De Martin Scorsese e Michael Henry Wilson
Com Martin Scorsese, Kathryn Bigelow, Francis Ford Coppola, Brian De Palma, André De Toth, Clint Eastwood, Billy Wilder, George Lucas, Gregory Peck, Arthur Penn, Samuel Fuller; em imagens de arquivo Frank Capra, John Cassavetes, John Ford, Howard Hawks, Elia Kazan, Fritz Lang, Nicholas Ray, Douglas Sirk, King Vidor, Orson Welles

Este documentário de quase quatro horas realizado por Martin Scorsese a convite do Britsh Filme Institute a propósito das celebrações do centenário do cinema em 1994 é, como o próprio nome indica, uma viagem onde somos conduzidos pelo imaginário cinematográfico do realizador. Scorsese fala-nos de cinema ao longo dos tempos e dos géneros, ilustrando as suas impressões subjectivas e conhecimentos inquestionáveis com fragamentos de filmes americanos desde a sua origem. Mais do que uma lição , o documentário é um momento de partilha em que nós somos os receptores privilegiados.
A organização do documentário diz, só por si, muito sobre a visão do realizador sobre o cinema que o antecedeu. Dividido, sempre do ponto de vista da realização, nos capítulos The Director’s Dilemme, The Director as Storyteller, The Western, The Gangster Film, The Musical, The Director as Illusionist, The Director as Smuggler e The Director as Iconoclast, o filme prova-nos que nenhum acto criativo nasce do nada, como a inspiração bebe em todos os que antecederam o criador. A viagem termina nos anos 60 precisamente quando Scorsese começou a dirigir filmes, mas até aí percebemos o sentido das temáticas, o desenvolvimento da utilização das técnicas narrativas, da tecnologia, a importância dos realizadores na elaboração dum filme, a sua relação com a indústria cinematográfica e com a sociedade em geral.
Muitos dos realizadores cujos filmes são referidos são completamente desconhecidos do grande público, perdidos em arquivos históricos da sétima arte. Por essa razão rendo-lhes também aqui homenagem, lembrando o nome de todos eles, mais ou menos recentes, mais ou menos conhecidos.
Pela ordem em que os seus filmes são citados, Vicente Minnelli, King Vidor, Samuel Fuller, Irving Lerner, Delmar Daves, Phill Karlson, Preston Sturges, David Buttler, King Vidor, Edwin S. Porter, D. W. Griffith, Raoul Walsh, John Ford, Anthony Mann, Budd Boetticher, Arthur Penn, Clint Eastwood, Peter Bogdanovich, William Wellman, Howard Hawks, Byron Haskin, Abraham Polonsky, John Boorman, Busby Berkeley, Mervyn Leroy, Lloyd Bacon, Michael Curtiz, George Cukor, Bob Fosse, Edward Sedgwick, Giovanni Pastrone, Cecil B. De Mille, F. W. Murnau, Frank Borzage, Clarence Brown, Tay Garnett, George Hill, John M. Stahl, Nicholas Ray, Henry Koster, Elia Kazan, Jim O’Brien, Stanley Kubrick, Jacques Tourneur, Max Ophuls, Fritz Lang, Edgar G. Ulmer, Billy Wilder, André de Toth, Ida Lupino, Joseph H. Lewis, Robert Aldrich, Allan Dwan, Douglas Sirk, Samuel Fuller, Erick von Stroheim, Rowland Brown, William Wellman, Josef von Sternberg, Orson Wells, Charls Chaplin, Otto Preminger, Alexander Mackendrick, John Cassavettes.
Este documentário está disponível em DVD numa edição Midas Filmes.
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The Dark Knight
Realizado por Christopher Nolan
Com Christian Bale, Heath Ledger, Morgan Freeman, Michael Caine
Género – Acção
Estúdio – Warner Bros. Pictures
Ano de Estreia – 2008
Orçamento – 185 Milhões de Dólares
Receitas – Mil Milhões de Dólares
Sinopse – Batman/Bruce Wayne continua a sua contínua guerra contra o crime. Com a ajuda do Tenente Jim Gordon e do Promotor Público Harvey Dent, Batman prepara-se para eliminar o crime organizado de Gotham definitivamente. O triunvirato prova-se efectivo. Mas depressa os três tornam-se peões no jogo de um emergente génio do crime conhecido como Joker, que conduz Gotham para um cenário de anarquia e Batman para a ténue linha que separa o herói do vigilante.

