreia dos filmes ao sabor do vento. Porém, neste caso em particular e tratando-se de um adiantamento, os fãs deste género até agradecem.
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Realizada por: Marcos Siega
Temporadas : 1 (A Decorrer)
Com : Nina Dobrey, Paul Wesley , Ian Somerhalder

"Love Sucks"

Numa altura em que os vampiros estão na moda com a loucura da saga "Twilight", hoje este espaço fala um pouco sobre a série "The vampire diaries". Esta série de TV é baseada nos livros de Lisa Jane Smith e é sobre uma rapariga chamada Elena Gilbert e dois irmãos vampiros Stefan e Damon Salvatore. A série estreou este ano e é digirida por Marcos Siega.

Elena Gilbert (Nina Dobrev) recupera de uma tragédia, os seus pais foram mortes num acidente de viação, vive com o seu irmão Jeremy e a sua tia Jenna. Era uma das raparigas populares da escola mas com o acidente tudo mudou. Tem como melhores amigas Bonnie e Caroline e o seu ex-namorado e amigo de infância Matt. A sua vida começara a mudar com a chegada de Stefan (Paul Wesley). Stefan parece um jovem de dezoito anos mas a sua idade ultrapassa os cem anos, educado, elegante, acabará por cair nas boas graças Elena. Já Damon (Ian Somerhalder) é o oposto do irmão e se for preciso matar humanos não tem problema algum. Jeremy (Steven R.McQueen) é a grande dor de cabeça de Elena, consume drogas, bebe muito, tudo para tentar esquecer a tragédia que os abalou quatro meses antes. Dois vampiros, um do lado do bem e outro do lado do mal, interessados na mesma rapariga e com ideais completamente diferentes serão o ponto de partida para a série.
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Pré-Nomeado Ao Óscar De Melhor Curta-Metragem De Animação

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O realizador Roman Polanski, detido na Suíça desde Setembro, poderá vir a ser libertado mediante o pagamento de uma caução de aproximadamente três milhões de euros, valor estabelecido pelo Tribunal Penal Federal que aceitou o recurso efectuado pela defesa do cineasta. O tribunal considerou que o pagamento da fiança associado à apreensão dos seus documentos de identificação e à estadia numa residência com controlo electrónico são suficientes para impedir uma eventual fuga. Roman Polanski, actualmente com setenta e seis anos, foi detido no Aeroporto de Zurique, a pedido das autoridades norte-americanas, quando tentava entrar no país para receber um prémio. A detenção foi portanto, uma resposta judicial a um mandado de captura internacional emitido pelas entidades norte-americanas que pretendem condenar o famoso realizador pelo crime de abuso sexual de menores, uma infracção que legalmente é punida com prisão efectiva.
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O novo trabalho de Hugh Jackman será “Real Steel”, uma produção de ficção-cientifica baseada num conto literário de Richard Matheson. A história desta produção será temporalmente situada num futuro próximo, onde o boxe entre seres humanos é banido, só podendo ser praticado por robots que alimentam o espectáculo humano. Hugh Jackman irá interpretar um ex-lutador que se torna organizador dessas lutas. Shawn Levy será o realizador deste projecto que será desenvolvido pela DreamWorks.

Uma Thurman irá substituir Nicole Kidman em “Bel Ami”, um drama repleto de sedução e erotismo que será protagonizado por Robert Pattinson. Nicole Kidman recusou protagonizar a história, alegando problemas incontornáveis de agenda. Uma Thurman será uma das várias conquistas românticas de Georges Duroy (Robert Pattinson), um jovem do exército francês que se aproxima da alta sociedade, recorrendo aos seus dotes de sedução para conquistar as mulheres mais influentes. “Bel Ami” será realizado por Declan Donnellan e Nick Ormerod.

O elenco principal de “Shrek Forever After” está finalmente definido. Mike Myers, Eddie Murphy e Cameron Diaz voltaram a emprestar a sua voz às três grandes personagens da história. O elenco secundário será encabeçado por Kathy Griffin e Kristin Schaal, duas famosas actrizes norte-americanas que irão emprestar as suas vozes às vilãs desta aventura, duas impiedosas bruxas que adoram caçar ogres. Jon Hamm também interpretará um vilão. A história de “Shrek Forever After” irá acompanhar uma crise de personalidade e de identidade que subitamente afecta a grande estrela desta saga, Shrek. A estreia mundial desta produção está prevista para Maio de 2010.

