Realizado por Stephen Frears
Com Michelle Pfeiffer, Rupert Friend, Kathy Bates

O aclamado Stephen Frears, um dos cineastas britânicos mais premiados da actualidade, apresenta-nos “Chéri”, uma adaptação cinematográfica do homónimo romance de Colette. A acção da história situa-se na França da Belle Époque, onde Lea de Lonval (Michelle Pfeiffer), uma cortesã parisiense de meia-idade, inicia uma ligação romântica com o jovem Chéri (Rupert Friend), filho mimado de uma mulher poderosa, também ela cortesã. Seis anos depois, pressentindo as consequências da relação de Chéri com Lea, a mãe do rapaz (Kathy Bates) decide-se por um casamento de conveniência, obrigando o filho a desposar a jovem e inocente Edmée (Felicity Jones), proveniente de uma família rica e bem conceituada, no entanto, à medida que o casamento com Edmée se aproxima, Lea e Chéri percebem que a sua ligação tem raízes muito mais profundas do que poderiam imaginar.
O argumento é moderadamente interessante mas apresenta-nos algumas falhas imperdoáveis que afectam o desenvolvimento da acção. A principal característica negativa da narrativa é a sua pureza excessiva porque se esperava mais polémica e paixão de uma obra sobre cortesãs atiradiças e romances inapropriados. A construção das personagens também é extremamente banal, sendo as suas intenções sentimentais completamente previsíveis e desinspiradas. Entre os principais pontos positivos da história encontramos os fantásticos diálogos que através da sua construção extremamente irónica, incutem alguma classe e diversão à história. A talentosa direcção de Stephen Frears une-se aos diversos pormenores de qualidade dos vários aspectos técnicos que embelezam e credibilizam esta obra, nomeadamente a clássica fotografia e o extenso guarda-roupa que representam na perfeição a época temporal da história. O elenco também se destaca pela positiva através das grandes performances individuais de Michelle Pfeiffer e Kathy Bates, duas grandes actrizes que surpreendem novamente o público com duas prestações extremamente completas que abafam as debilidades das suas personagens.
Esta nova produção de Stephen Frears é agradável mas é substancialmente e criativamente mais débil que os seus últimos trabalhos cinematográficos, no entanto, poderá agradar aos espectadores que apreciem uma simples história romântica sobre paixões polémicas.


Classificação – 3 Estrelas Em 5
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O nosso país recebe esta semana “G-Force”, uma comédia de aventuras sobre a mais recente evolução de um programa governamental, clandestino, de treino de animais para espionagem. Munidos com o mais evoluído equipamento tecnológico de espionagem, estas cobaias descobrem que o destino do mundo está nas suas patas. Alistados na FORÇA-G estão as cobaias Darwin, o líder de equipa determinado a obter o êxito a qualquer custo; Blaster, um escandaloso perito em armamento com grande atitude e um amor por todas as coisas radicais; Juarez, uma sedutora especialista em artes marciais; o indetectável perito de reconhecimento Mooch, e uma toupeira, Speckles, munida de ciber-inteligência.





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Força G (G-Force)
Realizado por Hoyt Yeatman
Com Sam Rockwell, Penélope Cruz, Nicolas Cage, Will Arnett
Género – Comédia
Duração – 88 Min.
País de Origem – EUA
Sinopse – Na Força-G, estão as cobaias Darwin (Sam Rockwell), que lidera a equipa com coragem, disposto a tudo para provar o que vale; Blaster (Tracy Morgan), perito em munições e obcecado por experiências radicais; Juarez (Penélope Cruz), uma muito sexy entendida em artes marciais; a ociosa Hurley (Jon Favreau), que não suporta injustiças; a toupeira Speckles (Nicolas Cage), dotada de grande discernimento e inteligência, e o hamster Bucky (Steve Buscemi), que se esforça por ultrapassar os seus graves problemas territoriais. Munidos de tecnologia de ponta e um treino intensivo, estes heróis vão descobrir que o mundo está sob o domínio de um milionário diabólico. Agora está nas suas mãos (perdão, patas) a salvação de todos.

Longe da Terra Queimada (The Burning Plain)
Realizado por Guillermo Arriaga
Com Charlize Theron, Kim Basinger, Joaquim de Almeida, Jennifer Lawrence
Género – Drama
Duração – 111 Min.
País de Origem – EUA
Sinopse – Quatro histórias conturbadas de três gerações: dois adolescentes mexicanos, Mariana (Jennifer Lawrence) e Santiago (JD Pardo), encontram o amor na trágica morte dos pais; Maria (Tessa La), uma menina sem mãe, vê a sua vida transformar-se para sempre no dia em que o pai sofre um acidente de viação; Sylvia (Charlize Theron), uma mulher perseguida pelo passado, procura a remissão de antigos pecados; e, finalmente, Nick (Joaquim de Almeida) e Gina (Kim Basinger), um casal cujo amor interdito é o ponto de partida de tudo o resto.

Fama (Fame)
Realizado por Kevin Tancharoen
Com Naturi Naughton, Kay Panabaker, Anna Maria Perez de Tagle, Kelsey Grammer
Género – Musical
Duração – 108 Min.
País de Origem – EUA
Sinopse – Um musical sobre o talento, dedicação e espírito de sacrifício de vários alunos de uma escola de artes de Nova Iorque (a New York City High School For The Performing Arts), movidos pelo desejo de fazer carreira no mundo do espectáculo. Histórias de amizade, amor e competição seguindo o percurso individual enquanto artistas e seres humanos em direcção à tão desejada fama.