Transformers
Realizado por Michael Bay
Com Shia LaBeouf, Megan Fox, Josh Duhamel
Género – Acção
Estúdio – Dreamworks Pictures / Paramount Pictures
Ano de Estreia – 2007
Orçamento – 150 Milhões de Dólares
Receitas – 700 Milhões de Dólares
Sinopse – Uma emocionante batalha entre os AUTOBOTS e os DECEPTICONS. Quando a sua luta épica desce à Terra, tudo o que separa os terríveis DECEPTICONS do poder supremo é uma pista na posse de Sam Witwicky (Shia LaBeouf). Junta-te à luta pela sobrevivência humana nesta extraordinária aventura, "com efeitos especiais e sequências de acção verdadeiramente de encher a vista, que fascinará a criança que há dentro de cada um de nós.
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Realizado por Jeffrey Nachmanoff
Com Don Cheadle, Guy Pearce, Saïd Taghmaoui

Após inúmeros adiamentos e atrasos, “Traitor” chegou finalmente às salas de cinema portuguesas. Baseado num pequeno conto de Steve Martin, “Traitor” apresenta-nos uma intensa história que é protagonizada por Samir Horn (Don Cheadle), um americano/muçulmano que pertenceu às Forças Especiais e que actualmente é suspeito de estar envolvido numa série de atentados terroristas. O agente do FBI Roy Clayton (Guy Pearce) é destacado para investigar a relação de Horn com os vários grupos terroristas suspeitos de práticas recentes e altamente destrutivas. Mas a caça ao homem é difícil e Clayton percorrerá três continentes no encalço de Horn, tentando apanhá-lo antes do próximo atentado.
O cineasta Jeffrey Nachmanoff conseguiu montar uma obra cinematográfica bastante coesa e interessante que coloca inúmeras perguntas ideológicas ao público. Algumas dessas questões têm sido levantadas pela imprensa mundial que tem vindo a questionar a obsessiva e extremista política anti-terrorista dos Estados Unidos da América. O tema central desta produção é precisamente o terrorismo e o complexo bailado de influências e estigmas socio-religiosos que move em ambos os lados da barricada.
A história do filme é completamente imprevisível, conseguindo prender o espectador com as inúmeras tramas e reviravoltas que se vão sucedendo ao longo de aproximadamente duas horas de muito suspense e acção. Entre manipulações constantes e dilemas intelectuais sem grandes soluções ideológicas e morais, “Traitor” vai apresentando um enredo politicamente incorrecto que não tem medo de atacar as várias facções que supostamente protegem o mundo dos supostos terroristas. O argumento apresenta alguns clichés políticos e sociais do género que nunca ficam muito bem, mas que teimam em aparecer nas grandes produções que apostam na temática terrorista.
As cenas de acção que preenchem os momentos de maior adrenalina do filme, não apresentam grandes efeitos especiais mas estão muito bem coreografadas. As localizações que servem de pano de fundo à história são bastante interessantes e condizentes com o espírito da obra. Os experientes e talentosos actores Don Cheadle e Guy Pearce, dão vida às principais personagens da história sem grandes dificuldades. Uma performance satisfatória e digna da sua fama e qualidade. A grande surpresa do elenco coube a Saïd Taghmaoui que nos apresenta uma óptima prestação que rouba qualquer cena aos dois grandes nomes do filme. Na minha opinião, “Traitor” é um thriller bastante interessante que nos apresenta um argumento complexo e imprevisível que consegue “sobreviver” à presença de alguns clichés do género.

Classificação - 3,5 Estrelas Em 5
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Star Wars: Episode III - Revenge of the Sith
Realizado por
George Lucas
Com Ewan McGregor, Natalie Portman, Hayden Christensen
Género – Ficção Cientifica
Estúdio – Lucasfilm Ltd. / 20th Century Fox
Ano de Estreia – 2005
Orçamento – 113 Milhões de Dólares
Receitas – 849 Milhões de Dólares
Sinopse – Dividido entre a lealdade para com o seu mentor, Obi-Wan Kennobi, e os poderes sedutores dos Sith, Anakin Skywalker volta as costas aos Jedi, completando a sua passagem para o lado negro e a sua transformação em Darth Vader. Experiencie o último capítulo com uma definição digital de cortar a respiração e reviva todas as épicas batalhas incluindo o espectacular duelo final com sabres de luz entre Anakin e Obi-Wan.

War of the Worlds
Realizado por
Steven Spielberg
Com Tom Cruise, Dakota Fanning, Justin Chatwin, Miranda Otto
Género – Thriller / Ficção Científica
Estúdio – Dreamworks Pictures / Paramount Pictures
Ano de Estreia – 2005
Orçamento – 132 Milhões de Dólares
Receitas – 592 Milhões de Dólares
Sinopse – A versão contemporânea do clássico de H.G. Wells, é um thriller de ficção científica que revela a extraordinária batalha pelo futuro da Humanidade, através dos olhos de uma família americana. Fugindo de um exército extra-terrestre de Tripods assassinos que destroem tudo à sua passagem, Ray Ferrier (Cruise) luta para manter a sua família sã e salva. Guerra dos Mundos é uma aventura recheada de acção que explode com espectaculares efeitos especiais!