Jean-Claude Van Damme e Dolph Lundgren irão participar em “Universal Soldier: Regeneration”, onde irão assumir as personagens que também interpretaram em “Universal Soldier”. A história desta terceira produção será protagonizada por Luc Deveraux (Jean-Claude Van Damme) que será reactivado para impedir que um novo soldado universal, NGU (Andrei Arlovski) domine as forças policiais. Andrew Scott (Dolph Lundgren) também regressará para atormentar Deveraux. “Universal Soldier: Regeneration” será realizado por John Hyams.

O novo projecto cinematográfico de Kristen Stewart é “The Yellow Handkerchief”. A famosa protagonista de “Twilight” e “New Moon” regressa assim aos dramas para interpretar Martine (Kristen Stewart), uma jovem problemática que tenta fugir da sua família, acabando por embarcar numa conturbada viagem com Gordy (Eddie Redmayne) e Brett (William Hurt), duas pessoas que lhe proporcionaram algumas surpresas.

A primeira-dama francesa, Carla Bruni, confirmou à imprensa desse país, a sua presença oficial no elenco do próximo filme de Woody Allen. As declarações da cantora e modelo, confirmaram que Woody Allen a convidou directamente para participar num projecto que ainda está em desenvolvimento. Carla Bruni já apareceu no cinema no passado através de “Prêt-à-Porter” (1994), um filme de Robert Altman, em que Bruni fazia de si própria.

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Um ano depois da estreia mundial de “Twilight", chega-nos "New Moon", a adaptação cinematográfica do segundo volume da famosa colectânea literária de Stephenie Meyer. Esta nova aventura vampírica é dirigida por Chris Weitz que substituiu Catherine Hardwickena no comando cinematográfico desta saga. “New Moon” acompanha os acontecimentos posteriores à partida de Edward Cullen da pequena cidade norte-americana onde vivia, deixando Bella sozinha após uma trágica festa de aniversário. A destroçada Bella, vagueia pelo último ano do secundário, paralisada de medo e sozinha, descobre que a imagem de Edward regressa quando ela se encontra em grandes momentos de adrenalina. O desejo de estar com ele a qualquer custo, leva-a a expor-se a riscos cada vez maiores e com a ajuda do seu amigo de infância, Jacob Black, Bella renova a sua velha mota para a acompanhar nas suas aventuras. O coração gélido de Bella vai, gradualmente, derretendo devido à relação de companheirismo que estabelece com Jacob, um membro da misteriosa tribo Quileute, que tem o seu próprio segredo sobrenatural. Quando o destino de Bella a coloca cara a cara com um antigo inimigo, apenas a intervenção de uma alcateia, constituída por lobos invulgarmente robustos, a salva de um sinistro destino. O encontro evidencia, assustadoramente, que Bella ainda se encontra em perigo iminente. Numa corrida contra o tempo, Bella descobre o segredo dos Quileutes e a verdadeira motivação pela qual Edward a deixou, ela vai ter ainda que enfrentar a possibilidade de um reencontro, potencialmente mortal, com o seu amado. O fenómeno de popularidade de “New Moon”, obrigou a distribuidora nacional desta produção a antecipar a sua exibição, assim sendo, “New Moon” estreia hoje às 23:45 em várias salas de cinema espalhadas pelo país.

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Lua Nova (The Twilight Saga: New Moon)
Realizado por Chris Weitz
Com Kristen Stewart, Robert Pattinson, Billy Burke, Taylor Lautner
Género – Romance
Duração – 130 Min.
Pais de Origem – EUA
Sinopse – inesperada partida de Edward (Robert Pattinson) deixa Bella Swan (Kristen Stewart) completamente perdida. Inconsolável, encontra algum conforto no fascinante e enigmático Jacob (Taylor Lautner), um amigo de infância, sem imaginar que ele pertence ao clã de lobisomens Quileute, os inimigos ancestrais dos vampiros. Mas, quando Bella se confronta com um velho inimigo e é salva por uma alcateia de lobos, percebe que está envolvida numa guerra entre as duas raças e que, para sobreviver, terá de enfrentar os fantasmas do passado.