Maldito United (The Damned United)
Realizado por Tom Hooper
Com Colm Meaney, Henry Goodman, Oliver Stokes
Género – Drama
Duração – 97 Min.
País de Origem – UK
Sinopse – Os históricos 44 dias em que Brian Clough (Michael Sheen), considerado um dos maiores treinadores ingleses de todos os tempos, liderou o Leeds United. Don Revie (Colm Meaney), que ao longo de anos levou a equipa de futebol a uma espiral de sucessos que culminou na Liga dos Campeões, abandona o cargo para assumir o lugar de seleccionador nacional da equipa inglesa. Dias depois, para surpresa de todos, o arrogante e politicamente incorrecto Brian Clough é contratado para o lugar. Criticando tudo o que o antigo técnico conseguira até então, começa do zero uma nova relação com os jogadores e com os adeptos do Leeds United. Mas o péssimo arranque de época - apenas uma vitória em seis jogos - viria a determinar o seu afastamento em tempo recorde.

Caçadores de Vampiras Lésbicas (Lesbian Vampire Killers)
Realizado por Phil Claydon
Com Silvia Colloca, Margarita Hall, Mathew Horne, Sianad Gregory, James Corden
Género – Thriller
Duração – 88 Min.
País de Origem – UK
Sinopse – Fletch (James Corden) e Jimmy (Mathew Horne) são dois amigos de mal com a vida que decidem passar um fim-de-semana acampados numa remota cidade do interior de Inglaterra. Aí dão de caras com uma estranha lenda que aterroriza a população local: aparentemente, todas as mulheres transformam-se em vampiras lésbicas no dia do seu 18.º aniversário. Depois de serem apanhados pelas aterradoras criaturas do além, e sem alternativa possível, os amigos juntam forças com o padre da terra e tornam-se nos temíveis caçadores de vampiras lésbicas. A sua missão: salvar as belas jovens do terrível destino que as espera.

Welcome
Realizado por Philippe Lioret
Com Vincent Lindon, Firat Ayverdi, Audrey Dana
Género – Drama
Duração – 110 Min.
País de Origem – França
Sinopse – Bilial (Firat Ayverdi) tem apenas 17 anos, mas já uma longa história para contar. Depois de uma demorada e tortuosa jornada de três meses desde Mossul (Iraque), é detido em Calais, no lado francês do Canal da Mancha, ficando impossibilitado de terminar a viagem até Inglaterra. Em Londres, espera-o Mina (Derya Ayverdi), a namorada, que emigrou do Iraque com a família há algum tempo. Determinado a voltar a vê-la, Bilial inscreve-se nas piscinas locais com um objectivo: treinar intensivamente para atravessar, a nado, o Canal da Mancha. É então que conhece Simon (Vicent Lindon), o instrutor de natação, perdido na vida após a separação da mulher. Bilial e Simon tornam-se assim cúmplices num plano perigoso e ilegal que irá pôr em causa muitas das coisas em que sempre acreditaram.

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O grande vencedor da Batalha dos Blockbusters do Portal Cinema, “The Matrix”, é uma das produções cinematográficas da actualidade com mais erros de coerência e de grafismo. Os lapsos estão presentes em várias partes do filme mas passam despercebidos à maior parte dos espectadores, sendo completamente ofuscados pela espectacularidade do filme mas mesmo assim, alguns saltam à vista.

  • Durante a mítica cena do telhado, Neo dispara freneticamente contra o agente inimigo que evita todas as suas balas, mas milagrosamente as janelas do edifício atrás dele não são danificadas.
  • No inicio do filme, quando Neo está num andaime no exterior do seu local de trabalho, ele deixa cair o telefone e você vê o aparelho a cair numa rua vazia, a imagem regressa a Neo e depois mostra a destruição do telefone, nesta altura a rua está cheia de pessoas.
  • Quando Morfeus luta com o agente na casa de banho do edifício abandonado, depois de serem apanhados dentro das paredes. O agente destrói uma parede de tijolos, contudo da próxima vez que nós vemos a parede, não há nenhum dano nela.
  • A cena de luta do telhado está cheia de erros de sombras, percebe-se facilmente que foram gravadas em horários diferentes do dia. Durante essa mesma cena, são visiveis nos reflexos dos óculos dos Agentes, vários elementos estranhos à cena.
  • Na cena que inicia o salvamento de Morpheus, Trinity inicia a luta com uma M16 na mão mas depois de eliminar um adversário, é visível que a arma que ela está a segurar não é uma M16. Durante essa mesma cena, Trinity corre lateralmente numa das paredes da entrada do edifício, durante essa corrida é visível que os azulejos se movimentam.
  • Na cena onde Morpheus conhece Neo, o líder dos rebeldes está a segurar o recipiente dos comprimidos (Vermelho e Azul) na sua mão mas se você observar com muita atenção a cena toda, verá vários erros com esta caixinha, uma hora está na mão, outra hora não.
  • Se Neo nunca usou nenhum dos seus músculos na vida real, como é que ele consegue falar e perguntar de uma forma tão clara e explicita o que está a acontecer? A língua também é um músculo! Na mesma cena, Neo cai numa espécie de lago e apesar de ter os músculos atrofiados, consegue nadar/boiar perfeitamente.
  • Se Neo está em hibernação profunda para gerar electricidade e o seu corpo verdadeiro está dentro de uma cúpula com um líquido, a sua barba ou o seu cabelo não deveriam estar grandes? Como é que ele está careca e sem barba?
  • Durante a cena do prédio abandonado, Tank expõe um esquema numa tela de computador que mostra a localização do grupo no décimo primeiro andar mas os Agentes localizam-nos no oitavo andar.
  • Na cena onde Neo e o Agente Smith estão a flutuar e a disparar indiscriminadamente um contra o outro, não existem nenhumas cápsulas de balas a sair das suas armas.
  • Perto do final do filme, quando Morpheus está a ser torturado pelos agentes, ele está a sangrar abundantemente mas imediatamente após o seu salvamento, ele aparece-nos completamente curado e restabelecido. Durante o seu salvamento, Morpheus aparece-nos com uma roupa completamente seca, mesmo depois dos splinters terem sido activados e terem molhado todo o mundo.
  • Na cena onde Neo recebe um envelope da FedEX com um telemóvel da Nokia. Ele tira o telefone que começa a tocar, mas se você olhar para o ecrã do telemóvel você pode ver que ele não está a receber nenhuma chamada, no entanto, está a tocar.
  • Se o mundo virtual é comando pela Matrix, então as armas também o são. Sendo assim, os Agentes não precisariam de se desviar das balas, bastaria apagá-las do programa cada vez que os invasores fossem detectados lá dentro.
  • Em muitas partes do filme, nas quais os Humanos vão visitar a Matrix, é preciso que um operador, no caso Tank, fique para operar o computador e mandá-los para lá. Mas quando Cypher vai fazer uma visita ao Agente Smith, quem é que opera a sua ida? Será que existe mais que um traidor ou Tank é inútil?
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Realizado por Ethan Coen e Joel Coen
Com Michael Stuhlbarg, Richard Kind.
Género - Drama
Estreia Mundial - 2009
Sinopse - Não Revelada