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Realizado por Zhang Yimou
Com Gong Li, Ge You, Niu Ben,

“Huozhe” ou “Viver” em português foi um dos meus primeiros contactos com o cinema chinês, juntamente com “A Tríade de Xangai” também de Yimou e “Chungking Express” de Wong Kar-Wai. “Huozhe” é um épico esplendoroso e sublime do trajecto de um casal durante a vida inteira. De facto, o título do filme indica mesmo isso, viver a vida independentemente da nossa classe social, porque o que realmente interessa é viver, lutar por uma vida digna, sobreviver. “Huozhe” é um dos filmes mais perfeitos, mais simples e mais belos que já vi em toda a minha vida. A primeira vez que vi esta obra-prima fiquei completamente deslumbrado com o seu esplendor, com a sua magnitude. É um filme sobre a vida, a morte, o amor, o sacrifício, a dor, a redenção, o ser humano, a China e a sua Revolução Cultural. “Huozhe” é grande, é um retrato histórico de um país que aquando do aparecimento de Mao Tsé-Tung e da sua Revolução Cultural se transformou completamente. É um olhar sobre as diversas vidas no antes, durante e pós Revolução Cultural Chinesa, uma reflexão na sua doutrina e no seu efeito de causa. É uma história de um casal que de donos de terras vai acabar como simples cidadãos. Zhang Yimou apresenta-nos essas épocas discrepantes que a história da China possui, onde uma ideologia política modificou completamente os hábitos e costumes desse país. “Huozhe” é daqueles filmes que não se esquece, que se adquire um carinho especial por ele. É uma obra-prima sensível, sublime e magnífica.

Classificação - 5 Estrelas Em 5
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De acordo com a Variety, “The Adventures of Tintin: The Secret of the Unicorn” chegará aos cinemas mundiais em Outubro de 2011. No entanto, esta produção dirigida por Steven Spielberg, só será lançada nos Estados Unidos em Dezembro
Sendo assim, uma das mais famosos personagens europeias do século XX terá uma nova aventura no cinema, aventura essa que já começou a ser desenvolvida e produzida nos Estados Unidos. Steven Spielberg, Peter Jackson e Kathleen Kennedy serão os produtores criativos do filme e Nick Rodwell, Stephane Sperry e Ken Kamins serão os produtores executivos. Steven Moffat, Edgar Wright e Joe Cornish elaboraram o argumento da obra que já se encontra nas mãos dos actores do filme.
O jovem Jamie Bell irá interpretar o famoso repórter Tintin, cuja busca implacável e incessante por boas histórias o coloca quase sempre em grandes confusões e aventuras internacionais. O grande vilão desta história será Daniel Craig que irá interpretar o nefasto pirata Red Rackham. Andy Serkis, Simon Pegg e Nick Frost também já foram confirmados no elenco que ainda conta com Gad Elmaleh, Toby Jones e Mackenzie Crook.
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Realizado por Kevin Smith
Com Seth Rogen, Elizabeth Banks, Craig Robinson

A comédia norte-americana ganhou na minha opinião, um novo fôlego com “Zack and Miri Make a Porno”, um filme bastante divertido que se distancia das bases narrativas que geralmente pautam este género cinematográfico. É claro que esta obra dirigida por Kevin Smith, mantém alguns traços básicos das comédias tipicamente juvenis como a utilização excessiva de palavrões ou a aposta numa grande quantidade de piadas fáceis e comuns, mas dentro da generalidade, “Zack and Miri Make a Porno” surpreende com o seu extravagante argumento e talentoso elenco. O filme conta-nos a história de Zack e Miri, dois amigos inseparáveis que vivem juntos mas que nunca se envolveram romanticamente. Até que, soterrados em dívidas, sem água e electricidade, têm uma ideia genial de como fazer algum dinheiro extra, um filme pornográfico, com os dois como co-protagonistas. Zack escreve o argumento e os dois, com a ajuda dos amigos, começam a recrutar estrelas pornográficas. E no fim, Zack e Miri arriscam-se a perceber que o que sentem um pelo outro é mais profundo do que imaginavam.
Ao apostar numa vertente cómica e simples do complexo mundo da pornografia, Kevin Smith imitou o polémico sucesso da comédia romântica “The Girl Next Door” que em 2004 rompeu várias barreiras do circuito comercial norte-americano, ao apresentar um polémico enredo que se centrava numa história romântica entre um adolescente e uma estrela pornográfica que decidiram criar um negócio de vídeos de educação sexual. Esses vídeos eram protagonizados pelas maiores estrelas pornográficas da América que assim ensinavam as boas práticas do sexo seguro aos adolescentes norte-americanos. “Zack and Miri Make a Porno” aposta essencialmente nessa mistura da pornografia e do romance com uma problemática social actual. O filme enquadra a sua história principal numa difícil conjectura economia que leva certas pessoas a cometerem actos anteriormente impensáveis como por exemplo, entrar no rentável mas moralmente dúbio mundo da pornografia. Esta mistura entre problemáticas sociais e românticas dos protagonistas, rentabiliza o interesse do enredo e distancia o argumento da típica história romântica entre personagens principais que geralmente pauta este tipo de filmes. O humor presente em “Zack and Miri Make a Porno” não é muito elaborado ou complexo mas deverá agradar à grande maioria do público porque é bastante perceptível e simples. Existem algumas situações verdadeiramente embaraçosas e engraçadas mas também existem algumas piadas demasiado fáceis e repetitivas que roçam o estatuto de cliché do género.
A realização de Kevin Smith é idêntica à dos trabalhos que nos tem apresentado ultimamente, ou seja, simples e sem grandes pontos de interesse. O elenco representa um dos pontos fortes do filme. O casal de protagonistas composto por Seth Rogen e Elizabeth Banks, apresenta um trabalho bastante aceitável e recheado de química, algo que rentabiliza claramente a história romântica das suas personagens. Os principais momentos de humor do filme são levados a cabo por Craig Robinson, um excelente comediante/actor que mostra o seu potencial nesta obra. Dentro do género, “Zack and Miri Make a Porno” surpreende e assume-se claramente como uma das melhores obras dos últimos tempos. É uma boa comédia romântica que deverá agradar à grande maioria dos espectadores que procuram um filme divertido e original.