Capitalism: A Love Story
Realizado por Michael Moore
Com Michael Moore
Género – Documentário
Duração – 120 Min,
Pais de Origem – EUA
Sinopse – Na sequência do colapso da economia mundial em 2008, a classe média americana enfrenta actualmente a maior taxa de desemprego dos últimos 26 anos, tendo atingido os dois dígitos. Decidido a encontrar as respostas por que todos anseiam, Michael Moore entra em acção, de câmara em riste, pedindo explicações ao poder político e às instituições financeiras.

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Os dez pré-nomeados ao Óscar de Melhor Curta Metragem De Animação foram recentemente divulgados pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. As obras nomeadas são praticamente desconhecidas do grande público internacional, excepção feita a “Partly Couldy” que acompanhou a exibição mundial de “Up”. As nomeações definitivas serão conhecidas a 2 de Fevereiro de 2010.

“The Cat Piano” de Eddie White e Ari Gibson
“French Roas” de Fabrice O. Joubert
“Granny O’Grimm’s Sleeping Beauty” de Nicky Phelan
“The Kinematograph” de Tomek Baginski
“La Dama y La Muerte” de Javier Recio Gracia
“Logorama” de Nicolas Schmerkin
“A Matter of Loaf and Death” de Nick Park
“Partly Couldy” de Peter Sohn
“Runaway” de Cordell Barker
“Variete” de Roelof van den Bergh
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Realizado por Dominic Polcino
Com Seth MacFarlane, Alex Borstein, Seth Green
Género – Animação
Estreia Mundial Na Televisão – 22 de Dezembro de 2009
Sinopse – A sequela da primeira paródia de “Star Wars”, efectuada pela famosa série televisiva “Family Guy”, será baseada nos acontecimentos de “Star Wars: Episode V
- The Empire Strikes Back” e colocará as animadas personagens desta divertida série, em situações extremamente caricatas e irónicas.

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Realizado por Betty Thomas
Com Eddie Murphy, Ossie Davis, Oliver Platt, Chris Rock

As grandes comédias de Hollywood que apostam em histórias que envolvem animais, raramente obtêm resultados negativos nas bilheteiras porque se mostram capazes de agradar à grande maioria dos espectadores que procuram um filme simples mas extremamente divertido e alegre. “Doctor Dolittle” reúne todos esses elementos de entretenimento e ainda nos oferece uma prestação de luxo de Eddie Murphy, um grande humorista que nos últimos tempos tem-nos desiludido profissionalmente. A história desta comédia é protagonizada por John Dolittle (Murphy), um médico de sucesso e fervoroso pai de família que revela um talento que esconde desde a infância, a habilidade de comunicar com os animais, agora todos os animais vêm ter com o doutor à procura de conselhos, lançando uma cadeia de eventos que irá virar o seu mundo de cabeça para baixo.


A narrativa é extremamente simples e oferece-nos as típicas moralidades deste género cinematográfico ao falar-nos sobre o nosso dever de respeitar a vida selvagem e sobre a importância de sermos fiéis à nossa verdadeira natureza. Os momentos humorísticos são maioritariamente protagonizados pelos diversos animais que participam na história, nomeadamente por Lucky e Rodnie, um cão bastante astuto e um porquinho-da-índia extremamente radical. A realização de Betty Thomas é simplista mas apresenta alguns planos que enaltecem os momentos humorísticos dos animais. O elenco é encabeçado por Eddie Murphy, um divertido actor que nos oferece uma interessante performance humorística. O elenco secundário é competente e o elenco animal, vocalmente animado por algumas celebridades internacionais, também nos convence. Em suma, “Doctor Dolittle” é uma interessante comédia animal que muito provavelmente, conseguirá divertir os espectadores.


Classificação – 3 Estrelas Em 5

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Realizado por Luc Besson
Com Penny Balfour, Freddie Highmore, Mia Farrow
Género – Animação
Estreia Mundial – 10 de Dezembro de 2009
Sinopse – Artur está em êxtase pois nessa noite será o décimo ciclo da lua e ele poderá, finalmente, regressar à terra dos Minimeus e reencontrar Selénia. Na vila, os Minimeus prepararam um grande banquete em sua honra e a jovem princesa usa o seu vestido de pétalas de rosa. Mas o pai de Artur escolhe este dia tão aguardado para anunciar o fim das suas férias na casa da Avó. Quando se preparam para regressar, uma aranha deposita um grão de arroz na mão de Artur com a sigla S.O.S. gravada. Não há dúvida, Selénia está em perigo! Artur não pensa duas vezes e corre em seu auxílio, mesmo que isso implique improvisar uma passagem perigosa, cair de cabeça no bar do Max, tropeçar nas tropas do Kröb, o novo tirano dos Sete Reinos, salvar a pele de Betameche, lutar com ratazanas, sapos e aranhas peludas, tudo para descobrir, mal chega à vila dos Minimeus, que nunca foi chamado!