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O Departamento de Justiça dos Estados Unidos confirmou que emitiu um mandado de prisão contra o cineasta franco-americano Roman Polanski, detido sábado na Suíça, onde iria ser homenageado pelo Festival de Cinema de Zurique. «As autoridades suíças detiveram-no em razão de um pedido [de captura] que realizamos», disse à AFP a porta-voz Laura Sweeney. «O departamento não comenta temas de extradição, a menos que se trate de uma pessoa que esteja no território americano», referiu a porta-voz. os EUA terão 60 dias para efectuar o pedido de extradição.
O Ministério Suíço da Justiça revelou, horas antes, que aguardava um pedido oficial para extraditar Polanski para os Estados Unidos. Polanski foi detido por causa de uma acção judicial que corre nos Estados Unidos há mais de 30 anos, envolvendo abuso sexual contra uma menor. Polanski, actualmente com 76 anos, foi detido em 1977 em Los Angeles na sequência de uma denúncia apresentada pelos pais de uma adolescente, de 13 anos. O realizador oscarizado fotografava a jovem para um editorial para a revista «Vogue» realizado em casa do actor Jack Nicholson, em Hollywood. É referido na acusação que também lhe ofereceu álcool e drogas.
O caso foi para tribunal e o realizador franco-polaco não esperou pela condenação de «relação sexual ilícita com menor de 14 anos», encontrando-se desde então foragido aos olhos da justiça norte-americana. Na época, declarou-se culpado de «relações sexuais ilegais». Roman Polansky passou um mês e meio na prisão. No final de Janeiro de 1978, no dia seguinte a uma reunião entre seus advogados e um juiz, na qual este deu a entender que voltaria a ordenar A sua prisão, Roman Polanski embarcou num avião para França, onde vive desde essa altura.
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Realizado por Samuel Bayer
Com Jackie Earle Haley, Rooney Mara, Kyle Gallner
Género – Terror
Estreia Mundial – 30 de Abril de 2010
Sinopse – O regresso de Freddy Krueger aos pesadelos de um grupo de adolescentes que frequentam uma escola secundária.

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Realizado por Neill Blomkamp
Com Sharlto Copley, Jason Cope, Nathalie Boltt

As expectativas do público em relação a “District 9” eram extremamente elevadas, as intrigantes campanhas publicitárias que inundaram a internet contribuíram para o aumento da esperança do espectador e da crítica especializada num filme inovador e interessante que pudesse surpreender os apreciadores de obras cinematográficas de ficção científica. A estreia norte-americana desta produção dirigida por Neill Blomkamp e produzida por Peter Jackson, confirmou as grandes expectativas criadas e confirmou o aparecimento de uma das primeiras grandes surpresas do ano, agora, o público português pode apreciar a criatividade narrativa e o emocionante estilo cinematográfico de “District 9”.
No início da década de noventa, uma nave alienígena aterra em Joanesburgo, África do Sul, com um grupo de seres extraterrestres a bordo, sem saber o que fazer a essas criaturas potencialmente perigosas, as nações de todo o planeta decidem enclausurá-las num gueto chamado Distrito 9, controlado pela maior empresa de fabricação de munições, denominada MNU (Multi-National United). Vinte anos depois, sem qualquer hipótese de regressar a casa, as criaturas continuam aprisionadas no Distrito 9 que entretanto se transformou num autêntico campo de refugiados, a única relação que os alienígenas mantêm com os humanos é vivida na clandestinidade, numa espécie de mercado negro mas a MNU tem como objectivo a produção de uma arma de última geração e, para isso, envia ao local Wikus van der Merwe (Sharlto Copley), um agente cuja missão é estudar a tecnologia militar desenvolvida e transferir os alienígenas para um novo gueto, o Distrito 10. É então que, ao manusear um objecto extraterrestre, algo lhe acontece que altera a sua composição genética tornando-o numa espécie híbrida, esta transformação permite-lhe usar as tão cobiçadas armas, que para funcionarem precisam de ADN alienígena. Van der Merwe fica por isso sob custódia dos cientistas da MNU para testes laboratoriais e, depois de compreender o que lhe está a acontecer e conseguir escapar do laboratório, o agente conclui que o único possível refúgio é o Distrito 9, onde poderá encontrar uma forma de reverter o processo de mutação que está a acontecer ao seu corpo.