Classificação - 3,5 Estrelas Em 5
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Signs
Realizado por M. Night Shyamalan
Com Mel GibsoN, Joaquin Phoenix, Patricia Kalember
Género – Thriller
Estúdio – Touchstone Pictures / Buena Vista International
Ano de Estreia – 2002
Orçamento – 72 Milhões de Dólares
Receitas – 409 Milhões de Dólares
Sinopse – A história da família Hess de Pennsylvania, que uma manhã ao acordar, encontra um gigantesco círculo talhado nos seus campos de milho. A explicação que Graham Hess (Mel Gibson) recebe é de que os responsáveis por estes sinais deixados nos seus campos de colheitas são extraterrestres. A família Hess fica horrorizada ao descobrir através das notícias que estão a aparecer círculos idênticos em campos de colheitas por todo o mundo.

Harry Potter & The Chamber of Secrets
Realizado por Chris Columbus
Com Daniel Radcliffe, Sean Biggerstaff, David Bradley, John Cleese
Género – Fantasia / Aventura
Estúdio – Warner Bros.
Ano de Estreia – 2002
Orçamento – 100 Milhões de Dólares
Receitas – 879 Milhões de Dólares
Sinopse – Carros que voam, árvores que lutam e um misterioso elfo que traz um aviso para Harry são apenas algumas das surpresas que aguardam o nosso jovem feiticeiro no regresso às aulas na Escola de Hogwarts. Este ano em Hogwarts, as aranhas falam, as cartas passam raspanetes e a invulgar habilidade de Harry de falar com cobras vai virar os seus próprios amigos contra ele. De clubes de duelos a Bludgers descontrolados preparem-se para um novo ano de aventuras e perigos quando aparece nas paredes da famosa escola de magia em letras de sangue o aviso de que a Câmara dos Segredos foi aberta. Para salvar Hogwarts, Harry, Ron e Hermione vão ter de combinar toda a sua magia e coragem para enfrentar uma nova e enigmática ameaça nesta adaptação do segundo volume dos livros de J.K. Rowling. Preparem-se para novos risos e sustos, quando Harry Potter prova que é mais do que um feiticeiro, é um verdadeiro herói.
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Realizado por Tomas Alfredson
Com Kåre Hedebrant, Lina Leandersson, Per Ragnar