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Steven Spielberg e Stephen King irão unir esforços para desenvolver uma nova série televisiva baseada no último best-seller do famoso escritor, um thriller sobrenatural intitulado “Under The Dome”. Os direitos da obra literária foram comprados pela DreamWorks TV que agora pretende produzir uma pequena produção televisiva que posteriormente será vendida ao canal norte-americano que apresentar a melhor oferta. “Under The Dome” irá explorar o drama resultante de uma pequena cidade norte-americana que fica subitamente envolvida por um escudo invisível e à medida que os habitantes tentam sobreviver, várias facções vão surgindo lideradas por personagens enigmáticas.
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Realizado por Robert Zemeckis
Com Jim Carrey, Steve Valentine, Daryl Sabara

A aventura natalícia idealizada por Charles Dickens é novamente adaptada ao cinema por Robert Zemeckis, um imaginativo cineasta que nos últimos tempos tem apostado na inovadora tecnologia de animação digital, tecnologia essa que utilizou novamente nesta razoável adaptação cinematográfica de “A Christmas Carol”. A história desta célebre produção natalícia é protagonizada por Ebenezer Scrooge (Jim Carrey), um homem de coração duro que não acredita no espírito natalício e que portanto, começa a época natalícia com o seu habitual mau humor, gritando com maus modos ao seu fiel empregado e ao seu alegre e carinhoso sobrinho, no entanto, quando três fantasmas temporais o levam numa viagem reveladora de muitas verdades que o velho avarento não quer enfrentar, ele vai ter de abrir o seu coração para apagar anos de ruindade antes que seja tarde demais.


O argumento é baseado numa história literária amplamente conhecida que foi inúmeras vezes adaptada ao grande ecrã através de vários géneros cinematográficos, logo é praticamente impossível que alguém desconheça as moralidades subjacentes a esta famosa história que nos elucida sobre a avareza, o materialismo e a importância do amor. A narrativa desta produção animada é emocionalmente incompetente, ou seja, raramente consegue transmitir ao espectador a verdadeira essência desta época e desta história. A narrativa claramente dirigida aos espectadores mais novos, também não envereda por caminhos moralmente complexos, como acontece por exemplo com outras versões substancialmente mais adultas desta intemporal história. A própria evolução subjectiva da personagem principal é fragilmente acompanhada pelo argumento que desfortalece constantemente a sua magnifica viagem, algo que descredibiliza a sua impressionante transformação.


Esta versão digitalizada de Robert Zemeckis é visualmente deslumbrante, apostando em inúmeros elementos tecnológicos verdadeiramente esplendorosos que deverão surpreender qualquer espectador de qualquer idade. A exuberância dos pormenores animados é demonstrada através das personagens animadas que são esteticamente realistas e dos cenários que são extremamente pormenorizados. O criativo realizador conseguiu apresentar-nos alguns planos cinematográficos verdadeiramente elegantes e interessantes que aproveitam ao máximo a qualidade da animação digital. “A Christmas Carol” também é pautado por inúmeros momentos de adrenalina desnecessários que obviamente existem para agradar aos espectadores mais jovens. O elenco é qualitativamente liderado por Jim Carrey, um engraçado actor que interpreta na perfeição as suas quatro personagens.


O argumento de “A Christmas Carol” ficou muito aquém das expectativas porque não conseguiu representar com uma fidedigna emoção, o espírito natalício presente na fantástica obra de Charels Dickens. A qualidade técnica desta produção é impressionante, no entanto, não é suficiente para a colocar na lista das melhores adaptações cinematográficas deste clássico literário.

Classificação – 3 Estrelas Em 5
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Realizado por Dominic Sena
Com Nicolas Cage, Ron Perlman, Stephen Campbell Moore
Género – Terror
Estreia Mundial – 19 de Março de 2010
Sinopse – Séc. XIV. Um grupo de cavaleiros transporta uma rapariga suspeita de bruxaria até um mosteiro onde irá ser julgada pelos monges. Mas a viagem vai ser mais longa do que imaginavam.

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