O apertado orçamento de trinta milhões de dólares, um valor extremamente baixo quando comparado com os orçamentos milionários de outras grandes produções norte-americanas, obrigou os produtores e os guionistas do filme a recorrerem constantemente à imaginação para criarem uma obra que pudesse competir com os elevados requisitos e desejos dos apreciadores do género que nos últimos anos, têm-se habituado a obras visualmente magnânimes e impressionantes mas narrativamente débeis e aborrecidas. Neill Blomkamp comandou com habilidade e destreza, os vários departamentos do filme, criando assim uma obra extremamente completa e interessante que deverá agradar à grande maioria dos espectadores.
A mentalidade comportamental da raça humana é explorada com pormenor e talento pelo argumento da obra. Através de vários monólogos e diálogos que nos são maioritariamente fornecidos pelo estilo extremamente criativo e praticamente documental da obra, somos presenteados com inúmeras informações que nos permitem analisar vários elementos de grande interesse, nomeadamente a influência negativa da mentalidade da raça humana nos comportamentos altamente repreensivos da raça alienígena. Inicialmente, os alienígenas são recebidos com surpresa e expectativa pelo mundo, no entanto, esses sentimentos positivos são rapidamente substituídos por sentimentos negativos de revolta contra os extraterrestres que entretanto começaram a revelar algumas atitudes extremamente perigosas que ameaçam a estabilidade social da África o Sul. As várias organizações governamentais competentes, principais responsáveis pela insatisfação alienígena e pelos seus comportamentos de risco, decidem separa-los da sociedade e encerra-los numa verdadeira prisão que rapidamente se torna no sítio mais perigoso do mundo, onde humanos e alienígenas convivem em pleno estado de anarquia moral e social. Esta atitude governamental, claramente inspirada na atitude dos nazis em relação aos judeus, origina uma verdadeira sociedade clandestina que é comandada pela perversidade e ambição humana, estando as armas alienígenas no centro de todos os desejos humanos, algo extremamente plausível, tendo em conta o estado actual da nossa sociedade. A transformação acidental de Wikus num híbrido que se aproxima fisicamente e mentalmente de ambos os lados da barricada, desencadeia uma verdadeira reviravolta nos acontecimentos, o burocrata trapalhão e aparentemente insignificante transforma-se rapidamente na chave do conhecimento e do dinheiro para os vários humanos agrupados em agências governamentais (MNU) e bandos marginais, sendo portanto, uma reviravolta que incute interesse e acção à história. Outro momento de grande interesse da história é a aproximação de Wikus aos Aliens, a criação de uma relação de confiança entre elementos de ambas as raças demonstra a sua proximidade comportamental e sentimental.


O filme apresenta-nos vários efeitos especiais que são amplamente satisfatórios mas substancialmente simples, algo expectável, tendo em conta o baixo orçamento. Os pormenores estéticos são interessantes, nomeadamente o visual insectívoro dos alienígenas que está muito bem conseguido e o aspecto das armas extraterrestres que são genericamente semelhantes às recriadas em outras obras do género. A grande força do elenco é Sharlto Copley, um actor extremamente competente que carrega a história do filme às costas, uma performance verdadeiramente interessante e agradável.
Esta obra é surpreendente e refrescante, “District 9” é um exemplo para o género de ficção científica, mostrando aos seus apoiantes e seguidores que não é preciso um grande orçamento para criar uma obra cinematográfica de luxo.

Classificação – 4,5 Estrelas Em 5
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Jackie Chan vai ensinar Jaden Smith a lutar na nova versão do filme "O Momento da Verdade" ou "Karate Kid", que estreará em todo o mundo em Junho de 2010. O filme já começou a ser rodado na China. Dre (Jaden Smith) é um jovem americano que gosta de andar de skate e jogar videojogos mas cuja vida muda subitamente quando a mãe (Taraji P. Henson) é forçada a aceitar um trabalho na China e se muda para lá com o garoto. Sem saber falar a língua, Dre não consegue ambientar-se e é sovado pelo rufia local, até que Mr. Han (Jackie Chan) se oferece para lhe ensinar chinês e artes marciais. Esta é a premissa de um filme que já se chamou "The Kung Fu Kid" mas que parece agora ter regressado ao mais reconhecível "The Karate Kid", e que é, no fundo, um «remake» do filme com o mesmo título, que por cá se chamou "Momento da Verdade", e que colocava um adolescente americano (Ralph Macchio) a aprender com um ancião japonês, Mr. Miyagi (Pat Morita), a defender-se e a integrar-se na sociedade em seu redor. O filme, realizado em 1984 por John G. Avildsen em 1984, foi um êxito enorme e deu origem a mais duas sequelas com a mesma equipa, em 1986 e 1989. Em 1994, Mr. Miyagi teve um novo discípulo, desta vez uma rapariga, interpretada por uma ainda jovem Hillary Swank em "Karate Kid – Uma Nova Aventura", realizado por Christopher Cain. O novo filme, que coloca Jackie Chan no papel equivalente ao de Mr. Miyagi, é produzido por Will Smith e tem no papel protagonista o seu filho Jaden Smith, com quem contracenou no filme «Em Busca da Felicidade». O realizador será Harald Zwart.
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Realizado por Neal Brennan
Com Jeremy Piven, Ving Rhames, James Brolin, Jordana Spiro
Género - Comédia
Estreia Mundial - 2009
Sinopse - Não Revelada.