"Let The Right One In" é, de várias formas, como uma mãe galinha no cinema independente hodierno que mastiga, extrapola e desenvolve a partir da extracção de matérias-primas menos usuais a produção e narrativa, apesar de este ser uma adaptação do livro homónimo publicado por John Ajvide Lindqvist em 2004, escritor em ascensão, conterrâneo de Tomas Alfredson, director. Há, em cada fragmento indie, um desejo de explorar temas férteis pela simbologia do expressionismo, directa ou indirectamente ligado ao conceito. Mas não só. O melhor título (opinião pessoal) apresentado no IndieLisboa 2008 é, sem qualquer dúvida, o “filme mais inesquecível do ano”, seguido de There Will Be Blood, No Country For Old Men, [REC], Gomorra e XXY (…), por ordem decrescente – opiniões pessoais.
A sinopse é franca: uma comunidade pacata em ambiente invernal que tem uma criança vampiro do sexo feminino alojada, Eli, homicida por necessidade que se identifica com Oskar, miúdo franzino também discriminado, alvo de agressões por parte dos colegas. Esta condição comum com contornos diferentes é logo unida no princípio do filme para perpetuar o desenrole, quando Oskar desagua os desejos inconscientes encriptados sob frustração com uma naifa numa árvore do pátio exterior pertencente ao bairro onde ambos moram (vizinhos), onde Eli sai todas as noites (refém da luz durante o dia, naturalmente), personificando os víveres do tormento escolar que não consegue dominar, devido ao seu aspecto frágil, tímido. Começa-se por construir uma amizade e, achegando oportunamente um tema não relacionado com o filme em si, tal como afirma Combaluzier sobre a psicologia dos sexos, se a amizade verificar-se entre pessoas de sexo diferente, mais tarde ou mais cedo, acaba por transformar-se em amor (conclusão intelectual huh?). O que acontece é um romance distante mas sentido. Distante não só pela tenra idade de ambos (12) que lhes inculca no senso a proibição de instintos e pulsões sexuais (ainda que por lá perto andem numa fase), mas também pela diferença anatómica que não permite a reprodução (Oskar aperceber-se-á disto como testemunha ocular). Sentido porque na reciprocidade da amizade, defendem-se mutuamente dos ataques: ela por encorajar à vingança perante a opressão escolar e libertar Oskar da ultima provação realizada pelos colegas numa das cenas visualmente mais espectaculares do filme e, ele, por apagar, por assim dizer, o cadastro de homicídios na comunidade que Eli realiza para obter o sangue de que necessita. Sangue este que, até à morte do padastro de Eli, era obtido por este através de assassinatos pouco ortodoxos que reflectem mais uma vez a alternância, elegância de espírito num tema cada vez mais regulado por códices previsíveis como é o horror – que, acaba por dar a sua vida depois de ter sido hospitalizado devido a um acto racional suicida, para que não o ligassem e descobrissem a “criança assassina” na sua casa, acusado seria de cumplicidade.


Fora desta linguagem desgastante que pouco me agrada avaliar, tecnicamente a produção é soberba. Um drama que origina visualmente maquilhado pelo realismo poético um romance premido pela imagética da melhor escola do gore e horror actual francês, conceptualmente filmado de forma hipnótica em consulta omnipresente ao fade/focus da objectiva, entrelaçando, destacando ou ignorando planos pelo blur, com a composição de imagem, mais uma vez de forma omnipresente, a concretizar-se nos close-ups de perfis, bustos e 1/3 do motivo – humano ou cénico. Tudo isto e um mise-en-scène cuidadoso une emblematicamente o titulo, singulariza, embeleza drasticamente e atira-o quase para percepção first person e, ao faze-lo, abre portas à imaginação e originalidade da realização, que não deixou escapar a oportunidade e criou algumas das cenas mais fortes e invulgares no horror dos últimos anos, cedendo para isso à estupenda narrativa efeitos colaterais de forte impacto visual terrifico em contraposição ao andamento natural slow-paced do titulo.
Detentor de um argumento forte, de personagens exemplarmente construídas com anexos ricos de interpretação pelo espectador e que cimentam a enorme qualidade do guião (o sistema de comunicação criado entre Eli e Oskar nas paredes do apartamento é apenas um), possuí um desenrole enérgico mas subtilmente sereno, silencioso ofegante que fervilha emotivamente na relação estóica entre Oskar e Eli, padronizada como um conto de fadas depressivo. O filme respira por si só desde o primeiro segundo diante metodologia glicérica, característico da plasticidade visual do cinema nórdico, apoiado em LTROI pelas paisagens encobertas pela neve que proporcionam momentos de grande beleza, de extremo bom gosto e o aspecto noir intermitente oferece ao elenco o melhor ambiente para um progresso moroso, recheado de cenas únicas que prosperam no imaginário do espectador por tempo indefinido, muito longe de clichés imperantes, nobres, que se prolongam na mente com recompensas thriller, bónus gore e extras românticos. Interpretações amplas, talentosas, espontâneas dirigidas pelas coordenadas do que melhor existe no cinema indie actual, garantem um lugar muito especial na 7ª arte a "Let The Right One In".

Classificação - 5 Estrelas Em 5
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A 1ª Curta-Metragem de Animação dos Estúdios Pixar.

É por esta razão que no logotipo da Pixar aparece o pequeno candeeiro saltitante.