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Realizado por Albert Hughes e Allen Hughes
Com Denzel Washington, Mila Kunis
Género - Acção
Estreia Mundial - 2009
Sinopse - Não Revelada

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Realizado por John Woo
Com Tony Leung Chiu Wai, Takeshi Kaneshiro, Fengyi Zhang

O cinema asiático é mundialmente conhecido pela produção de obras cinematográficas extremamente baratas mas substancialmente originais que elevam constantemente o nível qualitativo de alguns géneros cinematográficos, no entanto, essas obras de grande criatividade e qualidade raramente chegam às salas de cinema dos grandes mercados internacionais. Os estúdios chineses decidiram alterar esse cenário desolador com “Red Cliff”, uma produção extremamente dispendiosa mas qualitativamente extraordinária que se impôs facilmente nos mercados cinematográficos do ocidente e do oriente. A narrativa deste épico histórico relata-nos os acontecimentos da maior e mais famosa batalha da história da China. Durante a Dinastia Han, o território chinês estava dividido em três reinos rivais, sem esperança de sobreviver ao aumento do domínio do reino principal, os reinados de Xu e Wu formaram uma aliança sem precedentes, juntando forças numa grande batalha contra o terceiro reino, liderado pelo instável imperador Han e controlado pelo insaciável primeiro-ministro Cao Cao cuja ambição é unificar o país e tornar-se, ele próprio, Imperador. O conflito, conhecido actualmente por Batalha de Red Clif, mudaria para sempre o curso da história do continente asiático.
A extensa duração da versão original, obrigou John Woo a desenvolver uma versão ocidental que fosse comercialmente apelativa mas essencialmente idêntica à produção original, sendo assim, a grandiosidade da obra não foi alterada pela edição do cineasta que se limitou a retirar alguns elementos pouco relevantes e a encurtar algumas cenas bélicas excessivamente compridas. O argumento mistura harmoniosamente a exactidão histórica com a imaginação cinematográfica, criando situações extremamente credíveis que exaltam o drama e a tensão do conflito. Os diálogos estão recheados de informações relativamente importantes que permitem ao espectador conhecer as personalidades dos grandes intervenientes do conflito e os ideias que regiam as suas atitudes. A narrativa transmite ao espectador a típica eficiência asiática ao desenvolver sem grandes problemas, várias histórias secundárias de grande interesse e relevância sem apostar nos típicos clichés do género.
A direcção de John Woo é extremamente popular, apelando constantemente às origens culturais e emocionais dos chineses. As grandes cenas bélicas são fenomenais e exibem com grande pormenor as estratégias orientais de ataque e defesa, no entanto, essas cenas aparecem-nos fortemente editadas na versão ocidental, não transmitindo na totalidade a espectacularidade e a brutalidade do conflito ao espectador, algo que felizmente é minimamente perceptível através dos diálogos e dos momentos intocáveis. O vasto orçamento da obra permitiu a introdução de alguns elementos estéticos de qualidade que possibilitou o embelezamento da competente caracterização e da fantástica fotografia. As sonoridades respeitam a época e incutem grandiosidade às mais enigmáticas cenas do filme. O elenco apresenta-nos uma performance geral amplamente positiva e convincente. O sucesso mundial de “Red Cliff” poderá representar o início da expansão internacional da sétima arte chinesa. Este virtuoso épico histórico deverá agradar facilmente aos espectadores nacionais que apreciem uma obra narrativamente poderosa e esteticamente atractiva, podendo também servir de inspiração a futuras produções cinematográficas asiáticas que pretendam conquistar os mercados internacionais.

Classificação – 4,5 Estrelas Em 5
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Realizado por Nora Ephron
Com Amy Adams, Meryl Streep, Chris Messina.
Género - Comédia Romântica
Estreia Mundial - 2009
Sinopse - A história verídica de uma blogger que tentou cozinhar todas as receitas culinárias presentes num livro de Julia Child.

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Barbie vai ganhar vida e ser de carne e osso em breve no grande ecrã, anunciou a Universal Pictures. Será a primeira vez que a boneca da Mattel vai ser encarnada por uma actriz, depois de 18 filmes animados desde 1987, dos quais foram vendidos 75 milhões de cópias. «É a boneca mais famosa da história, un ícone cultural único no mundo das marcas. Há muitas representações da Barbie na cultura pop, mas nunca antes foi-lhe dada vida num filme. Estamos agradecidos à Mattel por nos dar esta oportunidade extraordinária», reconheceu o presidente da empresa cinematográfica Marc Shmuger à «Variety». A Universal está à procura dos argumentistas certos para escrever uma película familiar para todas as idades. Haverá ainda que escolher a actriz mais representativa. A Barbie cumpriu em Março 50 anos.
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[Apenas as séries das quais é conhecida a data de regresso]

SETEMBRO 2009

FOX

* DOLLHOUSE Regressou a 18 de Setembro
* FRINGE Regressou a 17 de Setembro
* HOUSE Regressou a 21 de Setembro
* LIE TO ME Regressa a 21 de Setembro
* AMERICAN DAD Regressa a 27 de Setembro
* SIMPSONS, THE Regressa a 27 de Setembro

ABC

* GREY'S ANATOMY Regressa a 24 de Setembro
* DESPERATE HOUSEWIVES Regressa a 27 de Setembro

The CW

* SUPERNATURAL Regressou a 10 de Setembro
* GOSSIP GIRL Regressa a 14 de Setembro
* ONE TREE HILL Regressa a 14 de Setembro

CBS

* BIG BANG THEORY, THE - já regressou
* TWO AND A HALF MEN - já regressou

SHOWTIME

* CALIFORNICATION Regressa a 27 de Setembro
* DEXTER Regressa a 27 de Setembro
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Realizado por Miguel Arteta
Com Michael Cera, Portia Doubleday, Jean Smart
Género - Comédia
Estreia Mundial - 2009
Sinopse - Não Revelada

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A Summit Entertainment anunciou a contratação do realizador Justin Lin de "Velocidade Furiosa" para reinventar um novo "Highlander", uma obra que os portugueses conhecem por "Duelo Imortal" e teve Christopher Lambert no principal papel. O argumento estará a cargo de Art Marcum e Matt Holloway, os guionistas de "Homem-de-Ferro". O produtor também será o mesmo de "Velocidade Furiosa", Neal H. Moritz.
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Realizado por Joe Johnston
Com Emily Blunt, Benicio Del Toro, Hugo Weaving, Anthony Hopkins,
Género – Terror
Sinopse – Ambientado na Inglaterra Vitoriana, “The Wolfman” conta-nos a história de Lawrence Talbot (Benicio Del Toro), um nobre britânico que regressa ao castelo do seu pai, Sir John Talbot (Anthony Hopkins), onde se apaixona pela bela Gwen Conliffe (Emily Blunt), no entanto, após ser tragicamente mordido por um lobisomem, Lawrence passa a conviver com a terrível maldição da Lua Cheia.

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Esta semana estreia em Portugal o aclamado “District 9”, um filme de ficção científica que tem recebido inúmeras críticas positivas e que nos apresenta um argumento extremamente envolvente que nos relata a experiencia imigratória de uma raça alienígena que se instalou no nosso planeta. Ao longo dos anos, vários filmes e séries têm apostado nesta temática mas apenas alguns conseguiram o estatuto de obras de referência.

Superman (1978)
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O super-herói mais famoso de Hollywood é um extraterrestre que chegou à Terra depois do seu planeta natal ter sido destruído. Os vários filmes e séries de sucesso comercial que protagoniza, fazem dele o extraterrestre que melhor convive com os humanos na dimensão cinematográfica.
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E.T: The Extra-Terrestrial (1982)
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Este fenómeno criado por Steven Spielberg arrebatou os corações de muitos espectadores graças à relação emocional que a narrativa estabeleceu entre alguns jovens terrestres e um alienígena abandonado na Terra pelos seus companheiros. Esse extraterrestre tornou-se rapidamente num símbolo de simpatia e ingenuidade que ainda hoje é recordado com saudade.
Alien Nation (1988)
Uma nave de escravos alienígenas despenha-se na Terra, os seus ocupantes tentam rapidamente integrar-se na sociedade ao assumirem identidades humanas, uma situação que desencadeia inúmeras situações bastante peculiares. As aventuras pessoais dos extraterrestres neste novo e desconhecido planeta tornam esta produção bastante rica em interacções entre espécies. Esta obra cinematográfica acabou por originar uma serie televisiva que aborda com mais profundidade a narrativa.

The Man Who Fell to Earth (1976)
Esta produção conta-nos a história de um extraterrestre que chega ao nosso planeta em busca de água, uma substancia que poderá salvar a sua raça da extinção, no entanto, durante a sua importante missão, o simpático extraterrestre começa a copiar os comportamentos mais comuns dos humanos, algo que o distrai do seu objectivo e que conduz à sua captura pelo governo norte-americano. Esta produção demonstra as consequências negativas da influência comportamental dos humanos nos extraterrestres, uma ideia que também é abordada em “District 9”.

Dragon Ball (1986)
As várias séries e filmes de “Dragon Ball” são protagonizados por vários extraterrestres que se integraram na sociedade terrestre e que eventualmente começaram a proteger o planeta das ameaças extremas e internas. As histórias destes heróis não conhecem limites ou fronteiras e ainda hoje são alvo da atenção de vários espectadores de diversas idades.
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Distrito 9 (District 9)
Realizado por Neill Blomkamp
Com Sharlto Copley, Jason Cope, Nathalie Boltt
Género – Ficção Científica
Duração – 112 Min.
País de Origem – EUA
Sinopse – Em 1990, uma nave aterra em Joanesburgo, África do Sul, com um grupo de seres extraterrestres. Sem saber o que fazer a essas criaturas potencialmente perigosas, as nações de todo o planeta decidem enclausurá-las num gueto chamado Distrito 9, controlado pela maior empresa de fabricação de munições, denominada MNU (Multi-National United). Vinte anos depois, sem qualquer hipótese de regressar a casa, as criaturas continuam aprisionadas no Distrito 9, que se transformou num autêntico campo de refugiados. A única relação que mantém com os humanos é vivida na clandestinidade, numa espécie de mercado negro.

Chéri
Realizado por Stephen Frears
Com Michelle Pfeiffer, Rupert Friend, Kathy Bates
Género – Romance
Duração – 86 Min.
País de Origem – França
Sinopse – Lea de Lonval (Michelle Pfeiffer), uma cortesã parisiense de meia-idade, tem uma ligação com o jovem Chéri (Rupert Friend), filho mimado de uma mulher poderosa, também ela cortesã. Seis anos depois, pressentindo as consequências da relação de Chéri com Lea, a mãe do rapaz (Kathy Bates) decide-se por um casamento de conveniência, obrigando o filho a desposar a jovem e inocente Edmée (Felicity Jones), proveniente de uma família rica e bem conceituada. Mas, à medida que o casamento com Edmée se aproxima, Lea e Chéri percebem que a sua ligação tem raízes muito mais profundas do que poderiam imaginar.