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Notting Hill
Realizado por
Roger Michell
Com Hugh Grant, Julia Roberts, Hugh Bonneville
Género – Comédia Romântica
Estúdio – Universal Pictures
Ano de Estreia – 1999
Orçamento – 42 Milhões de Dólares
Receitas – 364 Milhões de Dólares
Sinopse – William Thacker (Hugh Grant) vive em Notting Hill, um dos bairros mais conhecidos de Londres. Divorciado, partilha a casa com um bizarro galês e é dono de uma livraria sem grande sucesso de Portobello Road. Prepara-se para outro dia sem grande história, quando a porta da loja se abre. William olha e fica pasmado ao reconhecer a sua nova cliente como Anna Scott (Julia Roberts), a estrela de cinema mais famosa do mundo. Compra um livro, trocam uma ou duas palavras e sai. Ainda não refeito da surpresa, William vai ao café para comprar um sumo de laranja. Ao virar da esquina, choca com Anna, encharcando-a de sumo. Numa tentativa de a acalmar, William sugere que vá a casa dele mudar-se. Anna aceita e quando se vai embora já está mais calma. Mas regressa alguns segundos mais tarde, porque se esquecera de um saco de compras. E sem nenhum saber bem porquê, beijam-se. O livreiro menos sucedido de Londres acabou de ser beijado pela estrela mais famosa de Hollywood.
Twister
Realizado por Gore Verbinski
Com Helen Hunt, Bill Paxton, Cary Elwes, Philip Seymour Hoffman
Género – Acção
Estúdio – Warner Bros. /Universal Pictures/ Columbia TriStar
Ano de Estreia – 1996
Orçamento – 92 Milhões de Dólares
Receitas – 495 Milhões de Dólares
Sinopse – As telhas voam sem parar, as vacas rodopiam pelos ares, os tractores caem como gotas de água, um depósito de gasolina é uma autêntica bomba voadora. Nesta turbulenta e emocionante aventura, Helen Hunt e Bill Paxton, são dois cientistas que enfrentam o tornado mais destrutivo da história da América nos últimos 50 anos. Não tendo forma de o deter, os cientistas procuram lançar uns sensores dentro do funil do tornado para recolher informação e criar um sistema de alarme contra tornados. Mas para o conseguir, têm que adivinhar o caminho da morte que o furação vai semeando. A caça começou
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Estreia esta Quinta-Feira em Portugal, a polémica comédia “Zack and Miri Make a Porno”, uma obra dirigida e escrita por Kevin Smith e protagonizada por Elizabeth Banks e Seth Rogen. Os velhos amigos e companheiros de casa Zack e Miri estão a passar momentos difíceis, afogados em dívidas. Quando, no limite, ficam sem electricidade e água surge-lhes a ideia de fazer um filme pornográfico, caseiro, com a ajuda dos amigos, de modo a conseguirem dinheiro de uma forma rápida.

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Zack e Miri fazem um Porno (Zack and Miri Make a Porno)
Realizado por Kevin Smith
Com Seth Rogen, Elizabeth Banks, Craig Robinson
Género – Comédia
Duração – 101 Min.
País de Origem – E.U.A
Sinopse – Amigos desde sempre, Zack e Miri vivem juntos mas nunca se envolveram romanticamente. Até que, soterrados em dívidas, sem água e electricidade, têm uma ideia genial de como fazer algum dinheiro extra: um filme pornográfico, com os dois como co-protagonistas. Zack escreve o argumento e os dois, com a ajuda dos amigos, começam a recrutar estrelas do porno. E, no fim, Zack e Miri arriscam-se a perceber que o que sentem um pelo outro é mais profundo do que imaginavam.

Traidor ( Traitor)
Realizado por Jeffrey Nachmanoff
Com Don Cheadle, Guy Pearce, Saïd Taghmaoui
Género – Thriller
Duração – 114 Min.
País de Origem – E.U.A
Sinopse – Samir Horn (Don Cheadle), um americano muçulmano que pertenceu às Forças Especiais, é suspeito de estar envolvido numa série de atentados. O agente do FBI Roy Clayton (Guy Pearce) é destacado para investigar a relação de Horn com grupos terroristas. Mas a caça ao homem é difícil e Clayton percorrerá três continentes no encalço de Horn, tentando apanhá-lo antes do próximo atentado.

Deixa-me Entrar Título ( Låt den rätte komma in)
Realizado por Tomas Alfredson
Com Kåre Hedebrant, Lina Leandersson, Per Ragnar
Género – Terror
Duração – 114 Min.
País de Origem – Suécia
Sinopse – Aos 12 anos, Oskar é um adolescente frágil, martirizado pelos colegas de turma e sem amigos. Ele não contra-ataca, mas sonha vingar-se. Quando conhece Eli, uma menina da sua idade, sente que finalmente encontrou alguém com quem pode ter uma verdadeira relação de amizade. Porém, a rapariga intriga-o: ela apenas sai à noite e, apesar do muito frio, anda sempre de t-shirt. A agravar as suas suspeitas está o facto de a sua chegada a Estocolmo coincidir com uma série de mortes e desaparecimentos misteriosos. Até que tudo se esclarece: ela é uma vampira. Será a amizade de Oskar por ela mais forte que o seu medo?