Quem Diria? (The Long Shots)
Realizado por Fred Dust
Com Ice Cube, Keke Palmer, Tasha Smith
Género – Comédia
Duração – 94 Min.
País de Origem – EUA
Sinopse – Curtis Plummer (Ice Cube) é uma ex-estrela do futebol americano que hoje vende produtos de beleza. Com 11 anos, a sua sobrinha Jasmine é ostracizada pelos colegas de escola e tenta, a custo, fazer parte da equipa de futebol americano de Minden, no Illinois, a pequena cidade onde vive. Tio e sobrinha não tinham nada em comum até ao dia em que Curtis percebe que ela, afinal, tem um jeito inato para o desporto. Depois de conseguir tornar-se treinador dos Minden Browns, a equipa juvenil da pequena cidade, Curtis, usando o talento da sobrinha como quarterback, leva a formação ao Pop Warner Super Bowl (campeonato juvenil), inscrevendo o nome de Jasmine na história do futebol americano. Juntos, tio e sobrinha vão aprender verdadeiras lições sobre desporto e sobre a vida.

Millennium 1 - Os Homens Que Odeiam As Mulheres (Män som Hatar Kvinnor)
Realizado por Niels Arden Oplev
Com Noomi Rapace, Michael Nyqvist, Sven-Bertil Taube
Género – Thriller
Duração – 152 Min.
País de Origem – Suécia
Sinopse – Mikael Blomqvist, jornalista e fundador da revista "Millenium", dedica a sua vida a revelar o crime e a corrupção que minam a sociedade sueca. Como resultado, tem vários inimigos e é tido como culpado num caso de difamação. Um dia é procurado por Henrik Vanger, empresário de renome obcecado em compreender as razões que levaram ao desaparecimento da sua sobrinha, há mais de 40 anos, durante uma reunião familiar. Vanger acredita que alguém do seu importante e disfuncional clã poderá estar relacionado com o sumiço de Harriet, cujo corpo nunca foi encontrado. O empresário faz então uma proposta irrecusável ao jornalista: dá-lhe acesso total à sua vida, documentação pessoal e dados familiares em troca da solução para o desaparecimento da rapariga. Com a ajuda da inteligência e conhecimentos informáticos da estranha Lisbeth Salander, uma hacker profissional com um passado misterioso, Mikael vai encontrar a história da sua vida.

A Batalha de Red Cliff (Chi Bi)
Realizado por John Woo
Com Tony Leung Chiu Wai, Takeshi Kaneshiro, Fengyi Zhang
Género – Acção
Duração – 150 Min.
País de Origem – China
Sinopse – Épico que conta a história da maior e mais famosa batalha da História da China, no fim da dinastia Han, no ano 208 d.C., num território dividido em Três Reinos rivais. Deixados sem esperança em sobreviver, os reinados de Xu e Wu formam uma aliança sem precedentes, juntando forças numa grande batalha contra o terceiro reino, liderado pelo primeiro-ministro Cao Cao cuja ambição é unificar toda a China e tornar-se, ele próprio, Imperador. O conflito, conhecido por Batalha de Red Clif, e onde muitos milhares de soldados perderam a vida, mudaria para sempre o curso da História.

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Realizado por Pierre Morel
Com John Travolta, Jonathan Rhys Meyers.
Género - Acção
Estreia Mundial - 2009
Sinopse - Não Revelada

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O filme de João Pedro Rodrigues, "Morrer Como Um Homem" abre esta sexta-feira o Festival de Cinema Gay e Lésbico que até 26 de Setembro exibirá 95 filmes no Cinema S. Jorge, em Lisboa. À semelhança dos anos anteriores, o Queer Lisboa 13 terá três secções competitivas: Prémios de Longa-Metragem (10 filmes a concurso), Documentário (10 filmes) e Curta-Metragem (26 filmes), com valores pecuniários de mil euros para os dois primeiros e 500 euros para o terceiro. De acordo com a organização, entre os membros do júri vão estar o escritor Richard Zimler, a actriz e encenadora Isabel Medina, o crítico de cinema Boyd van Hoeij e a programadora Florence Fradelizi, refere a Lusa.
O director do Festival, João Ferreira, fez alguns destaques na programação prevista para este ano, nomeadamente o filme "Ander" (Espanha, 2009), de Roberto Castón, «o primeiro filme gay produzido no país basco», e alguns filmes brasileiros, como "O Signo da Cidade" (2007), de Carlos Ricelli, com a participação da actriz Bruna Lombardi e "Were the World Mine" (EUA 2008), de Tom Gustafson, que será exibido na noite de encerramento do festival
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Realizado por Glenn Ficarra e John Requa
Com Jim Carrey, Ewan McGregor, LeslieMann
Género - Comédia 
Estreia Mundial - 2009
Sinopse - Um homem heterossexual sofre um acidente e descobre que é homossexual. A sua nova vida traz um custo acrescido e ele vê-se forçado a recorrer a burlas para pagar as suas contas. 


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Os Emmy's 2009 não trouxeram grandes surpresas, tendo as séries "Mad Men" e "30 Rock" confirmado o seu domínio sobre o mercado da ficção televisiva norte-americana. A série "Mad Men", uma ficção de época centrada na actividade de uma agência de publicidade dos anos 60, venceu sem grande contestação a categoria de Melhor Série Dramática. "30 Rock", uma produção que mostra os bastidores da televisão, foi considerada, mais uma vez, a Melhor Série de Comédia, vencendo o prémio pela terceira vez consecutiva.
Nas categorias dos desempenhos humorísticos destacam-se as vitórias de Alec Baldwin como Melhor Actor em "30 Rock" e Toni Colette como Melhor Actriz em "The United States of Tara". Os principais desempenhos na área dramática pertenceram a Glenn Close que conquistou o galardão de Melhor Actriz por "Damages" e a Bryan Cranston que foi considerado o Melhor Actor pelo seu papel em "Breaking Bad".