As Minhas Estrelas (Mes Stars et Moi)
Realizado por Laetitia Colombani
Com Kad Merad, Catherine Deneuve, Emmanuelle Béart, Mélanie Bernier, Maria de Medeiros
Género – Comédia Romântica
Duração – 88 Min.
País de Origem – França
Sinopse – Robert adora actrizes e dedica os dias às suas estrelas, que segue obsessivamente. Durante uma rodagem, as suas três actrizes preferidas reúnem-se e descobrem que têm o mesmo problema: o fã mais chato do mundo. Decidem então unir-se e vingar-se. Elas podem ser idolatradas por ele, mas vão tornar-se no maior pesadelo de Robert.

Flame & Citron - Os Resistentes
Realizado por Ole Christian Madsen
Com Thure Lindhardt, Mads Mikkelsen, Stine Stengade
Género – Drama
Duração – 130 Min.
País de Origem – Dinamarca
Sinopse – Copenhaga, 1944. A Dinamarca está ocupada pela Alemanha nazi. Flame e Citron são dois lendários resistentes que têm como missão eliminar os informadores dinamarqueses que estão a trair o país.

O Último Condenado à Morte
Realizado por Francisco Manso
Com Ivo Canelas, Maria João Bastos, Nicolau Breyner
Género – Drama
Duração – 94 Min.
País de Origem – Portugal
Sinopse – Baseado na história verídica de Francisco de Mattos Lobo, um dos últimos condenados à forca em Portugal (um dos primeiros países a abolir a pena de morte), acusado de um violento crime passional. Tendo como pano de fundo um dos períodos conturbados da História portuguesa - o conflito entre absolutistas e liberais em finais do século XIX-,a história de um jovem seminarista que se apaixona pela bela Adelaide, uma francesa que tinha casado com o seu tio e que regressa a Portugal depois de ter ficado viúva. A sua paixão e o ciúme perante a beleza da tia conduzirão à tragédia - Adelaide é assassinada, assim como os seus dois filhos e uma criada. Mas até ao fim permanece o mistério: será Mattos Lobo mesmo culpado?

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Independence Day
Realizado por Roland Emmerich
Com Will Smith, Bill Pullman, Jeff Goldblum, Mary McDonnell, Judd Hirsch
Género – Acção / Ficção Cientifica
Estúdio – 20th Century Fox
Ano de Estreia – 1996
Orçamento – 75 Milhões de Dólares
Receitas – 818 Milhões de Dólares
Sinopse – Um dos maiores êxitos de box-office de todos os tempos apresenta a derradeira batalha entre misteriosos e poderosos extra-terrestres e os seres humanos, aquando da invasão ao Planeta Terra. O espectáculo começa com milhares de naves especiais a aparecer nos céus. Mas a admiração depressa se transforma em terror quando as naves lançam a destruição sobre todas as cidades do planeta. Então, um determinado grupo de sobreviventes une-se para o último combate contra os invasores antes que o seu destino e o de toda a humanidade, seja condenado para sempre!

Die Hard: With a Vengeance
Realizado por John McTiernan
Com Bruce Willis, Jeremy Irons, Samuel L. Jackson, Graham Greene
Género – Acção
Estúdio – 20th Century Fox
Ano de Estreia – 1995
Orçamento – 90 Milhões de Dólares
Receitas – 362 Milhões de Dólares
Sinopse – Em Nova Iorque, um engenhoso terrorista (Jeremy Irons) faz explodir uma bomba num centro comercial repleto de pessoas e revela que muitas mais se encontram espalhadas pela cidade! Apanhado num diabólico jogo do gato e do rato, McClaine e um herói acidental (Samuel L. Jackson) procuram freneticamente as restantes bombas, antes que Nova Iorque seja reduzida a pó. Ludibriando a morte e a destruição a cada momento, Willis estabelece novos limites para acção explosiva.
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Realizado por Halder Gomes e Gerson Sanginitto
Com Bill Cobbs, Lisa Crilley, Chris Devlin, Heather Donahue