Melhor Série Dramática
Mad Men (AMC)

Melhor Série de Comédia
30 Rock (NBC)

Melhor Série De Variedades
The Daily Show (Comedy Central)

Melhor Actor Dramático
Bryan Cranston (Breaking Bad)

Melhor Actor De Comédia
Alec Baldwin (30 Rock)

Melhor Actriz Dramática
Glenn Close (Damages)

Melhor Actriz De Comédia
Toni Collette (The United States of Tara)
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Realizador - Kirk Jones
Com - Kate Beckinsale, Robert De Niro, Drew Barrymore
Guionista - Kirk Jones
Género - Comédia
Estreia Mundial - 2009
Sinopse - Não Revelada

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Realizado por Ang Lee
Com Demetri Martin, Emile Hirsch, Liev Schreiber, Henry Goodman

O Festival de Woodstock, um dos eventos musicais mais emblemáticos do mundo, celebrou muito recentemente o seu quadragésimo aniversário, um acontecimento que impulsionou o aparecimento deste “Taking Woodstock”, um filme comemorativo e moderadamente interessante que nos explica em traços muito genéricos, a grandiosa existência e essência deste icónico evento de música e alegria.
A história do filme transporta-nos até aos finais dos anos sessenta, onde encontramos Elliot Tiber (Demetri Martin), um modesto rapaz que se vê em maus lençóis quando percebe que os seus pais estão à beira da falência e prestes a perderem o velho motel da família. Quando sabe que, numa cidade próxima, os habitantes fazem de tudo para frustrar os planos dos organizadores de um certo festival hippie, encontra aí a grande solução para o seu problema. Elliot decide arrendar para o evento o enorme espaço junto ao minúsculo motel. O que ele não poderia imaginar é que aquela decisão o iria tornar parte da história e que a sua pequena cidade norte-americana se tornaria no centro do universo para as mais de 500 mil pessoas presentes.


O argumento baseia-se nas memórias literárias de Elliot Tiber, o grande impulsionador da organização do Festival de Woodstock em 1969. Os eventos que permitiram a celebração do festival são todos retratados com muita alegria e comédia, dois elementos essenciais para retratar com fidelidade a história do festival. A essência comemorativa e libertina do evento é a característica mais destacada pela narrativa. Através de várias personagens extremamente peculiares e engraçadas, entramos no mundo alternativo de Woodstock, onde Paz e Amor são as palavras de eleição e onde todos os problemas da sociedade ficam à porta, sendo barrados pela música extravagante de grandes ícones da indústria musical como Janes Joplin, Jimi Henrix e Joe Cocker. Os diálogos transmitem ao espectador a contagiante magia do evento mas também transmitem o estado altamente inconstante da sociedade norte-americana da época, ou seja, o espírito de uma população afectada pelas sucessivas guerras e tensões políticas que obrigavam os jovens a procurarem refúgio nas drogas e nos movimentos mais radicais que apoiavam algumas mudanças extravagante na política nacional e internacional do país. A história apresenta-nos várias personagens de qualidade que exteriorizam na perfeição esses sentimentos revolucionários, entre as personagens mais interessante encontramos um soldado revoltado e um travesti hilariante que simbolizam as forças de mudança e liberdade de uma sociedade que se começava a abrir a novas experiências e a aceitar novos modos de vida mais alternativos e fugazes. Numa primeira fase, o protagonista da história representa o corporativismo capitalista e a mítica ideologia do sonho americano, sendo portanto uma personagem que inicialmente contraria a ideologia do evento mas que rapidamente utiliza a energia positiva do festival para salvar os seus pais da falência, no entanto, essa entrega ao espírito das festividades não afecta a sua seriedade incontornável.


A direcção de Ang Lee é demasiado conservadora, não se ligando na perfeição com o espírito do argumento e do próprio evento. Ao cineasta faltou um pouco mais de sensibilidade norte-americana, um espírito mais alternativo e menos rígido que pudesse absorver todos os elementos essenciais do icónico festival que marcou várias gerações de norte-americanos, tornando-se num verdadeiro símbolo da revolução cultural e da mudança social. O aspecto musical do festival poderia ter sido abordado com mais profundidade e criatividade, faltou um enfoque mais pormenorizado nos artistas que maravilharam a audiência e que rapidamente se tornaram em lendas do evento.
O elenco é extremamente competente e agradável. O humorista Demetri Martin interpreta sem grandes dificuldades e com muita personalidade, o grande protagonista da história. O elenco secundário é abrilhantado pelas performances de luxo de Emile Hirsch e Liev Schreiber. A banda sonora do filme é extremamente interessante e representativa do estilo musical da época, apresentado sonoridades dos principais artistas musicais da época. A fotografia é demasiado simples e comercial, uma abordagem mais psicadélica do ambiente do festival poderia ter atribuído mais qualidade e profundidade ao filme. A obra cinematográfica que comemora o aniversário do Festival de Woodstock é divertida e interessante mas poderia ter captado na totalidade o espírito psicadélico e alternativo do icónico festival de música. A direcção de Ang Lee foi excessivamente conservador e comercial, não atribuíndo à obra a mentalidade revolucionária da época.


Classificação - 3 Estrelas Em 5
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