Esperava algo melhor deste “The Morgue”, um thriller sobrenatural que parte de uma ideia de base bastante interessante mas que infelizmente foi mal aproveitada e desenvolvida por Halder Gomes e Gerson Sanginitto, os responsáveis pela direcção e orientação criativa desta produção que ficou muito àquem das expectativas da comunidade cinéfila que esperava ansiosamente pelo seu lançamento em DVD. Numa pequena e isolada morgue, George (Bill Cobbs) e Margo (Lisa Crilley), iniciam o seu turno nocturno nessa tenebrosa casa mortuária da localidade. George tem a sempre difícil tarefa de autopsiar os cadáveres que chegam da cidade e Margo tem a obrigação de manter a morgue limpa e segura. Esta sua pacífica rotina é alterada por uma família que passava pelas redondezas mas que ficou impossibilitada de continuar a sua viagem porque o carro ficou sem gasolina. Após uma breve confraternização, o casual “convívio” é subitamente interrompido por Jacob (Brandon Quinn) e Samim (Sammy Sheik) que está ligeiramente ferido. Os responsáveis pela morgue rapidamente auxiliam o ferido mas enquanto o fazem, um estranho acontecimento fecha as seis pessoas no interior da casa mortuária, cortando assim as ligações com o exterior Ao longo da noite, os seis sujeitos passam por situações repletas de tensão e suspense que são provocadas por um estranho espírito maligno que habita a morgue. Rapidamente vão-se dando conta que estão a desaparecer um a um. Caberá aos sobreviventes desvendar o mistério e ultrapassar a fatídica noite.
A história até começa bem ao apostar numa apresentação simples e básica que fica rapidamente envolta num ambiente sombrio e tenso, no entanto, esse clima de suspense é rapidamente dissolvido pelo desenvolvimento confuso e trapalhão da acção que é desde logo estragada pelas excessivas revelações e pistas dadas. Á medida que vamos aprofundando o mistério da morgue, a história vai-se tornando cada vez mais previsível e aborrecida com as supostas cenas de maior intensidade a obterem um protagonismo pouco terrorífico e sangrento. As próprias personagens são muito mal apresentadas e desenvolvidas, algumas morrem e outras não parecem ter a inteligência suficiente para perceber os factos mais óbvios do mistério sobrenatural. Às óbvias debilidades do argumento junta-se uma direcção pouco criativa da dupla brasileira. O seu trabalho de câmara não é adequado para este tipo de história porque aposta em demasiados cortes e saltos que irritam o espectador e tornam a acção ainda mais ineficaz e imperceptível. Os efeitos sonoros e visuais são decepcionantes e de fraca qualidade, os filmes de baixo orçamento não são geralmente ricos em luxos extravagantes mas a grande maioria ainda consegue desencantar algumas sonoridades de qualidade mas tal não aconteceu em “The Morgue”.
Os actores também não escaparam à contagiante mediocridade do filme. Entre os nomes mais sonantes deste elenco encontramos Lisa Crilley, uma jovem actriz que deu nas vistas em “Annapolis” mas que não esteve à altura do protagonismo em “The Morgue”, faltou-lhe credibilidade e talento para este género. Os fãs de “Blair Witch Project” irão certamente lembrar-se de Heather Donahue que é completamente desaproveitada e arrasada nesta produção, o papel principal teria-lhe ficado muito melhor. A cara mais conhecida do elenco é claramente Bill Cobbs, um veterano da representação que passa completamente ao lado do filme.
“The Morgue” contempla um ou dois momentos de grande intensidade e surpresa mas tudo o resto é uma manifesta perda de tempo que não irá beneficiar ninguém. Uma desilusão porque se poderia ter feito mais e melhor.

Classificação - 1 Estrelas Em 5
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A 62ª Edição do Festival de Cannes ficou marcada pela estreia mundial de “The Imaginarium of Doctor Parnassus “, uma aventura fantástica de Terry Gilliam que é protagonizada por um elenco de luxo que reúne grandes nomes da sétima arte como Johnny Depp, Jude Law, Colin Farrell, Christopher Plummer e Heath Ledger, o malogrado actor que faleceu em 2008. O filme conta-nos a história de Dr. Parnassus, um imortal contador de histórias que viaja com os seus companheiros pelo mundo fora com um teatro ambulante. A vida corre-lhe bem até ao dia em que o mundo deixa de precisar dos seus contos e concelhos. O filme foi bastante aplaudido em Cannes mas a crítica especializada não foi tão favorável, algo que prejudicou a procura por uma distribuidora internacional que se mostre capaz de colocar o filme em vários mercados cinematográficos. Atendendo aos inúmeros pedidos do público que não pôde visionar o filme, o estúdio responsável pela obra libertou algumas cenas que aumentaram ainda mais a ansiedade do público.






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FILME

JT

António

Bruno P.

Bruno R.

Liliana

Ricardo

Rui

Angels & Demons

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The Edge of Love

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Cada Um o Seu Cinema

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Star Trek

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X-Men Origins – Wolverine

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Night at the Museum 2: Battle of the Smithsonian

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New In Town

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Knowing

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1*

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The International

3*

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Fireflies in The Garden

3*

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The Ruins

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Fast & Furious

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This is England

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Appaloosa

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Soul Men

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The Strangers

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Married Life

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Inkheart

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Che – Guerrilha

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Monsters Vs Aliens

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He's Just Not That Into You

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Underworld: Ryse of the Lycans

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Duplicity

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Singularidades de uma Rapariga Loura

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Fly Me To The Moon

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King of California

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Rocky (1976)

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Rocky 2 (1979)

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5* Muito Bom/ 4* Bom/ 3* Razoável/ 2* Mediocre/ 1* Mau

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